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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A crise chinesa

Xi Jinping sabe que multidões podem mover montanhas. Mas parece não saber que a repressão sistemática e dura não permite resolver o mal-estar social. E esse mal-estar é hoje bem visível nas ruas de muitas cidades chinesas. Os cidadãos estão fartos das restrições e da polícia. E sabem que noutros países as coisas não se passam assim. Sabem que a Covid-19 não é combatida com controlos a cada cem metros e medidas de isolamento que são um puro exagero, decisões extremas que resultam da maneira de raciocinar de líderes ditatoriais e de um sistema que põe a repressão acima de tudo, como se fosse a resposta a qualquer problema social.

É um regime que esconde as falhas pela força. Isso, combinado com o volume da população, faz desse regime um regime fraco, que um dia acabará no caos.

Meloni entra suavemente na política italiana e europeia

Giorgia Meloni foi agora investida como primeira-ministra da Itália. E tem-se revelado muito astuta. Não apenas nas nomeações que fez para pastas importantes como também nas declarações públicas, que defendem a Europa e a Ucrânia. Não sei se o diz por convicção, mas a verdade é que a sua entrada em funções tem sido recebida com tranquilidade quer na Itália quer em Bruxelas. Também tem havido uma reação positiva dos mercados financeiros. Só posso esperar que continue na via da moderação, apesar do seu passado ideológico e de ter como companheiros de percurso gente como Matteo Salvini e outros que tantos. A Itália precisa de serenidade e a Europa não quer andar em disputas com os governos dos Estados-membros. Vai ser interessante seguir a governação de Meloni e tentar perceber o que isso poderá significar noutros países, que também têm políticos de inspiração ultranacionalista e fascista.

 

As fragilidades do gigante chinês

https://www.dn.pt/opiniao/o-futuro-de-xi-jinping-e-o-nosso-15271936.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. Penso que é importante seguir com atenção o 20º Congresso do Partido Comunista Chinês. E saber ler para além dos slogans e das frases que fazem parte da coreografia. 

Cito umas linhas do meu texto: "Essa é, na minha opinião, a principal fragilidade da China de hoje, com um regime não apenas de partido único, mas acima de tudo, com um líder incontestável. Um regime ditatorial não é sólido. Tem uma força e estabilidade aparentes, mas com o tempo, por várias razões possíveis, acabará por ruir."

A Nova Ordem Internacional

Se a Nova Ordem Internacional reconhecer regimes ditatoriais como modelos, só porque são grandes potências – estou a pensar na China e na Rússia –, então deixem-me continuar na ordem actual, que reconhece as liberdades individuais e os direitos humanos. Na verdade, a ordem mundial que quero ver estabelecida é uma que respeite as pessoas, que lhes permita viver em paz e segurança, e com dignidade. Por isso, é fundamental lutar pela primazia dos valores sobre a força, pelo valor da vida de cada cidadão e pela necessidade de aprofundar a cooperação internacional. E o respeito pela natureza, pelo equilíbrio ecológico, pela renovação dos recursos naturais.

É nesse sentido que o mundo pós-pandemia e pós-agressão russa deve evoluir. É isso que os cidadãos de Myanmar, do Burkina Faso, da Nicarágua, da Síria, da Ucrânia, da Rússia e muitos outros ambicionam.

Acho importante que se debata o que significa construir um mundo novo.

Estar na fotografia dos grandes

Estiveram reunidos em Praga, durante o dia de hoje, 44 chefes de Estado e de governo europeus. Tratou-se da primeira reunião de uma ideia muito vaga, lançada em maio por Emmanuel Macron, a que se deu o nome de Comunidade Política Europeia. Não se entende bem o que isso significa, mas a verdade é que todos os convidados compareceram. Incluindo, por exemplo, o presidente do Azerbaijão, que não é bem um democrata, mas que quer ser visto como um líder europeu. Mas o aspecto mais importante desta reunião foi o facto de a Rússia e a Bielorrússia não terem sido convidadas. Procurou, assim, marcar-se o isolamento desses dois países. A aceitação, por todos os outros, destas duas exclusões parece-me significativa. Ninguém manifestou qualquer tipo de objeção. O importante era não perder o seu lugar na fotografia de grupo.

