Portugal é grande quando abre horizontes

18
Mar 19

O ciclone Idai deixou a maioria das infra-estruturas da cidade da Beira, em Moçambique, destruídas, para além de ter morto um milhar ou mais de pessoas. Foi um enorme desastre natural. Trouxe desafios inimagináveis para as famílias e para as autoridades.

A solidariedade internacional, e a ajuda de emergência, chegou primeiro da África do Sul, um país que tem capacidade para responder a este tipo de crises. Outros se seguirão, assim o espero. Portugal deveria responder também, na medida dos meios possíveis. E a população portuguesa precisa de mostrar que não fica indiferente quando algo desta gravidade acontece num país a que a história e o passado recente nos ligam.

 

publicado por victorangelo às 20:01

17
Jun 10

Na Visão, publico um texto sobre a BP, o derrame de petróleo no Golfo do México, as repercussões políticas, domésticas e externas, desta crise, partilho uma experiência de trabalho com as grandes multinacionais do petróleo, até falo mesmo de futebol...

 

O artigo está disponível no sítio da revista:

 

http://aeiou.visao.pt/para-desempatar=f562542

 

Agradeço a leitura e os comentários.

publicado por victorangelo às 16:20

13
Jan 10

 

A tragédia que o Haiti está a viver toca-nos muito. Tenho, na minha Missão, vários funcionários de nacionalidade haitiana. Estão como que paralisados, o choque foi demasiado grande. A nossa equipa de aconselhamento psicológico, um pequeno conjunto de especialistas que está muito habituado a lidar com traumas violentos, em zonas de conflito, tem estado em contacto com os colegas que ficaram mais fragilizados.

 

O chefe da Missão da ONU no Haiti, Hédi Annabi, um velho colega meu, e o seu adjunto, o Luís da Costa, outro conhecido de muitos anos, continuam desaparecidos. Estavam, mais o Comandante da Força Militar da ONU, o Comissário da Polícia (UNPOL) e outros colegas seniores, numa reunião com uma delegação chinesa. Receia-se que tenham, todos, perdido a vida.

 

O destino é o que é. O General Gerardo Chaumont, um homem bom, argentino e com muita experiência em matéria de segurança, antigo comandante-geral adjunto da Gendarmeria Argentina, trabalhou um ano e meio comigo no Chade. Em finais de Dezembro, resolveu aceitar a sua transferência para a Missão no Haiti. Por ser mais perto de Buenos Aires. Queriam que fosse directamente de N'Djaména para Port-au-Prince. Se tivesse acedido, teria morrido ontem. Mas, não. Disse que só começaria as suas novas funções em Fevereiro. Quando o fizer, encontrará um Haiti destruído e à deriva.

 

Estes são tempos que nos interpelam. 

 

publicado por victorangelo às 21:27

02
Dez 09

 

Escrever é uma forma de intervenção social, um contributo. Mas o artigo de opinião  "A porcaria", que um senhor cheio de raivas, socialmente privilegiado e vagamente poeta, homem de letras e ódios, publicou hoje no DN, um tal Vasco Sem Graça e que não é de Moura, ultrapassa os limites da baixeza intelectual. É trabalho de um espírito doente.

 

O DN, se quer ser tido como um órgão de referência, não pode imprimir coisas dessas. Textos desse tipo só para pasquins.

 

Não convém descer tão baixo.

publicado por victorangelo às 22:27

22
Ago 09

 

Neste primeiro dia de Ramadão, não havia controladores aéreos no aeroporto de Abéché.  Pelo menos, nas primeiras horas da manhã. O pessoal já estava cansado, só de pensar no jejum. Não sei a que horas começou o controlo dos aviões, mas Abéché tem actualmente mais movimento do que certas capitais, por esse mundo que nos rodeia.

 

Visitei o contingente irlandês, no Sul do Chade. Gente de muito valor e muito aplicada. Nesta altura das chuvas, as patrulhas são feitas a partir das zonas onde os helicópteros podem pousar. O segundo-comandante é uma mulher, com a patente de major. Para as forças armadas irlandeses a participação em campanhas como a do Chade é um incentivo para atrair jovens para a vida militar.

 

Curiosamente, a Irlanda só tem quatro generais no efectivo. Por uma razão de seriedade e de poupança. Também está com todas as promoções congeladas, quer na carreira militar quer na função pública. É que a crise é para tratar a sério.

 

Visitei uma aldeia de gente que havia sido refugiada interna --deslocados -- e que agora se sente com tranquilidade suficiente para poder voltar. Muito perto da fronteira com o Sudão. As canções que me acolheram, obra das mulheres locais, falavam dos ataques que haviam sofrido, dos diabos a cavalo, os Jenjaweed. Cavaleiros árabes, tristemente famosos nestas partes do Continente.

 

Graças ao Governador da zona, o Gov. Toké, um homem que fala bem e trabalha melhor, os aldeões são agora proprietários de um vasto campo de milho. É o começo da reconstrução das suas vidas.

 

A estrada que leva à aldeia foi reconstruída com dinheiros da Comissão Europeia. Com as primeiras chuvas, foi levada de enxurrada. O Governador e o General que me acompanhavam disseram umas coisas feias sobre a cooperação europeia.

 

 

publicado por victorangelo às 22:39

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