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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Os meus escritos e os comentários recebidos

O meu texto de ontem no Diário de Notícias foi considerado por um dos leitores que muito prezo como denso, a exigir uma segunda leitura mais atenta. Fiquei indeciso, sem saber como interpretar o comentário.

Um outro leitor, que aprecio de igual modo, disse-me que tinha gostado da minha insistência no valor da diplomacia, na importância que deve ser dada à procura de entendimentos com aliados e adversários. Assim deveria ser, nas relações internacionais e na vida quotidiana de cada um de nós. Os interesses divergentes devem ser resolvidos por meio de negociações e acordos. Assim, ganham todos. A confrontação do vai ou racha não é boa política. Tem custos elevadíssimos e acaba, na maioria dos casos, por não dar a resposta que cada uma das partes esperava.

Uma leitora que vive no Rio de Janeiro enviou-me uma mensagem no mesmo sentido. A diplomacia é a única aposta inteligente. A guerra e os conflitos armados e violentos só trazem prejuízos e sofrimento humano. Ela sabe do que fala. Vê diariamente a situação no Brasil entrar numa espiral de radicalismo e confronto. Mais ainda, andou, com o marido, por vários cantos do mundo, de Angola às Filipinas e viu os custos da intolerância.

Aprecio os comentários que me enviam. E mesmo quando não respondo, não deixo de prestar atenção à mensagem que cada um contém.

 

 

Sem escrita

Hoje e na próxima semana não escrevo no Diário de Notícias. É um pequeno intervalo de verão. Quando se está completamente fora do ambiente habitual é difícil encontrar espaço e ambiente que possibilitem a escrita. Escrever uma coluna semanal de qualidade, que é o que procuro fazer, é uma tarefa dura, trabalhosa, delicada. Não pode ser executada entre dois mergulhos na piscina, nem a despachar, como quem apenas cumpre um ritual.

À procura do optimismo

Sem optimismo não há futuro, sem imaginação não há optimismo. Esta é a minha divisa preferida, criada por mim próprio e na qual penso frequentemente. Nestes tempos, é muitas vezes necessário não perder de vista o optimismo.

Mencionei esta divisa na entrevista que ontem foi publicada pelo Diário de Notícias. E acabou por ser uma das mensagens que mais atenção atraiu. Mas havia outras mensagens na entrevista: sobre a pobreza estratégica da actual liderança política portuguesa; sobre a falta de civismo de muitos de nós; e sobre a forma caótica como se tem desfigurado o território nacional, sobretudo nalgumas regiões de grande valor e beleza natural. Todas elas chamaram a atenção de muitos milhares de leitores. O texto despertou um interesse enorme, invulgar.

Mostrou também que se pode falar das nossas realidades sem ser preciso fazer longos arrazoados. As pessoas querem ideias novas expressas de modo sintético. O resto é depois construído por elas. Isso lembra-me que o trabalho do líder é o de abrir portas e apontar para os caminhos possíveis.

Escrever para defender a democracia

https://www.dn.pt/opiniao/a-democracia-nao-pode-ser-um-faz-de-conta-13870769.html

Deixo-vos acima o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E agradeço a todos os que reencaminharam este texto para outros leitores, que convidaram outros a adquirir o DN e que me enviaram comentários. Não tive ainda a oportunidade de responder a esses comentários. 

Há um parágrafo que nos toca directamente. Cito, de seguida. 

"Menos falado, mas igualmente importante para a vitalidade da democracia, é ter-se um sistema de administração de justiça capaz e independente dos políticos. Os cidadãos precisam de ter confiança no funcionamento célere e eficiente dos tribunais, como meios de defesa dos seus direitos e de correção das injustiças. Na era do “totalitarismo digital” isso é ainda mais essencial. Nos Estados-membros onde a justiça é lenta, mal apetrechada e ineficiente, temos um problema quase tão grave como o autoritarismo que existe noutros horizontes. Esses Estados têm uma democracia coxa. Deveriam igualmente ser tema de crítica no Conselho Europeu. Sem justiça eficaz, a democracia é uma ilusão. E os cidadãos, como o mostraram agora os franceses, já não se deixam iludir tão facilmente."

Os adoradores de relíquias

https://www.dn.pt/opiniao/nos-e-a-russia-maxima-prudencia-e-muita-diplomacia-13800396.html

O link acima abre o meu texto de hoje no Diário de Notícias. O texto lembra-nos que, entre nós, existem intelectuais que são autênticos devotos das relíquias do passado representadas na actualidade por Alexander Lukashenko ou Vladimir Putin. Mas é sobretudo um apelo a um relacionamento cauteloso, mas activo entre a nossa parte do mundo e a Rússia. As relações entre estas duas partes estão extremamente tensas. É preciso fazer baixar essa tensão. A cimeira prevista para 16 de Junho entre Biden e Putin poderá permiti-lo. Mas não é certo.

Transcrevo, de seguida, um excerto da crónica.

