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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Donald Trump e nós

Donald Trump completa agora três anos de presidência. Por coincidência, o processo da sua eventual destituição começa amanhã no Senado. É quase certo que não será destituído, porque não há uma maioria suficiente para que isso possa acontecer. O clima político está profundamente radicalizado. Os senadores irão votar com base em posições partidárias e não terão em conta o mérito ou desmérito dos argumentos contra o Presidente. Donald Trump continuará na Casa Branca e irá tentar tirar um imenso proveito político da tentativa de destituição. Saberá fazê-lo, não tenho dúvidas.

Será o candidato oficial do seu partido nas presidenciais de Novembro. Olho para o lado oposto, para quem possa ser o possível contendor vindo do Partido Democrata, e não vejo quem possua a genica suficiente para ameaçar a reeleição de Donald Trump. Olho também para o panorama político que existe agora nos Estados Unidos e fico ainda mais convencido das dificuldades que qualquer um dos possíveis candidatos democratas terá que enfrentar.

Donald Trump tem aprofundado as fracturas existentes na sociedade americana. Vai continuar a fazê-lo. Sabe jogar nesse tabuleiro, que é o tabuleiro da divisão e do antagonismo. Fala e pensa como muitos dos cidadãos falam e pensam, cidadãos que vêem as mudanças sociais e o mundo como ameaças aos seus interesses. Quando existe medo do futuro, o homem forte, com voz grossa e frases brutais, tem imensas hipóteses de ser escutado. É, à partida, um ganhador.

Os americanos decidirão. Mas essa decisão tem um impacto bem maior do que o limitado pelas fronteiras dos Estados Unidos.

O meu conselho, para quem tem responsabilidades políticas na Europa, é muito directo. Contados a partir de hoje, são mais cinco anos de imprevisibilidade à moda de Donald Trump. A resposta europeia deve passar por um reforço da unidade no seio da UE e por um afastamento discreto, que não diga o seu nome, mas determinado, da política americana. Quanto mais depressa isso acontecer, quanto mais fortes nos tornarmos, mais resguardados estaremos das surpresas que Donald Trump nos poderá criar.

 

 

Tomar a iniciativa sem demoras

Escrevo no blog irmão deste, no que é produzido em língua inglesa, sobre o que penso poder ser a resposta iraniana ao assassinato do General Qassem Soleimani. A minha leitura do que vou sabendo diz-me que a opção preferida pelos iranianos seria a antiga prática de um olho por um olho. Ou seja, uma acção, que seria levada a cabo por um grupo exterior ao Irão, mas afiliado à máquina externa iraniana, e que visaria uma alta personalidade americana.

Claro que essa decisão seria um erro muito sério. Levaria, de imediato, a uma retaliação massiva e convencional, por parte dos americanos. Os Estados Unidos estão preparados para esse tipo de represália. Abriria, assim, as portas a uma crise de grandes proporções.

Tem que se evitar uma situação deste género. No blog, sugiro que a liderança europeia se engaje sem demoras num processo de aproximação entre as duas partes. Charles Michel poderia tentar fazê-lo, Ou Angela Merkel.

Esse processo faria, de imediato, baixar a tensão que tem estado a aumentar. E teria hipóteses, desde que permitisse a ambos os lados uma saída sem humilhação. Deve ser tentado sem mais demoras.

Ainda sobre o Irão e nós

O meu amigo A. é visceralmente anti-americano. Todas as suas análises dos factos correntes assentam nesse sentimento, desde que hajam americanos metidos ao barulho. E as suas entranhas ainda ficam mais vulcânicas se a notícia tiver que ver com o Presidente Donald Trump.

Assim, os seus comentários sobre o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani – um assunto sobre o qual escrevi longamente – eram previsíveis. Demoliam, forte e feio, o Presidente dos Estados Unidos. E davam os líderes iranianos como os bons da fita. Ou, menos menos, não havia uma sombra de uma crítica sobre eles.

Eu também não estou de acordo com a decisão tomada por Donald Trump. O meu texto de ontem menciona as principais razões, que são de ordem política e moral. E chamo a atenção para os riscos de agravamento dos conflitos numa região do globo que já está em crise profunda, com várias populações a sofrerem as maiores tragédias há anos. Toda e qualquer acção que leve a uma escalada da miséria e dos confrontos existentes só pode ser condenada. Sem equívocos.

