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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Charles Michel precisa de ajuda

Charles Michel, o Presidente do Conselho Europeu, voltou a insistir, agora no Parlamento Europeu, que o incidente do sofá, uma esparrela preparada por Recep Erdogan, para humilhar Ursula von der Leyen e criar uma brecha entre os dois dirigentes europeus, fora acima de tudo um erro diplomático. Está enganado, não foi uma falha da diplomacia. Mostra, isso sim, não ter percebido nem a artimanha de Erdogan nem a importância política da secundarização de Von der Leyen. Está, por outro lado, a prolongar uma crise de liderança muito séria que se vive agora em Bruxelas e que foi inicialmente planeada pelo presidente turco.

Não é apenas o facto de Erdogan ter pouca consideração pelas mulheres enquanto líderes políticos ou mesmo, pelas questões da igualdade. Isso também conta. Mas não nos podemos esquecer que ele tem o poder que tem e chegou onde chegou porque é matreiro. Sabe como agir para criar tensões no seio dos seus adversários. Dividir para reinar. Sabe também aproveitar rivalidades latentes que possam existir do outro lado da mesa e como contribuir para o seu agravamento.

Charles Michel precisa que um conselheiro lhe diga que é fundamental corrigir o erro. E a correção desse erro começa pelo reconhecimento das causas e razões que levaram à situação delicada em que foi colocado.

Deve também ser ajudado a compreender que quando se trata com gente como Erdogan – ditadores com sucesso na vida, manipuladores de alto gabarito – todo o cuidado é pouco.

 

 

Um dia de tensões

O nível da tensão entre certos Estados membros da NATO e a Rússia continua a aumentar. Sobretudo com alguns países europeus. Agora estamos na fase das expulsões de um lado e do outro. E a Rússia decidiu acompanhar as expulsões com um novo tipo de restrições internas, que visam muito especialmente as organizações ligadas a Alexei Navalny. A partir de agora, ficam equiparadas a organizações terroristas, o que é um cúmulo em termos de repressão e de ataque às liberdades cívicas.

Ao mesmo tempo que isto acontece, os contactos diplomáticos com Vladimir Putin continuam. Hoje foi a vez de Emmanuel Macron. Falou ao telefone com Putin, nomeadamente sobre a situação de Navalny, mas não só. A questão iraniana está igualmente na agenda, bem como a possibilidade de um encontro sobre a Ucrânia. Mas a verdade é que estes assuntos estão todos num impasse. Não há nem prevejo qualquer tipo de progresso nessas áreas.

Ao mesmo tempo, a China continua as suas incursões no espaço de Taiwan. E é cada vez mais óbvio que há uma coordenação política entre Beijing e Moscovo. Essa coordenação provoca um outro tipo de relação de forças na cena internacional. E enquanto isso acontece, assistimos a um crise humana e política profunda num outro grande rival da China, a Índia. Estava prevista uma cimeira entre a União Europeia e a Índia, que deveria ter lugar dentro de poucos dias em Portugal. O primeiro-ministro indiano já disse que não poderá estar presente. E não vejo que existam condições para que a cimeira tenha lugar. António Costa havia apostado imenso nessa iniciativa, mas os factos baralharam-lhe as voltas.

Estamos com tudo isto, e com as incertezas em relação à pandemia, numa encruzilhada muito incerta.

A escalada russo-americana

Estamos num momento de grande tensão entre a Rússia e os Estados Unidos. Os países europeus, membros da Aliança Atlântica, entram neste conflito crescente por arrasto. A escalada tem muito a ver com a presença militar russa ao longo da fronteira com a Ucrânia. Segundo certas estimativas mais fiáveis – nestas coisas nada é verdadeiramente fiável – a Rússia terá enviado para a região mais de 80 mil soldados e um arsenal muito importante. Moscovo adianta, de seguida, que nada disso é excepcional, que as tropas são destacadas dentro das fronteiras nacionais segundo os planos de treino.

Não convém, no entanto, ignorar a realidade. Há, de facto, um novo patamar de crise entre ambos os lados. Um patamar que apresenta perigos reais.

Por isso, o telefonema desta tarde, entre Biden e Putin, foi uma iniciativa positiva, iniciada pelo presidente norte-americano. Falaram da tensão existente, da necessidade de voltar a um sistema que não promova a corrida aos armamentos, da questão nuclear iraniana, do Afeganistão e das mudanças climáticas. Ambos acharam que seria importante que se encontrassem pessoalmente num futuro próximo. Também o creio. A diplomacia exige contactos pessoais frequentes entre os líderes. Esses contactos são ainda mais necessários quando as divergências estão a crescer a olhos vistos.

Atenção às linhas vermelhas

Gostamos de falar de linhas vermelhas. Depois, quando elas são ultrapassadas, fechamos os olhos e inventamos uma desculpa para não ter de agir. Disse hoje a um amigo que está na política para não pensar que os chineses também agem assim. Quando o homem forte que agora é Xi Jinping diz que é uma linha vermelha é melhor dar atenção a isso e ter uma resposta preparada. Estamos perante uma nova China. A melhor solução é levá-la a sério.

A Europa e a China: saber para onde vamos

Estamos a entrar num período de conflito político às claras entre a União Europeia e a China. Hoje foi o dia de sanções mútuas. E de aumento do volume das vozes críticas.

Perante esta tensão, parece-me difícil prosseguir e concluir o processo parlamentar de adopção do acordo de investimentos com a China. Este projecto de acordo havia sido aprovado pela cimeira dos líderes nacionais europeus em dezembro, um bocado por pressão alemã. Creio que ficará no ar, à espera de melhores dias.

Esses dias não virão tão cedo. Caminhamos, a passos largos, para uma situação de hostilidade entre a China e o Ocidente. Esse será, segundo creio, o factor determinante da geopolítica dos próximos anos. O risco para a estabilidade internacional é enorme.

Por isso, advogo que haja um debate muito sério sobre o nosso relacionamento futuro com a China. Não pode ser um relacionamento que irá sendo definido a par e passo, ao acaso dos acontecimentos e sem rumo certo. Precisa de uma linha directriz e de contornos bem definidos. Cabe aos líderes pôr o assunto em cima da mesa.

O povo de Myanmar é um exemplo de coragem

Os cidadãos de Myanmar, sobretudo os mais jovens, continuam diariamente a dar-nos lições de coragem. Apesar das balas da polícia e dos militares, e das detenções em grande número, o povo está nas ruas das principais cidades, para dizer não à ditadura militar. As plataformas sociais desempenham um papel fundamental em matéria de informação e de mobilização. É, igualmente, através delas que o mundo sabe o que se está a passar no país.

Entretanto, na reunião do Quad de ontem – escrevi sobre essa reunião na minha coluna do Diário de Notícias – a condenação do golpe de Estado foi frouxa. A Índia e o Japão opuseram-se a uma condenação directa dos militares birmaneses. Foi mais um ponto fraco na grande diplomacia internacional. Assim se perde a credibilidade.

Venenos e diplomacia firme

Comprar a edição do Diário de Notícias de hoje é gastar 3 euros bem gastos. O jornal está muito bem feito e tem uma série de histórias humanas bem contadas bem como um excelente naipe de opiniões com interesse. A minha coluna de opinião desta semana tenta responder à questão do relacionamento da União Europeia com a Rússia, numa altura em que várias questões – e não apenas o envenenamento de Alexei Navalny – estão em cima da mesa. Faço, igualmente, uma breve referência à China, por comparação com a Rússia.

O link para o texto:

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/05-set-2020/para-alem-do-veneno-12624386.html

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