"O mesmo tem acontecido com a propaganda vinda do Kremlin. Para alguns dos nossos desnorteados, Putin tem sempre razão, quando ataca a nossa parte do mundo. A explicação é a mesma, embora em dose reforçada, que o Kremlin tem um sentido mais simbólico e toca mais do que Minsk na alma dos nostálgicos da União Soviética."

Que futuro, que autonomia, que Europa?

https://www.dn.pt/opiniao/a-autonomia-estrategica-da-europa-13742991.html

O link acima abre o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E o texto abre com uma referência à cidade de Tianjin, uma metrópole portuária a 120 quilómetros a sudeste de Beijing. Há dez anos, Tianjin tinha um PIB que era pouco mais de metade do PIB português. Em 2025, terá um PIB duas vezes e meia superior ao de Portugal. 

Dados assim devem fazer pensar. 

A minha crónica também procura contribuir para que se pense nestas coisas.

Como de costume, cito de seguida um parágrafo do meu texto. 

"O exemplo de Tianjin mostra como é importante ver o mundo com realismo. A China é um gigante imparável. Tem a seu favor a dimensão populacional, o centralismo autoritário do poder, a vontade política e o investimento maciço na ciência, na tecnologia e na aquisição de matérias-primas. Nesse contexto, que futuro pode ter Portugal, ou cada um de entre a maioria dos países europeus, na relação de forças mundial? Felizmente, existe a União Europeia. A integração produtiva e a conjugação de esforços políticos permitem aos Estados-membros ter algum peso nas relações económicas internacionais e no xadrez geopolítico. Se não houvesse mais nenhuma razão para justificar o aprofundamento da UE, esta, por si só, já seria suficiente."

O G7 está num processo de viragem

https://www.dn.pt/opiniao/inquietacoes-um-g7-muito-combativo-13692454.html

Este é o link para o meu texto desta semana -- de hoje -- no Diário de Notícias. 

Cito o último parágrafo dessa crónica de opinião.

"O secretário de Estado americano foi a Londres propor um novo prisma de abordagem estratégica. Antony Blinken defende que o grupo não pode ser apenas um mecanismo de coordenação das grandes economias capitalistas. Deve transformar-se numa plataforma de intervenção política das democracias mais influentes. Isto é a expressão de uma crença prevalecente na atual administração americana de que os EUA têm uma missão – a de salvar as democracias. Para alguns de nós, aqui na Europa, uma proposição desse tipo gera três tipos de inquietações. Uma, relacionada com a crescente marginalização do papel político da ONU. A outra, com o agravamento da polarização das relações internacionais. A terceira, com o peso que um fantasma chamado Trump ainda poderá vir a exercer na política americana."

Há muita oferta de leitura

Hoje foi dia de escrever a minha crónica semanal para o Diário de Notícias. Será publicada amanhã, como tem acontecido todas as sextas-feiras. Depois do exercício de escrita, perguntei a mim próprio se faz sentido estar a escrever algo que depois poucos lêem?

A pergunta tem em conta uma realidade bem evidente. Todos os dias há muita oferta de textos para ler. O mercado está cheio de opiniões e de informação. Assim, que valor acrescenta uma crónica como a minha? Ainda por cima, sobre temas estrangeiros ao quotidiano da maioria das pessoas comuns.

Discuti o assunto com um par de amigos muito próximos. Eles, eu sei, gostam dos meus textos. Mas pedi-lhes que fossem objectivos. E foram.

Por isso, enquanto estes e outros acharem que vale a pena, irei continuar. Mas reconheço que ser escriba nos dias de hoje é estar a falar para o vento que passa. Com algumas excepções, claro.

 

Vladimir Putin, um vizinho incómodo

https://www.dn.pt/opiniao/o-infinito-vladimir-putin-13547084.html

O link acima leva o leitor para o texto que hoje publico no Diário de Notícias. Assim tem acontecido todas as sextas-feiras. 

Desta vez volto a escrever sobre Vladimir Putin. Escrevera um outro texto sobre ele em finais de janeiro. Na minha opinião, o presidente russo deve constituir um tema central nas preocupações de política externa da União Europeia. Somos vizinhos, ele é um vizinho hostil, mas ninguém escolhe os vizinhos que tem. O essencial é manter a paz na vizinhança, mesmo quando isso não é fácil. 

Como de costume, cito abaixo o último parágrafo do meu texto. E peço a quem achar que vale a pena que envie o link para outros possíveis leitores.

"Uma outra área de preocupação imediata diz respeito à coesão da União Europeia. Putin anda há muito empenhado em estilhaçar a unidade europeia. Vê na eleição presidencial francesa de 2022 uma oportunidade ímpar. Marine Le Pen tem, pela primeira vez, uma possibilidade elevada de vencer. É visceralmente ultranacionalista e contra o projeto europeu. A sua eleição representaria um risco muito sério para a continuação da UE. Putin sabe-o. Tudo fará para intervir no processo eleitoral francês e arruinar quem possa ser um obstáculo à vitória da candidata que melhor serve os seus interesses. É fundamental travar essa intromissão e, ao mesmo tempo, ter presente a lição que o líder russo nos recorda diariamente: as disputas vitais entre os grandes blocos já não se fazem apenas à espadeirada ou com tiros de roquetes."

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