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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A mensagem de Ano Novo

A mensagem de Ano Novo do Presidente da República vale a pena ser ouvida. Breve, vai directamente às grandes preocupações que Marcelo Rebelo de Sousa vê perfilarem-se em 2020. A saúde, a segurança, a coesão e a inclusão sociais, a ênfase numa sociedade baseada no conhecimento e,ainda, a questão do investimento.

Por detrás das palavras, o Presidente diz-nos que o Sistema Nacional de Saúde está com muitas dificuldades e que a segurança das pessoas não é tão boa como certos arautos do poder nos querem fazer acreditar – e eu, que sei um pouco de segurança, continuo a pensar que o país tem um grau de insegurança que merece mais atenção. Também nos lembra que as desigualdades sociais e a pobreza são uma realidade nacional, que a economia precisa de mais competências e de mais, bem mais, investimentos, públicos e privados.

Estas prioridade não nos podem fazer esquecer outras. Mas já seria óptimo se, neste ano que agora começa, se começasse a dar-lhes mais atenção.

 

 

As várias manifestações em curso

Nos últimos 17 dias, o meu mundo tem estado muito focalizado no joelho direito. Primeiro foi a operação, depois as alterações temporárias ao estilo de vida ou ainda o cérebro a tentar entender, a todo o gás, sobretudo durante a noite, como se deve relacionar com o corpo estranho que substituí o joelho. Ou seja, uma condição absorvente, que pouco espaço deixou para outras actividades.

Apesar de tudo, fui acompanhando o muito que está a acontecer na cena internacional. Temos, na verdade, uma actualidade rica em acontecimentos, uma espécie de convite ininterrupto para uma reflexão sobre o mundo de agora. Um mundo que nos surpreende a uma velocidade superior à que estávamos habituados. Este é um momento de grande interesse para quem analisa as relações internacionais e os alinhamentos em curso, as novas manifestações de poder e as questões do relacionamento do povo com as suas elites. É também um período de profunda preocupação para muitos.

Entre essas preocupações, vários analistas, em diversas partes do nosso horizonte “ocidental”, têm dedicado uma atenção muito especial às manifestações de rua que estão a ocorrer na América Latina, na Europa, em Hong Kong, nas cidades do Iraque ou na capital do Líbano, para mencionar apenas as mais evidentes. Procuram, nas suas reflexões, encontrar pontos comuns, que expliquem o mal-estar e que lhes permitam tirar conclusões genéricas. O ponto de partida, dito ou não, seria que existem fogos populares em várias partes do globo e que na sua origem estariam problemas idênticos: crises económicas, altas taxas de desemprego, custo de vida inabordável, desigualdades sociais que se acentuam, pessimismo em relação ao futuro e elites desconectadas dos cidadãos.

É evidente que cada situação tem o seu próprio contexto político e social. Comparar o que se passa em Hong Kong com as manifestações populares em Beirute não será tarefa fácil. Como também não será coisa simples traçar um paralelo entre os protestos que se vivem em Santiago do Chile e a revolta dos Gilets Jaunes em França. Acho, no entanto, que é meritório tentar comparar as coisas. Cada revolta, cada manifestação de massas contém ensinamentos que podem ser de grande utilidade para a compreensão de situações semelhantes. Além disso, é óbvio, em cada caso, que a comunicação entre os manifestantes se faz através de plataformas sociais. Esse é, aliás, o ponto comum mais evidente. Mas mesmo assim, haverá que estudar as mensagens e a utilização que é feita de cada plataforma.

Os grandes desafios globais

A agência de noticias Reuters lançou um inquérito internacional sobre “o desafio global mais urgente” que deveria ser tratado no encontro de Davos deste ano. Participaram nesta iniciativa mais de 300 mil pessoas.

As respostas estavam condicionadas em virtude da pergunta só permitir uma escolha entre quatro grandes desafios, excluindo assim outros que considero igualmente importantes, como, por exemplo, os relacionados com a pobreza, o desemprego, a Inteligência Artificial, a gestão das megacidades ou ainda a questão dos direitos humanos, agora que vários autocratas estão no poder. Sem falar, claro, do populismo.

Os quatro desafios seleccionados pela Reuters tinham que ver com o clima, o comércio, a habitação e a desigualdade do género.

