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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Não podemos esquecer a área da cultura

O sector da cultura não pode ser o grande esquecido, quando se põem em marcha os planos de recuperação da economia. A cultura é um sector importante da actividade económica e, em simultâneo, uma factor indispensável no nosso processo de enriquecimento emocional. Tem que estar activa. Não pode ser posta no fim da lista, como se fosse apenas um apêndice dispensável ou um luxo, para as horas vagas.

Uma parte dos subsídios que o governo está a conceder às televisões deveria ter como condição o compromisso de difundirem – e pagarem – espectáculos culturais, peças de teatro, representações artísticas, e não apenas as maluqueiras dos que passam horas a encher emissões de entretenimento sem substância.

Percursos e lideranças

É fundamental que se saiba para onde se quer ir. Como também é muito importante ter sempre presente qual foi o ponto de partida.

Muitos de nós não temos uma ideia clara sobre o destino, nem mesmo um  pouco de discernimento sobre o caminho que será mais apropriado escolher. Vamos andando, ao sabor dos ventos que sopram e das modas que outros inventam. Não temos agenda, temos apenas dias e um bom sopro de vida. Se nos perguntassem como justificamos o oxigénio que respiramos, a nossa pegada ambiental, ficaríamos incomodados com a questão mas incapazes de lhe dar uma resposta coerente.

Também nos esquecemos facilmente do ponto de partida. Ora, existem grandes diferenças entre nós. Há quem tenha nascido no andar de cima, com vista para a praça principal e para as avenidas largas, outros, na cave ou no telheiro. Gosto de perguntar a quem está no poder, seja que poder for, que faziam os seus pais e os seus avós. Uma grande parte dos que estão hoje em lugares cimeiros provêm de círculos sociais elevados. Nunca experimentaram uma situação de inferioridade social, não testemunharam o desespero de quem não se consegue fazer ouvir, não souberam o que é nascer e crescer na pobreza. Por isso, não entendem o que muitos lhes dizem, quando falam das dificuldades da vida.

Esse é um dos problemas do poder.

Por outro lado, convém lembrar que a liderança se aprende com o caminhar, sobretudo se o percurso vier de longe e tenha marcado pontos, deixado bandeiras que mostrem ao vento que passa que houve sucesso.

 

A chorada morte do Ocidente

É uma parvoíce intelectual, para além de ser um chavão frequentemente repetido, falar na “desintegração do Ocidente”. Qual desintegração, qual carapuça! E o Ocidente, fica aonde? Começa após o quintal de Vladimir Putin e termina à porta de Donald Trump? E passa ao lado das ruas sem flores onde moram Marine Le Pen ou Matteo Salvini?

“Ocidente” é um conceito impreciso e ultrapassado.

O que se passa, isso sim, é a afirmação da pluralidade das culturas humanas. Passámos a reconhecer que estamos agora num mundo em que a diversidade é reconhecida, se afirma e ganha força. E somos convidados a aceitar que o percurso para o futuro não deverá ser feito com base numa perspectiva imperial, que tentaria impor uma certa maneira de estar e de ver a vida. Também não poderá assentar num confronto entre civilizações.

A afirmação de outras culturas é o resultado de um desenvolvimento mais equilibrado do mundo. A sua pujança traduz, na melhor das hipóteses, optimismo e vitalidade económica, noutras, um certo tipo de revanchismo ou, simplesmente, desagravo, depois de uma longa história de humilhações e de escárnio. De uma maneira ou outra, trata-se de uma realidade que deve ser vista como positiva e enriquecedora.

Olhemos em frente, é o que também gosto de sugerir. O futuro só terá paz e progresso se for construído a partir do entendimento, da compreensão entre as várias culturas e da cooperação entre sistemas de valores que poderão ser divergentes em vários aspectos mas que deverão coincidir quando se tratar de questões fundamentais. Destas, sublinho duas, que considero prioritárias e deverão ser os pilares da nossa casa comum: o respeito pela dignidade de cada indivíduo e o esforço comum pela conservação da natureza e do meio ambiente.

 

A Europa é uma questão política

A União Europeia é acima de tudo um projecto político. Muito complexo, na medida em que engloba vários Estados, que têm particularidades próprias, diferentes identidades culturais e um sentimento nacionalista com profundas raízes históricas. Têm, igualmente, níveis de desenvolvimento económico distintos. Mas o projecto político existe e deverá continuar vivo, com o apoio de uma grande parte das populações europeias.

O objectivo fundamental é o de consolidar um espaço comum de segurança, direitos e prosperidade. É nessas três áreas que cabem muitas das iniciativas que têm sido levadas a cabo, ao longo dos tempos. Será, ainda, sobre essas áreas que se tem que dar exemplos do que já foi conseguido e do que se procura fazer no futuro.

Perante a complexidade e ambição do que se pretende construir em conjunto, seria um erro reduzir o discurso político sobre a União Europeia a uma dimensão só. Continua-se, no entanto, a assistir a esse tipo de reduções, que limitam o projecto à Europa Social, ou à Europa do Capital, ou à transferência de poderes das capitais nacionais para as instituições europeias.