A causa monárquica não faz parte do nosso debate actual

Ontem, na CNN, repeti que a apreciação pelo reinado e pela pessoa que foi Isabel II não faz de nós menos republicanos. Aliás, nem isso está em causa. Não se trata de defender ou atacar o regime monárquico que um outro país tenha em vigor. A questão monárquica não existe em Portugal. Não vale a pena falar e argumentar sobre um tema que não faz parte do debate político nacional. Nem entrar em explicações sobre princípios que uma monarquia não respeitaria, como o da igualdade ou do mérito. Até porque essas dimensões da igualdade e do mérito são certamente mais evidentes em países como o Reino Unido, a Bélgica ou a Dinamarca do que neste nosso canto da Europa, onde, aqui entre nós, a maior parte dos que hoje detêm algum tipo de poder são descendentes de pais e avós que já eram diplomados universitários numa altura em que quase ninguém o era. Bem vistas as coisas, o mérito e a progressão social são mais fáceis nas terras da defunta Rainha do que por aqui. Não se tem falado ou escrito muito sobre a perpetuação das nossas classes sociais, mas ela existe. É aí que deveria estar centrado o debate, e não sobre a forma monárquica de poder que não interessa a ninguém, com excepção de meia dúzia de excêntricos.

A força das democracias

Numa democracia, é um erro pensar que se pode enganar o eleitorado, com conversa fiada, habilidades linguísticas e medidas manhosas. As sociedades actuais devem ser tratadas com todo o respeito e franqueza.

Numa ditadura, é um erro pensar que se pode controlar eternamente os cidadãos. Essa é, aliás, a principal fraqueza dos regimes autocráticos. As ditaduras não caem por causa de intervenções exteriores. Caem porque são minadas por dentro, numa procura crescente de liberdade.

Os diferentes modelos de democracia

O Reino Unido muda amanhã de primeiro-ministro. É um processo muito peculiar. Os membros do partido maioritário no parlamento de Westminster escolhem um novo líder e a Rainha nomeia o resultado dessa escolha como primeiro-ministro. E não há contestação. O que nos faz lembrar que em política é a legitimidade da liderança que conta. Se o processo de substituição do primeiro-ministro é aceite como legítimo pelos diferentes partidos e os cidadãos, não há mais nada a dizer. É assim.

A democracia tem vários formatos. Mas a característica mais importante da democracia é, na verdade, a livre aceitação por parte dos cidadãos do sistema em vigor. Por isso, não me parece judicioso criticar as práticas democráticas de outras sociedades, só porque não coincidem com a nossa própria visão do que deve ser uma democracia. Diria mesmo, se um povo decidir que só podem ser candidatos à presidência da República quem tenha passado por um exame, pouco rigoroso, claro, de tolice e superficialidade, quem somos nós para contestar a legitimidade política e democrática do tolo que venha a ocupar o lugar?

O custo das sanções

https://www.dn.pt/opiniao/nao-ha-democracia-nem-almocos-gratis-15053973.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Agora, interrompo a escrita até Setembro. 

Cito de seguida umas linhas do texto. 

"Não é apenas o autocrático Viktor Orbán que alega que as sanções têm um efeito boomerang e que acabam por prejudicar mais as economias da UE que a russa. Temos por aí gente boa que também vê a coisa assim. E alguns até se julgam mais espertos que os dirigentes europeus, que, entretanto, já aprovaram sete rondas de sanções contra o regime de Vladimir Putin."

Myanmar e a luta pela democracia

A Junta Militar, que se apoderou ilegalmente do poder em Myanmar em fevereiro do ano passado, executou hoje quatro activistas que haviam lutado pela democracia e os direitos humanos. Como muitos outros, haviam sido condenados à morte numa farsa de julgamento à porta fechada. A sua execução quebrou um período de mais de três décadas durante o qual nenhuma pena de morte fora efectivamente levada a acabo. O que agora aconteceu faz prever que outras execuções venham a acontecer nos próximos tempos.

A indignação dos povos de Myanmar e da comunidade internacional é imensa, tão vasta como o choque que a notícia provocou. Myanmar é um país multi-étnico e os seus cidadãos têm mostrado uma coragem exemplar em oposição ao golpe de estado. Mais de dois mil cidadãos perderam a vida, em manifestações de rua, que são sempre brutalmente reprimidas pelas forças armadas e de polícia do regime militar.

O regime militar está praticamente isolado, na cena regional e internacional. Mas é fortemente apoiado pelo Kremlin. Para além dos russos, existe uma significa presença chinesa, já que um dos corredores mais importantes da Nova Rota da Seda – pipelines e caminho de ferro – atravessa o país de alto a baixo. Tive há tempos a oportunidade de o visitar e de ouvir as queixas das populações, que foram expropriadas sem qualquer tipo de indemnização e à revelia dos direitos adquiridos ao longo de gerações. Aqui, mais uma vez, existe uma clara divisão de tarefas: os russos fornecem o apoio militar e os chineses tratam da economia.

 

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