Mas também é de condenar o regime que o Gen. Soleimani defendia. O Irão é um inferno político gerido em nome de Deus. É uma ditadura de religiosos com ideias dos tempos das ténebras, sem qualquer tipo de espaço para a liberdade e para os direitos humanos. É uma aberração histórica, vizinho de outros desvarios semelhantes e de inspiração semelhante, como por exemplo, a Arábia Saudita. O meu amigo A. não conseguiria respirar qualquer pontinha de democracia no Irão. Nem seria aceite, por ser visto ou como cristão ou como ateu, duas condições inaceitáveis nas terras dos religiosos do fanatismo.

Perante isto, que fazer, que papel poderemos desempenhar, enquanto europeus?

Modestamente, aqui ficam duas ideias.

Por um lado, procurar atenuar o confronto entre os Estados Unidos e o Irão, bem com os conflitos entre este último e os seus vizinhos sunitas. A mediação é a via. É isso que a França, em ligação com o Japão, têm tentado fazer, de modo confidencial, nos últimos meses. Não se fala no assunto, os contactos têm sido altamente secretos, mas existe uma tentativa de mediação. É evidente que esse processo ficou seriamente afectado com a decisão de matar, tomada pelo Presidente americano. Também é verdade que Donald Trump não acredita nas possibilidades de êxito dessa iniciativa. Na sua maneira de ver, a força é quem mais ordena. Mas as mediações são assim, têm primeiro que ganhar a confiança das partes. Mediar exige que se tenha a paciência de caminhar num labirinto.

Por outro lado, cabe-nos continuar a falar de democracia, do direito das populações em decidir que regime e dirigentes políticos querem, insistir na liberdade e na tolerância religiosas, enfim, nos valores que definem o mundo deste tempo que é o nosso. Temos, porém, que o fazer com coerência, evitando a duplicidade que tantas vezes nos caracteriza.

 

 

Os Estados Unidos e o Irão

A decisão de autorizar o ataque mortífero contra o General Qassem Soleimani levanta muitas questões e abre a porta a um bom número de incertezas. Na minha opinião, foi tomada no seguimento de dois acontecimentos que a Administração americana considerou como especialmente marcantes.

Um, foi o ataque, por manifestantes próximos das milícias que o Irão apoia no Iraque, contra a embaixada dos Estados Unidos em Bagdade. Nos círculos dirigentes, em Washington, esse incidente é visto como muito sério, para além de lembrar o que aconteceu em Teerão há quarenta anos. Para a liderança americana, a investida contra a embaixada é algo que não pode ficar sem resposta.

O outro acontecimento foi o exercício militar naval que o Irão levou a cabo, há uma semana, em conjunto com a China e a Rússia. A actual Administração americana não queria que qualquer desses três países pensasse que essas manobras marítimas teriam qualquer possibilidade de a intimidar ou diminuir o seu espírito de resolução. E essa determinação e firmeza tinham que ser demonstradas sem margem para equívocos.

Ao decidir, o Presidente Trump também deve ter pensado no impacto que essa acção de força teria no seu eleitorado. Estamos num ano político decisivo para ele. Precisa de mostrar que não hesita, nem tem estados de alma, quando se trata daqueles que são apresentados como os inimigos dos Estados Unidos.

Mas temos aqui vários problemas.

Um deles, é que actuar para mostrar força, na base do princípio do olho por olho, dente por dente, é inaceitável. Abre as portas à violência e deita para o lixo certas normas básicas das relações entre os Estados. É um retrocesso histórico. Não se pode construir a paz com base na retaliação. A comunidade internacional tem outros mecanismos para tratar dos conflitos e para fazer reflectir os governos que não obedecem às regras estabelecidas.

Outro, é que este tipo de decisões não pode ser tomado sem se medirem todas as consequências que poderão ocorrer em seguida. A análise que faço das declarações de Mike Pompeo é que essas consequências não foram tidas em conta. O Secretário de Estado (Ministro) fala agora de baixar a tensão na região, após um acto que leva inevitavelmente a uma escalada. Parece aquele vizinho que passa a noite com a música aos berros e na manhã seguinte me diz nas escadas que estamos todos a precisar de repouso e tranquilidade.  

Um terceiro aspecto, tem que ver com a legalidade e a moralidade deste tipo de acções. Este é um assunto que não pode ser ignorado. A própria guerra tem as suas regras. Vários académicos se têm debruçado sobre a questão. E a opinião maioritária vai no sentido contrário ao que agora aconteceu.

