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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A importância da liberdade de imprensa

Os Pandora Papers revelam, entre muitas outras coisas, corrupção de alto nível e abuso do poder, por parte de certos políticos e dos seus amigos e compadres. Mostram, acima de tudo, a relevância de jornalistas independentes e de órgãos de comunicação social corajosos e conscientes do seu dever cívico. Não foram as instituições judiciárias ou de polícia quem procedeu à investigação. Foi uma coligação de jornalistas, trabalhando em meios de comunicação social sérios e com recursos suficientes. Assim para além de tudo o mais, foi uma vitória da liberdade de imprensa. E uma demonstração que esta é essencial para o bom funcionamento das sociedades democráticas

A Europa digital

https://www.dn.pt/opiniao/a-europa-fora-das-olimpiadas-do-digital-14152817.html

Link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Escrevo sobre a União Europeia que olha para a sociedade digital como um consumidor e não como um actor estratégico. 

Liberdade e democracia

Não se pode confundir a democracia com a liberdade. Podemos ser livres de dizer seja o que for, mas se a democracia não funcionar a sério, a nossa voz nunca será ouvida pelas elites que detêm o poder. Seremos, como muitos o são nos dias de hoje – e as manifestações de rua contra tudo e mais alguma coisa são uma demonstração do que quero dizer – uns frustrados livres. A falar para o vento que passa. 

A democracia é sobre o exercício do poder, a prestação de contas, o serviço do bem comum, a representatividade dos diversos interesses que existem numa sociedade. 

A liberdade é sobre a expressão de pontos de vista, a manifestação de opiniões, a aprovação ou a crítica do poder, sem que tudo isso traga consequências negativas. 

Ambas são fundamentais. 

Biden e o seu lugar na história

A história que perdura nas memórias colectivas é feita de frases curtas. Quando se fala de personagens que marcaram o passado, há sempre uma referência breve que liga o nome a um facto determinante. Por exemplo, o Imperador Nero ficou conhecido como o incendiário de Roma. O Infante Dom Henrique, como o Navegador, embora nunca tenha embarcado num qualquer navio que se tenha feito aos mares. O nome de Estaline aparece ligado aos goulags da Sibéria. Mais perto de nós, Passos Coelho ficará para sempre associado à troika. E agora, Joe Biden arrisca-se a ser lembrado por causa da catástrofe política e humanitária que está a acontecer no Afeganistão. Biden irá rimar com abandono. Assim entrará na história, com esse rótulo infame. Sim, abandono dos progressistas afegãos, das mulheres e raparigas afegãs, com o abandono de um governo que, por muitos problemas que possa ter, sempre representa a parte melhor da nação afegã. Não é apenas uma questão de derrota das tropas ocidentais, das americanas e das aliadas no seio da NATO. É o deixar chegar ao poder gente que não pertence ao século XXI.

Otelo, simplesmente Otelo

Deixo aqui a minha homenagem à memória de Otelo Saraiva de Carvalho.

Conheci-o de mais perto em 1975, quando fui membro da primeira Comissão Nacional de Eleições. Muitas das recordações perderam-se com o passar dos anos. Mas sempre ficou bem presente a sua chegada de helicóptero à Gulbenkian, na noite eleitoral da Assembleia Constituinte. Nós, os membros da CNE, tínhamos aí o nosso posto de comando. E Otelo veio ter connosco, para se inteirar sobre a maneira como estava a decorrer o apuramento dos resultados.

Nessa altura, era visto como um herói. A sua visita impressionou-nos.

Depois, com o andar dos anos, outros tempos vieram. E a história saberá contar o percurso que percorreu, os altos e baixos. A história nunca é objectiva. Otelo será contado de diversas maneiras. Mas ninguém poderá negar o papel que desempenhou no 25 de Abril de 1974.

As ameaças que a Europa enfrenta

https://www.dn.pt/opiniao/a-uniao-europeia-no-caminho-do-colapso-13963761.html

Este é o link para a minha crónica de hoje, publicada no Diário de Notícias. O título é uma chamada de atenção para a necessidade de firmeza quando se trata de defender e fazer aplicar os valores em que assenta a União Europeia. O texto concentra-se numa análise de duas grandes ameaças internas para a estabilidade e a credibilidade da União - o húngaro Orbán e o polaco Kaczynski - e da enorme ameaça externa que Erdogan representa. 

Cito uma extracto do meu texto, como é habitual.

"A luta contra a corrupção e pelo bom funcionamento da justiça, sobretudo a sua independência, são dois aspetos fundamentais do projeto europeu."

 

Ai Weiwei: arte e política

Está a decorrer na Cordoaria Nacional, em Lisboa, uma exposição de trabalhos de Ai Weiwei. Vale a pena visitar.

