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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Cada vez mais isolado na cena internacional

Vladimir Putin participou na cimeira de ontem, na Arménia, dos países aliados da Rússia – a Organização do Tratado de Segurança Colectiva. E foi criticado por causa da questão ucraniana. Criticado pelos amigos, excepto pelo presidente da Bielorrússia. E a reunião terminou sem comunicado final, o que é bastante revelador. Foi mais uma prova, esta muito dolorosa, do isolamento diplomático de Putin.  

O Presidente Biden está no Médio Oriente

Acho um erro a visita de Joe Biden a Israel e à Arábia Saudita. São dois países que devem ser tratados com muito tacto e apenas a níveis abaixo da presidência da república. Mais concretamente, devem ser contactados pelos embaixadores residentes e por enviados especiais, que mostrem que são países problemáticos. O recurso a enviados especiais é uma maneira de dizer que são países que estão fora do que é normal nas relações diplomáticas.

Vou abordar este assunto na minha crónica no Diário de Notícias desta sexta-feira.

 

A China e os EUA

Antony Blinken e o seu homólogo chinês, Wang Yi, estiveram reunidos em Bali, no seguimento do encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, durante cinco horas. Ambas as partes consideraram a reunião como positiva e encorajadora. E as primeiras informações disponíveis, após a reunião, são na verdade bastante construtivas. A China quer, ao fim e ao cabo, manter um relacionamento mutuamente benéfico. E os EUA não estão em condições de abrir uma nova frente de conflito, depois de verificarem que a Rússia está disposta a apostar na confrontação armada.

Um presidente que joga pela rama

O Presidente da República, apesar de ter um aconselhamento diplomático de primeira ordem, decidiu visitar um candidato às próximas eleições presidenciais brasileiras. Em qualquer parte do mundo, uma decisão desse tipo seria sempre vista como uma interferência no processo eleitoral do país visitado. E não poderia ser aceite. Provocaria um sério incidente diplomático.

Tratar de modo jocoso um assunto desses só pode mostrar superficialidade política e falta de sensibilidade diplomática. No caso de se tratar de um país que faz parte da nossa história colonial, como é o caso do Brasil, demonstra igualmente arrogância e uns restos de mentalidade do passado. É uma enorme falta de respeito pelas instituições do país visitado.

Também não pode ser considerada uma jogada política virada para o futuro, que parte do princípio de que o candidato da oposição irá ganhar as eleições. Quando isso acontecer, falar-se-á com ele, como o novo presidente. Entretanto, deve ser visto apenas como um candidato e como parte da política interna do Brasil. Política essa que não é da nossa conta.

 

 

100 dias de agressão

https://www.dn.pt/opiniao/ucrania-olhar-para-alem-dos-cem-dias-da-agressao-14910364.html

Link para o texto que hoje publico no Diário de Notícias. 

"Como já várias vezes referi, as sanções têm fundamentalmente três objetivos. Expressar uma condenação política. Reduzir a capacidade financeira que sustenta a máquina de guerra. E desconectar a Federação Russa das economias mais desenvolvidas, para realçar que há uma conexão entre o respeito pela lei internacional e a participação nos mercados globais.

As sanções deverão fazer parte de uma futura negociação de normalização das relações. Mas só poderão ser levantadas quando o Kremlin deixar de ser visto pela Europa e pelos seus aliados como um regime imprevisível e ameaçador."

Como ler o silêncio?

A “diplomacia silenciosa” não existe. Há diplomacia secreta, discreta, sem comunicados de imprensa, com brevíssimas referências a contactos, sem mais informação. Mas em silêncio, não se percebe que tipo de iniciativa diplomática poderá ser. Nestas coisas, o silêncio é a resposta dos tímidos ou de quem anda à procura de ideias e não as encontra. É essa a imagem que fica.

