Portugal é grande quando abre horizontes

29
Jun 16

Diz-se repetidamente que as instituições da UE são muito burocráticas. Ou seja, que procuram regulamentar tudo e mais alguma coisa, até ao pormenor mais insignificante. Mas, na realidade, essas instituições não são mais do que um exemplo da cultura política dominante em muitos dos Estados da União. Uma boa parte dos nossos políticos, a começar pelos que nos vêm da França e da Alemanha, e continuar aqui em Portugal, tem uma mentalidade de funcionário. Para eles, o que conta é a produção de leis à tonelada, de regras para tudo e para nada, de procedimentos que tudo prevejam e apertem, na vã esperança de nada deixar escapar às malhas da administração pública. A política passou a ser uma espécie de funcionalismo público enobrecido. Não é por acaso que uma grande parte da classe política em França vem da École Nationale d´Administration, o famoso ENA dos privilégios.

São séculos de tradição legal que tem como base a desconfiança. O cidadão é um potencial maroto que precisa de ser controlado mesmo antes de se levantar da cama.

O Reino Unido é um dos poucos Estados que dá mais importância à liberdade de criar do que à espartilha do regulamento. O mesmo acontece nos países bálticos e pouco mais.

publicado por victorangelo às 17:59

16
Jan 16

Polónia: Um dos grandes problemas da União Europeia em 2016

  • 38,5 milhões de habitantes
  • 3,5 vezes a superfície de Portugal
  • 6ª economia europeia; 26% das exportações vão para a Alemanha
  • Adesão à UE em Maio de 2004
  • 35ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano ( Portugal: 43ª)
  • Importante actor político e militar no seio da UE e da NATO
  • Não é comparável com a Hungria de Viktor Orbán, que está à frente de um país menos relevante e é além disso muito próximo de Putin; os Polacos não o são
  • Partido Direito e Justiça; Jaroslaw Kaczynski e Beata Szydlo (Primeiro-ministro)
  • Políticas nacionalistas e de controlo dos media, do Tribunal Constitucional
  • Contra a política da UE em matéria de refugiados e imigração;
  • Contra a criação de guardas-fronteiras da EU
  • Contra a construção do gasoducto North Stream 2 (Rússia-Alemanha) que permitirá importar 80% do gás russo por uma só via
  • Rivalidade com a Alemanha, que ocupou a Polónia 123 anos
  • Devem receber 82,5 mil milhões de euros do Fundo de Desenvolvimento Europeu até 2020
  • Comissão Europeia está preocupada com a situação do “Estado de direito” na Polónia; Frans Timmermans, Vice-Presidente da Comissão, é o principal alvo do governo polaco
  • Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu, não deverá poder contar com o apoio do governo de Varsóvia aquando do fim do seu mandato actual, a 31 de Maio de 2017
publicado por victorangelo às 18:27

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