Ai é um artista multifacetado e, ao mesmo tempo, um militante por uma China democrática. Uma boa parte das suas obras tem um profundo significado político. Um segmento da exposição é constituído por caixas totalmente fechadas, que ilustram várias cenas da sua detenção pela polícia chinesa. Cada caixa tem apenas duas pequenas janelas, que permitem visualizar o que acontece a um preso político no regime comunista chinês. O realismo desses trabalhos é absoluto. E a originalidade está garantida. 

Alguns dos meus amigos artistas portugueses não conseguem digerir a mensagem política que a criatividade de Ai Weiwei transmite. Apesar de serem artistas plásticos, são acima de tudo umas pessoas obcecadas ideologicamente. E a sua obsessão ideológica fá-los dizer cobras e lagartos sobre o trabalho do colega chinês. Vejo essa atitude como uma burrice intelectual, que seria um perigo, se alguma vez as ideias e as organizações que esses portugueses defendem chegassem ao controlo do poder.

Na minha visão, um dos papéis da arte é ser um desafio. Ai Weiwei é certamente um desafio para os líderes chineses e para os nossos ditadorezinhos de ideias fechadas.

 

Escrever para defender a democracia

https://www.dn.pt/opiniao/a-democracia-nao-pode-ser-um-faz-de-conta-13870769.html

Deixo-vos acima o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E agradeço a todos os que reencaminharam este texto para outros leitores, que convidaram outros a adquirir o DN e que me enviaram comentários. Não tive ainda a oportunidade de responder a esses comentários. 

Há um parágrafo que nos toca directamente. Cito, de seguida. 

"Menos falado, mas igualmente importante para a vitalidade da democracia, é ter-se um sistema de administração de justiça capaz e independente dos políticos. Os cidadãos precisam de ter confiança no funcionamento célere e eficiente dos tribunais, como meios de defesa dos seus direitos e de correção das injustiças. Na era do “totalitarismo digital” isso é ainda mais essencial. Nos Estados-membros onde a justiça é lenta, mal apetrechada e ineficiente, temos um problema quase tão grave como o autoritarismo que existe noutros horizontes. Esses Estados têm uma democracia coxa. Deveriam igualmente ser tema de crítica no Conselho Europeu. Sem justiça eficaz, a democracia é uma ilusão. E os cidadãos, como o mostraram agora os franceses, já não se deixam iludir tão facilmente."

Vladimir e o seu amigo Alexander

O meu texto desta sexta-feira, no Diário de Notícias, despertou muita atenção, não apenas porque Lukashenko continua a ser um vilão actual, mas também por ter mostrado que vários regimes têm uma política de perseguição dos seus oponentes residentes no estrangeiro. Um dos casos pouco conhecidos é o do Ruanda. O Presidente Paul Kagame, a quem reconheço o mérito de haver unificado e desenvolvido o país, persegue activamente os seus inimigos, dentro e fora de portas. Incluindo os pobres refugiados ruandeses que vivem em campos no vizinho Uganda.

O texto também fez surgir algumas objecções. Particularmente dos meus amigos que olham para Lukashenko e vêem nele o que ele não é, uma espécie de sobrevivente dos ideais comunistas. Parece impossível, mas é verdade, um crente é um crente e vê aparições da sua fé mesmo nos bigodes de Lukashenko. Por isso, uma crónica como a minha é vista com umas lentes especiais, que fazem ler o que lá não está escrito. A prosa era sobre a democracia e sobre os direitos e as liberdades fundamentais. Também sobre o respeito pelas normas internacionais. Ou seja, uma série de coisas que o ditador viola sistematicamente, para a grande infelicidade do povo da Bielorrússia.

Entretanto, o neofascista da velha guarda foi passar o fim-de-semana a Sochi, na estância balnear que é tanto do agrado do seu amigo Vladimir Putin. E seguiu-se uma série de imagens de ambos, a andar de barco, a conviver, a mostrar a paixão que os anima. A mensagem fundamental de tudo isso é clara: Lukashenko tem a protecção de Putin, não pensem em tocar-lhe.   

 

 

Atacar a oposição sem limites nem fronteiras

https://www.dn.pt/opiniao/lukashenko-em-voo-picado-13775380.html

Este é o link que permite ler o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E que abre a polémica...

Cito, de seguida, o primeiro parágrafo desse texto. 

"Para alguns Estados, a repressão dos dissidentes não conhece nem limites nem fronteiras. Vale tudo, quando alguém é considerado inimigo do regime. Mesmo quando vive no estrangeiro, convencido que está mais seguro. Pode, todavia, não estar, se for considerado pelos criminosos que controlam o poder no seu país de origem como um alvo a abater. Certas ditaduras têm um braço repressivo muito longo. Não têm pejo de agir em terra alheia e de praticar assassinatos, raptos, ou proceder a acusações frívolas ou sem fundamento, de modo a forçar a Interpol a emitir avisos internacionais de captura e repatriamento. Noutros casos, intimidam brutalmente os membros da família que ficaram no país, com o objetivo de calar o opositor que se encontra noutras latitudes."

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