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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Otelo, simplesmente Otelo

Deixo aqui a minha homenagem à memória de Otelo Saraiva de Carvalho.

Conheci-o de mais perto em 1975, quando fui membro da primeira Comissão Nacional de Eleições. Muitas das recordações perderam-se com o passar dos anos. Mas sempre ficou bem presente a sua chegada de helicóptero à Gulbenkian, na noite eleitoral da Assembleia Constituinte. Nós, os membros da CNE, tínhamos aí o nosso posto de comando. E Otelo veio ter connosco, para se inteirar sobre a maneira como estava a decorrer o apuramento dos resultados.

Nessa altura, era visto como um herói. A sua visita impressionou-nos.

Depois, com o andar dos anos, outros tempos vieram. E a história saberá contar o percurso que percorreu, os altos e baixos. A história nunca é objectiva. Otelo será contado de diversas maneiras. Mas ninguém poderá negar o papel que desempenhou no 25 de Abril de 1974.

As ameaças que a Europa enfrenta

https://www.dn.pt/opiniao/a-uniao-europeia-no-caminho-do-colapso-13963761.html

Este é o link para a minha crónica de hoje, publicada no Diário de Notícias. O título é uma chamada de atenção para a necessidade de firmeza quando se trata de defender e fazer aplicar os valores em que assenta a União Europeia. O texto concentra-se numa análise de duas grandes ameaças internas para a estabilidade e a credibilidade da União - o húngaro Orbán e o polaco Kaczynski - e da enorme ameaça externa que Erdogan representa. 

Cito uma extracto do meu texto, como é habitual.

"A luta contra a corrupção e pelo bom funcionamento da justiça, sobretudo a sua independência, são dois aspetos fundamentais do projeto europeu."

 

Ai Weiwei: arte e política

Está a decorrer na Cordoaria Nacional, em Lisboa, uma exposição de trabalhos de Ai Weiwei. Vale a pena visitar.

Ai é um artista multifacetado e, ao mesmo tempo, um militante por uma China democrática. Uma boa parte das suas obras tem um profundo significado político. Um segmento da exposição é constituído por caixas totalmente fechadas, que ilustram várias cenas da sua detenção pela polícia chinesa. Cada caixa tem apenas duas pequenas janelas, que permitem visualizar o que acontece a um preso político no regime comunista chinês. O realismo desses trabalhos é absoluto. E a originalidade está garantida. 

Alguns dos meus amigos artistas portugueses não conseguem digerir a mensagem política que a criatividade de Ai Weiwei transmite. Apesar de serem artistas plásticos, são acima de tudo umas pessoas obcecadas ideologicamente. E a sua obsessão ideológica fá-los dizer cobras e lagartos sobre o trabalho do colega chinês. Vejo essa atitude como uma burrice intelectual, que seria um perigo, se alguma vez as ideias e as organizações que esses portugueses defendem chegassem ao controlo do poder.

Na minha visão, um dos papéis da arte é ser um desafio. Ai Weiwei é certamente um desafio para os líderes chineses e para os nossos ditadorezinhos de ideias fechadas.

 

Escrever para defender a democracia

https://www.dn.pt/opiniao/a-democracia-nao-pode-ser-um-faz-de-conta-13870769.html

Deixo-vos acima o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E agradeço a todos os que reencaminharam este texto para outros leitores, que convidaram outros a adquirir o DN e que me enviaram comentários. Não tive ainda a oportunidade de responder a esses comentários. 

Há um parágrafo que nos toca directamente. Cito, de seguida. 

"Menos falado, mas igualmente importante para a vitalidade da democracia, é ter-se um sistema de administração de justiça capaz e independente dos políticos. Os cidadãos precisam de ter confiança no funcionamento célere e eficiente dos tribunais, como meios de defesa dos seus direitos e de correção das injustiças. Na era do “totalitarismo digital” isso é ainda mais essencial. Nos Estados-membros onde a justiça é lenta, mal apetrechada e ineficiente, temos um problema quase tão grave como o autoritarismo que existe noutros horizontes. Esses Estados têm uma democracia coxa. Deveriam igualmente ser tema de crítica no Conselho Europeu. Sem justiça eficaz, a democracia é uma ilusão. E os cidadãos, como o mostraram agora os franceses, já não se deixam iludir tão facilmente."

Vladimir e o seu amigo Alexander

O meu texto desta sexta-feira, no Diário de Notícias, despertou muita atenção, não apenas porque Lukashenko continua a ser um vilão actual, mas também por ter mostrado que vários regimes têm uma política de perseguição dos seus oponentes residentes no estrangeiro. Um dos casos pouco conhecidos é o do Ruanda. O Presidente Paul Kagame, a quem reconheço o mérito de haver unificado e desenvolvido o país, persegue activamente os seus inimigos, dentro e fora de portas. Incluindo os pobres refugiados ruandeses que vivem em campos no vizinho Uganda.

O texto também fez surgir algumas objecções. Particularmente dos meus amigos que olham para Lukashenko e vêem nele o que ele não é, uma espécie de sobrevivente dos ideais comunistas. Parece impossível, mas é verdade, um crente é um crente e vê aparições da sua fé mesmo nos bigodes de Lukashenko. Por isso, uma crónica como a minha é vista com umas lentes especiais, que fazem ler o que lá não está escrito. A prosa era sobre a democracia e sobre os direitos e as liberdades fundamentais. Também sobre o respeito pelas normas internacionais. Ou seja, uma série de coisas que o ditador viola sistematicamente, para a grande infelicidade do povo da Bielorrússia.