Madeleine Albright

Madeleine Albright partiu hoje. Foi a primeira mulher a liderar a diplomacia americana. Antes, havia sido a representante permanente dos EUA nas Nações Unidas. Foi igualmente uma pensadora de referência em matéria de política internacional e de diplomacia. Não aprovou a invasão do Iraque. Nascida na antiga Checoslováquia, escapou à perseguição que os nazis fizeram aos judeus.  

Uma resposta por fases

O Presidente Vladimir Putin continua a apostar no uso da força e no agravamento das tensões com os seus adversários, na Ucrânia, na Europa e nos Estados Unidos. Essa postura está a levar a Rússia para as margens da ordem internacional. A própria China mostrou claramente que não apoia a violação das fronteiras e da soberania nacional da Ucrânia. Até agora, Putin pode apenas contar com a camaradagem de meia dúzia de Estados marginais, a começar pela Síria de Bashar al-Assad.

A adopção de um primeiro conjunto de medidas restritivas contra a Rússia, por parte da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros, tem como objectivo não agravar demasiado a situação e manter uma oportunidade para o diálogo diplomático. É verdade que já ninguém acredita verdadeiramente na possibilidade de uma solução negociada. Mas isso não quer dizer que se deva, desde já, fechar todas as portas. Neste tipo de crises é essencial deixar sempre uma porta de saída aberta.

Na senda de Macron

As deslocações de Emmanuel Macron a Moscovo, Kiev e Berlim serviram, acima de tudo, para manter a opção diplomática aberta. Essa é a única conclusão que se pode tirar, para já.

Mas também serviu para colocar a Europa à mesa das negociações. Vladimir Putin e Joe Biden têm mostrado querer tratar do problema entre eles, como se os europeus não contassem. Macron e os dirigentes da Ucrânia, Alemanha e Polónia disseram-lhes agora que também fazem parte do jogo, seja ele de xadrez ou de poker. Essa é uma mensagem forte. Convém continuar a repeti-la.

A intenção de organizar brevemente uma cimeira com os quatro líderes do processo chamado de Normandia vai no mesmo sentido, ou seja, permitirá à França, à Alemanha e à Ucrânia terem um encontro frente a frente com Vladimir Putin. É fundamental que essa cimeira tenha lugar.

Em Washington, nota-se que existem reservas e dúvidas no que respeita às iniciativas tomadas por Macron. A posição americana está muito influenciada por analistas que lêem nas movimentações militares russas uma probabilidade muito alta de um conflito armado. Essa é, neste momento, a grande diferença de apreciação sobre o que poderá acontecer nas próximas semanas. Os americanos apostam num cenário de invasão, enquanto os europeus acreditam que vale a pena investir na diplomacia

Ucrânia: as duas faces da moeda

Apesar de ambas as partes terem dito, no final da reunião de ontem em Genebra, que continuariam o diálogo, estou convencido que será muito difícil conseguir um desanuviamento no futuro imediato. Por isso mesmo, a promessa americana de submeter um conjunto de respostas por escrito na próxima semana é esperada com muita apreensão. Esse documento tem de permitir que haja uma clarificação das posições, uma identificação das medidas que cada lado deverá levar a cabo e propor um processo de negociações.

Entretanto, o fornecimento de armas e equipamento militar à Ucrânia, por parte dos Estados Unidos, deve ser visto como a outra face da moeda: por um lado, investe-se na diplomacia, por outro, não se perde de vista a dimensão militar.

É evidente que tudo isto agrava uma situação extremamente delicada. Mas não há condições, neste momento, para apostar apenas na diplomacia. O reforço da capacidade de defesa da Ucrânia é absolutamente essencial. A liderança russa tem de compreender que qualquer violação da fronteira ucraniana terá enormes custos militares, para além de todo o pacote de medidas que possam vir a ser tomadas contra os interesses económicos e financeiros da Rússia. Na verdade, perante uma situação de força deve-se responder com meios civis e militares. De modo completo, compreensivo. 

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