As alterações climáticas parecem ser o problema mais sério e urgente para 62% dos que responderam. O comércio internacional, que inclui os conflitos comerciais em curso, ficou em segundo lugar, mas apenas com 19% das respostas. Seguiram-se o acesso a uma habitação condigna (12%) e a questão da desigualdade entre os homens e as mulheres, com 7% das respostas.

Se fosse forçado a escolher, qual seria a resposta, de entre as quatro opções em cima da mesa?

 

Comentários semanais

A situação das mulheres na UE, as disparidades entre os sexos, o conflito comercial entre os Estados Unidos e a Europa e também o possível encontro entre Donald Trump e Kim Jong-un, visto a partir de Bruxelas: estas foram as principais áreas de comentário,no quadro da minha contribuição desta semana para o Magazine Europa da Rádio TDM de Macau. E fiz igualmente uma breve referência ao ataque contra um antigo agente duplo russo mas agora residente no Reino Unido, um tema inevitável para quem tinha que falar sobre a semana que se viveu na Europa. .

O sítio digital para ouvir este programa é o seguinte:

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=10058

Ciganos

http://www.obcig.acm.gov.pt/documents/58622/201011/estudonacionalsobreascomunidadesciganas.pdf/89b05f10-9d1f-447b-af72-dac9419df91b

Este é o link para um estudo sociológico sobre as comunidades ciganas em Portugal, efectuado em 2014, com o patrocínio do Alto Comissariado para as Migrações. Continua a ser o retrato social mais completo sobre os ciganos portugueses.

Um estudo esquecido, que deveria ser lembrado. E completado por um outro, que das atitudes que os portugueses não-ciganos adoptam face aos membros desta comunidade que vive nas margens do nosso quotidiano, excepto nos maus momentos.

Viagens ao outro país

Estive mais uma vez em Évora, a terra das minhas raízes e onde vivi até à idade adulta. E voltei a entender que existe uma profunda dualidade, que é outra maneira de dizer desigualdade, em vários sentidos, neste país que é o nosso. E que este é um assunto que precisa de receber mais atenção. E que eu não posso tratar assim de fugida.

 

Do Brasil e da América Latina

As incríveis trapalhadas da Presidente Dilma Rousseff e de Lula da Silva têm um impacto muito negativo sobre a imagem internacional do Brasil. E, por tabela, sobre a da América Latina.

A verdade é que vários países do Sul do continente americano conhecem convulsões políticas de monta. As profundas divisões sociais têm-se traduzido em sérias crises políticas e em muita demagogia. E na América Central impera a violência e as violações dos direitos humanos. Entretanto, a pobreza e a falta de esperança ficam por resolver.

Neste dia da igualdade

Desigualdades do género

A nova estratégia da UE sobre a igualdade do género, aprovada em dezembro de 2015, para o período 2016-2019

Temas importantes:

            A violência contra as mulheres

            As mulheres e a participação nas decisões políticas e económicas

            Os estereótipos e a educação como meio de os combater

Depois de Davos, vamos a Nova Iorque

Faço hoje, num texto na Visão, o balanço da reunião de Davos deste ano e a ligação entre o que aí se disse e a eleição do futuro Secretário-Geral da ONU.

O texto tem o título: "De Davos a Nova Iorque".

Quem quiser ter a bondade de me ler, pode abrir a página on-line da Visão ou seguir este link:

http://bit.ly/1NaHzyA

Os homens do poder...

 

Os leitores, que foram centenas, dos blogs que publiquei ontem sobre o machismo institucional, têm hoje a oportunidade de ver uma das fotografias oficiais da apresentação de votos do Governo ao Presidente da República. E notarão que as mulheres que são ministros, duas apenas, não aparecem na fotografia. Ou seja, houve novamente, ao mais alto nível, falta de sensibilidade política para uma questão que deve ser central, que é a participação das mulheres portuguesas nos órgãos de decisão do Estado. 

 

O que já fora óbvio ontem confirma-se hoje. Somos, em muitas coisas, um país que precisa de se modernizar. 

 

Talvez fosse altura de sugerir aos chefes que mirem o que se passa em Madrid...que vejam a composição do governo espanhol, do actual e do precedente...Em ambos os casos, considerados exemplares, a par dos Nórdicos, no que respeita à paridade entre os homens e as mulheres. 

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