Entretanto, o neofascista da velha guarda foi passar o fim-de-semana a Sochi, na estância balnear que é tanto do agrado do seu amigo Vladimir Putin. E seguiu-se uma série de imagens de ambos, a andar de barco, a conviver, a mostrar a paixão que os anima. A mensagem fundamental de tudo isso é clara: Lukashenko tem a protecção de Putin, não pensem em tocar-lhe.   

 

 

Atacar a oposição sem limites nem fronteiras

https://www.dn.pt/opiniao/lukashenko-em-voo-picado-13775380.html

Este é o link que permite ler o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E que abre a polémica...

Cito, de seguida, o primeiro parágrafo desse texto. 

"Para alguns Estados, a repressão dos dissidentes não conhece nem limites nem fronteiras. Vale tudo, quando alguém é considerado inimigo do regime. Mesmo quando vive no estrangeiro, convencido que está mais seguro. Pode, todavia, não estar, se for considerado pelos criminosos que controlam o poder no seu país de origem como um alvo a abater. Certas ditaduras têm um braço repressivo muito longo. Não têm pejo de agir em terra alheia e de praticar assassinatos, raptos, ou proceder a acusações frívolas ou sem fundamento, de modo a forçar a Interpol a emitir avisos internacionais de captura e repatriamento. Noutros casos, intimidam brutalmente os membros da família que ficaram no país, com o objetivo de calar o opositor que se encontra noutras latitudes."

Pela liberdade

No Dia da Liberdade, é fundamental que se sublinhe a importância do conceito. A liberdade é fundamental para o desenvolvimento de cada indivíduo e para a valorização da vida em sociedade. É, por isso, um conceito que tem duas faces, ambas igualmente importantes. A liberdade que cada um deve usufruir e a dimensão social, que passa pelo respeito dos outros e por um comportamento cívico responsável. É isso que vamos aprendendo todos os dias, desde Abril de 1974.

Uma sociedade é plural. Por isso, é fundamental que cada um se sinta bem e à vontade para exprimir o que lhe vai na mente. Ninguém é dono da verdade, nem a verdade absoluta existe. Do mesmo modo, ninguém é dono da democracia. A democracia vive-se. Só a prática democrática assegura a continuidade e a sobrevivência da democracia. Mas também não devemos ter ilusões. Há quem fale de democracia e pense ditadura. Quem assim procede deve receber uma mensagem forte: a democracia não é um cavalo de Troia.

 

O povo de Myanmar é um exemplo de coragem

Os cidadãos de Myanmar, sobretudo os mais jovens, continuam diariamente a dar-nos lições de coragem. Apesar das balas da polícia e dos militares, e das detenções em grande número, o povo está nas ruas das principais cidades, para dizer não à ditadura militar. As plataformas sociais desempenham um papel fundamental em matéria de informação e de mobilização. É, igualmente, através delas que o mundo sabe o que se está a passar no país.

Entretanto, na reunião do Quad de ontem – escrevi sobre essa reunião na minha coluna do Diário de Notícias – a condenação do golpe de Estado foi frouxa. A Índia e o Japão opuseram-se a uma condenação directa dos militares birmaneses. Foi mais um ponto fraco na grande diplomacia internacional. Assim se perde a credibilidade.

O povo heróico de Myanmar

A situação em Myanmar piorou bastante nestes últimos dias. Agora, a polícia e os militares atiram a matar. E publicam vídeos nas plataformas sociais com ameaças de morte contra os manifestantes. Apesar disso, a população continua a vir para as ruas e a expressar a sua oposição ao golpe militar. A coragem que mostram é exemplar. Merecem todo o apoio que lhes possa ser dado. Por isso, sugiro que a União Europeia se reúna com os líderes da região (ASEAN) e procure saber qual é a sua opinião sobre as acções que os europeus poderão tomar, em concerto com esses países, para aumentar a pressão sobre os generais golpistas. Esta é uma oportunidade que temos de mostrar que não agimos sem consultar os países da região.

Singapura, que é o maior investidor estrangeiro em Myanmar, já disse claramente que o golpe é inaceitável. É uma posição clara e muito importante.

Entretanto, a China está a perder terreno em Myanmar. Uma grande parte dos manifestantes considera que Beijing apoia os militares. Essa percepção não ajuda em nada os interesses chineses. Anteriormente já havia bastante relutância em aceitar os colossais investimentos vindos da China. No futuro, a relutância passará a ser resistência. Uma das dimensões que está a resultar da presente situação é um enorme desenvolvimento do orgulho nacionalista birmanês. Ora, um dos alvos tradicionais do nacionalismo nesse país é a China.

A extrema-direita alemã

A decisão dos serviços secretos alemães de colocar o partido da extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) sob vigilância, por ser um perigo para a democracia e a constituição, é histórica.

O partido irá utilizar os mecanismos judiciais para contestar esta decisão. Mas, a verdade é que a decisão foi tomada e tem um impacto importante junto do eleitorado alemão. Terá ainda a vantagem de colocar o AfD de sobreaviso. Mas penso que irá tentar aproveitar a decisão para se fazer de vítima.

Veremos qual será o próximo capítulo.

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