Esses discursos só podem ter como explicação uma de duas coisas: ou se trata de uma simplificação ingénua do que é a UE ou estamos perante uma perspectiva de combate ideológico, um ataque que na realidade se destina a minar a prossecução do plano que nos une e faz mais fortes.

 

Um cartão de cidadão único

Na parte francófona da Bélgica, 53% dos inquiridos responderam que seriam a favor de um cartão de cidadão europeu, em vez do nacional. Contra, pronunciaram-se 42%.

Esta questão faz parte de um conjunto mais vasto de interrogações e de reflexões sobre a promoção da cidadania europeia. Pessoalmente, penso que se trata de um debate saudável. O futuro da Europa só fará sentido se for vivido, no essencial, de modo partilhado. E debater estas coisas não retira nada da personalidade cultural e histórica de cada nação. O passado conta e fez de cada país europeu o que ele hoje é. Mas o futuro conta ainda mais e esse tem toda a vantagem em ser construído em cooperação.

A nova era no Japão

Segui com algum cuidado a transição que acaba de ter lugar no Japão, do Imperador Akihito para o seu filho, o agora Imperador Naruhito.

Apesar da distância cultural que nos separa do Japão, este acto político deve fazer-nos reflectir. É, também, uma fonte de inspiração quando se pode observar uma outra prática do exercício do poder e do simbolismo. Sobretudo, quando o principal objectivo é o de assegurar a unidade nacional e o orgulho colectivo, que é indispensável para que haja optimismo e se possa acreditar no futuro.

As palavras que utilisarei, para resumir a transição que agora ocorreu e que tem uma importância enorme para a população japonesa, são cinco:

Simplicidade.

Brevidade.

Tradição.

Cerimonialismo

Elegância.

Mais ainda. O Primeiro Ministro Shinzo Abe discursou esta manhã, durante menos de dois minutos, para reconhecer a autoridade do novo Imperador. Referiu-se apenas a três ideias-chave, cuja menção me parece igualmente relevante. Unidade nacional. Paz internacional. Florescência da cultura japonesa. Três objectivos que cabem bem no novo período imperial, que procura combinar harmonia com beleza (Reiwa).

Em matéria política e de liderança, foi uma lição. Que aqui partilho.

A Catedral de Notre-Dame como um símbolo

A grande lição que tiro da maneira como muitos responderam, em França, ao incêndio da catedral de Notre-Dame é clara. Mostra-me a importância da história, dos valores e dos símbolos que definem a identidade de um povo. Não é uma questão religiosa, nem um menosprezo pelas dificuldades da vida que muitos enfrentam.

Sábado, véspera da Páscoa

Sábado de Páscoa. Uma parte da cidade de Bruxelas foi para a beira-mar. Organizaram-se, mesmo, comboios especiais, para responder à demanda e para evitar os engarrafamentos nas autoestradas. Outra parte, está a apanhar Sol nos parques da cidade. Que isto de ter 26 graus ao começo da tarde não pode ser desperdiçado.

Curiosamente, muitos dos jovens acham que é uma excelente ocasião para ter férias. O come;o da Primavera. Porém, não têm uma ideia clara – alguns não têm ideia alguma – do que significa Páscoa. Para além dos ovos de chocolate, para os mais pequenos, que os procuram nos jardins.

Assim se trata uma cultura milenária. Com Sol, praia e chocolate.

Um projecto político

Uma das razões políticas que justificam o projecto “União Europeia” tem que ver com o combate à xenofobia. A cooperação, a partilha, a livre circulação e a integração permitem aproximar os cidadãos das várias nações europeias. Contribuem para uma maior compreensão das diferentes culturas que constituem o espaço europeu. Permitem atenuar – e mesmo eliminar, esse será o objectivo – os sentimentos racistas e xenófobos que durante séculos tantos conflitos provocaram entre os diversos povos.

O que é ser europeu?

Na semana que passou, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos aprovou de modo unânime uma sentença que reconheceu ao governo da Bélgica a legitimidade para proibir o Niqab – o véu que cobre a cara e só deixa ver os olhos das mulheres que o utilizam – nos lugares públicos.

A argumentação teve em conta questões de segurança, de igualdade entre os homens e as mulheres e o imperativo da integração de cada pessoa na sociedade a que pertence. Se a sociedade não aceita, como é o caso da Bélgica, o Niqab, o Tribunal achou que haveria que ter esse facto em linha de conta.

A decisão procurou assim fazer o equilíbrio entre os direitos individuais e as exigências que decorrem da vida em sociedade. E deu, em grande medida, muita importância à questão do “viver com os outros”.

Estamos perante um contributo importante para a questão da diversidade de culturas na Europa. Esse assunto precisa, cada vez mais, de ser encarado de modo aprofundado, nas suas diferentes facetas e tendo em conta o que significa, nos dias de hoje, pertencer a uma nacionalidade europeia.

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