Portugal é grande quando abre horizontes

04
Jan 19

O Público de hoje inclui um texto arrasador de Teresa Morais. A deputada do PSD escreve sobre a liderança actual do seu partido. Revela, de uma maneira serena e corajosa, a incompetência de Rui Rio, enquanto cabeça nacional de um partido que representa uma boa parte da opinião democrática portuguesa. Diz que Rio não ouve, não aceita opiniões críticas e não é capaz de definir uma política clara, que possa servir como contraponto às escolhas do governo actual.

Sendo assim, não deverá sobreviver para além das eleições legislativas deste ano, que se anunciam como uma derrocada para o PSD que dirige.

O que Teresa Morais não disse, é que Rui Rio deveria sair antes das eleições de 2019. Não o disse porque essa opção não está em cima da mesa. Ninguém parece disposto a iniciar um movimento interno que leve à contestação do líder.

Teremos, deste modo, um PSD que continuará em crise, mesmo depois da saída de cena de Rui Rio. O novo ou a nova líder encontrar-se-á numa situação complexa, com um grupo de deputados escolhidos de entre os fiéis de Rio. O costume, aqui como nos outros partidos, quando se trata de deputados: tudo a mandado do líder que estava no poder antes das eleições. De qualquer modo, parêntesis à parte, podemos esperar um cenário pós-eleitoral de conflito entre esses deputados e a nova liderança. Ou seja, o PSD, ou leva uma grande volta, ou está condenado a uma longa travessia do deserto.

 

publicado por victorangelo às 18:07

02
Fev 13

Dizem-me que, num país em crise profunda, os deputados se entretiveram a votar uma recomendação sobre a grelha de programas da TV pública. Parece que aconselharam o governo a incluir no canal televisivo oficial uma série semanal sobre batatas e cebolas, couves-galegas e animais de capoeira, e por aí fora, tudo numa perspectiva indefinida e abstracta de uma TV Rural. 

 

A razão deve ser, imagina-se, porque muitos dos habitantes desse país distante estão a voltar a viver ao nível de uma economia de subsistência. Sem contar, claro, que este tipo de resoluções mantém os deputados entretidos, sem que ninguém se lembre de os mandar às favas. 

publicado por victorangelo às 16:44

04
Ago 09

 

A selecção de candidatos a deputados, por parte do PSD, destabilizou certas direcções distritais importantes, a começar por Lisboa.

 

O partido sai mais centralizado, e também mais fraco e mais distante das bases, após este exercício. A Velha Senhora rodeou-se de uma clientela, não de um conjunto de deputados. Enviou ao mesmo tempo uma mensagem forte: quem manda.

 

É uma tentação autoritária, em que o poder é praticado com base na subordinação e recompensa, não nas qualidades e no mérito. Se a senhora vier a ser governo, já sabemos com que contar.

publicado por victorangelo às 21:55

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