Portugal é grande quando abre horizontes

17
Ago 19

Leonídio Paulo Ferreira é um dos jornalistas mais seniores do Diário de Notícias. E o Leonídio, com a experiência que tem, consegue fazer milagres. Sou prova disso. Publica hoje no DN uma entrevista que me fez. No final das nossas perguntas e respostas, fiquei a pensar que a coisa não tinha corrido bem. Que as minhas respostas, sobre temas que conheço de trás para a frente e com os quais continuo a conviver diariamente, poderiam ter saído com mais garras.

Ao ler o texto hoje publicado, fiquei mais tranquilo.

Só posso agradecer ao Leonídio, sem esquecer o fotógrafo, Pedro Rocha, que me apanhou ao natural, acompanhado pela estatueta gigante que defende a minha sala de estar – a minha neta baptizou esse guarda de madeira do Zimbabwe de Jorge, que isto de dar nome a um ser estranho ajuda a vencer os preconceitos e o medo.

Quanto ao resto, todos os dias há muito que dizer sobre o mundo em que vivemos. O problema é transformar a abundância de informação numa leitura que interprete o sentido das coisas e sugira soluções. A informação sem interpretação leva à confusão e ao simplismo.

publicado por victorangelo às 21:29

20
Jan 15

Mário Soares repete a mesma lengalenga cada terça-feira que passa. Os seus escritos no Diário de Notícias empobrecem o debate político e diminuem a estatura do grande homem político que ele foi. São uma tristeza.

Aqui, como em muitas outras áreas de trabalho e de intervenção social, é preciso saber quando chegou o momento de arrumar as ferramentas. Nalguns casos, como bem poderia ter sido o de Soares, o avanço da idade é, acima de tudo, uma oportunidade para uma viragem. Sai-se da luta do quotidiano e batalha-se pelas grandes causas e pelas ideias generosas.

Esse, sim, é um fim de vida nobre e digno, à altura dos grandes deste mundo.

publicado por victorangelo às 20:55

02
Ago 14

Transcrevo aqui o meu texto no Diário de Notícias de hoje:

 

A crise e os acordos necessários

Victor Ângelo

 

Na política, como na vida, o compromisso é, muitas vezes, a melhor solução. Reflete um equilíbrio relativo dos interesses em jogo, numa sociedade multifacetada. As maneiras de ver e as preocupações dos cidadãos são um mosaico policrómico. A abertura de espírito, a capacidade de diálogo e a tolerância são a resposta adequada. A política a preto e branco, sem matizes, só existe nas tomadas de posição dos extremistas, nas mentes redutoras e totalitárias. Deve ter um peso marginal numa democracia avançada.

 

Numa crise nacional profunda, que é a situação em que nos encontramos, só os acordos políticos de grande amplitude permitirão a saída do buraco. É evidente que cada partido deve ter como objetivo eleitoral a conquista de uma maioria absoluta. Assim deverá ser em relação às legislativas de 2015. No entanto, sejamos realistas: apenas o PS parece estar em condições de ter uma ambição dessas. Acho normal que António Costa diga que esse é o alvo que procurará atingir, se estiver à cabeça do seu partido.  

 

Mas não tenhamos ilusões. Mesmo que a maioria absoluta venha a acontecer, os desafios que um governo do PS terá que enfrentar serão de tal modo complexos que exigirão, necessariamente, uma frente política mais ampla.

 

Há quem pense que essa plataforma alargada se poderá construir à esquerda dos socialistas.  

 

Essa opção seria um erro. Os acordos políticos de fundo, capazes de nos puxar para a frente, terão que ser feitos à volta do papel futuro e da subsequente reforma do Estado, de decisões sobre os investimentos prioritários, da nossa agenda europeia, da segurança internacional de Portugal, no quadro da NATO, e do nosso relacionamento estratégico com Angola, o Brasil e outros. Tudo isto são matérias com linhas de fratura intransponíveis, que excluem qualquer movimento radical de um acordo de regime.

publicado por victorangelo às 18:28

17
Abr 14

Em democracia, mesmo num país descontente como Portugal, não se pode admitir que uma personalidade política de monta utilize o espaço que um diário de prestígio nacional lhe concede para fazer apelos à sedição. Isso é um crime e deve ser tratado como tal.

 

Na sua coluna desta semana no Diário de Notícias, Mário Soares passa uma parte do seu escrito a incitar os militares à rebelião contra o poder político que está no governo neste momento. Termina mesmo dizendo o seguinte, num apelo claro à sublevação dos militares contra o ministro da Defesa:

 

“Quanto tempo mais vão tolerar as Forças Armadas, as quais só têm sido por ele humilhadas?”

 

Para além do carácter torcido da frase, é preciso que fique claro que, em democracia e na UE, este tipo de posições públicas, assumidas por uma personalidade política influente, é inaceitável. Por mais incompetente que seja o poder político, um apelo destes está fora das regras de um Estado de direito.

publicado por victorangelo às 20:55

24
Set 13

As duas páginas de opinião do Diário de Notícias de hoje são lixo. A da esquerda publica um artigo intragável, confuso e superficial da autoria de Adriano Moreira. A da direita tem um texto “revoltado”, que tudo trata pela rama e sem conhecimento adequado, escrito por um maestro que recentemente teve um problema relacionado com abuso de confiança, pelo modo como parece ter gerido uma instituição em proveito próprio. Agora, diz-nos que já basta de malfeitorias políticas.

 

Faz dó ver o DN assim. 

publicado por victorangelo às 19:21

17
Set 13

A edição de hoje do Diário de Notícias deixa o leitor comum totalmente revoltado. São páginas e páginas a contar histórias de corrupção e de práticas desonestas nas autarquias portuguesas. De Lisboa ao canto mais escondido do país. Depois remata com uma entrevista com o presidente do Tribunal de Contas (TC), Guilherme d’Oliveira Martins, que diz, entre outras coisas “ que o poder local não é um viveiro de corrupção, está é mais exposto”. Assim mesmo. Quem não acredite, veja a página 16.

 

Dizer que tudo isto é uma vergonha não serve de nada. É que, de facto, não há vergonha nem moralidade no poder local e na política portuguesa.

 

Andam a gozar com os portugueses, a aproveitar-se da democracia e arruinar o país. E os casos contados não serão mais do que uma pequena amostra da situação real.  

 

E as instituições que deveriam fazer a supervisão do poder local, como os serviços de inspecção do Ministério da Administração Interna, ou o TC, são ou incompetentes ou coniventes. Ou estão tão sobrecarregadas, que não chegam para as encomendas.

 

Não é esta a vivência democrática que os portugueses desejam. Não é este tipo de poder que serve o país. É tempo de dizer basta!

 

publicado por victorangelo às 18:51

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