Como também não se pode ignorar a discussão sobre a doutrina militar que está por detrás da chamada “decapitação” dos movimentos hostis. Não me vou alongar sobre esse tema, mas a verdade é que a validade da teoria que advoga a eliminação dos líderes como maneira de solucionar um conflito tem muito que se lhe diga. Muitas vezes, o líder morto é substituído ou por outro ainda mais radical ou então pela fragmentação do movimento e um novo nível de perigosidade, amorfa e mais difícil de combater.

Ao fim e ao cabo, tudo isto é bem mais complexo do que muitos nos querem fazer crer. E essa complexidade aumenta exponencialmente quando um personagem como Qassem Soleimani é assassinado por um grande Estado ocidental.

 

 

NATO aos 70: desafios de um mundo novo

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/victor-angelo/uma-estranha-festa-de-aniversario--11588995.html

Acima vos deixo o link para o texto de opinião que publico no Diário de Notícias. Nessa escrita, levanto algumas questões menos ortodoxas, no seguimento da celebração dos 70 anos da NATO.

Faço-o num estilo diferente do que me é habitual. Que acham dessa maneira de escrever? A preocupação foi a de não chover no molhado, de fugir ao que muitos dos outros dizem e repetem.

Analistas ou combatentes políticos?

Que um cronista bem conhecido da nossa praça escreva, como o faz hoje na sua coluna diária no Público, que o Presidente americano é uma “besta”, não me surpreende. O ganha-pão desse cronista é dar opiniões pessoais sobre tudo e mais alguma coisa. E fica melhor, se for virulento naquilo que publica. Muitos leitores acham piada a esse estilo. O cronista é, assim, um autor com sucesso. Tem mercado, que no capitalismo em que vivemos acaba por ser a medida de muitas das coisas.

Onde me parece haver problema é quando escribas que querem ser vistos como “analistas” fazem afirmações desse tipo.

O analista deve ter um raciocínio mais frio e mais completo. Nomeadamente quando se trata de tentar compreender o que leva o Presidente dos Estados Unidos a fazer as afirmações que faz, tantas delas absurdas e injustificadas. Tomar o homem por parvo e ignorante não chega. Há que ver o que está por detrás das palavras que debita e tentar perceber o que isso significa em termos de consolidação do seu poder.

É que tudo tem que ver com jogos de poder.

Não foi por acaso que o dito senhor chegou a Presidente, num dos países onde a competição política é das mais furiosas e complexas.

Insultar faz parte da política, é verdade. Mas não é suficiente, se não se sabe ler a maneira de agir, táctica e estratégica, do adversário que se tem pela frente.

Amigos analistas, pensem bem nisto.

 

 

 

 

Às portas de Biarritz, para o G7

Estamos nas vésperas da cimeira de 2019 do G7. A burguesa cidade litoral que é Biarritz deve estar em pé de guerra, com seguranças por toda a parte. Vai ser um fim de semana infernal, para as gentes locais, que os banhistas já devem ter deixado as praias, e as ondas do surf, bem conhecidas que são, e voltado para as suas terras de origem.

Uma das perguntas que mais surge, nos meios que analisam estas reuniões de alto nível, é se o G7 ainda serve para alguma coisa.

O encontro do ano passado, que teve lugar no Canadá, foi um desastre. Tudo se resumiu a uma questão: o comunicado final fora ou não aprovado pelo Presidente Trump? Este é aliás um dos problemas destas reuniões. Depois de meses de preparação, o resumo que fica é uma linha ou duas, um cabeçalho na comunicação social e pouco mais.

Agora, com o Presidente dos EUA a jogar num campo com balizas que mudam de um momento para o outro, o valor destas cimeiras é ainda mais contestado.

O anfitrião deste ano diz que sim, que vale a pena, como seria de esperar. Acrescenta, todavia, que não haverá um comunicado final, para que se não perca tempo a discutir vírgulas e a rasurar certas palavras. Não me parece mal, como ideia, embora fosse importante ouvir uma declaração conjunta sobre dois ou três temas quentes, como por exemplo, o que se passa na Amazónia.

Também sou dos que pensam que, sem esperar muito destas cimeiras, elas são importantes. Os líderes que estarão à mesa, com excepção dos que estão em fim de percurso, como é o caso de Giuseppe Conte ou talvez de Justin Trudeau, são gente com muito poder. Nos seus países e nas relações internacionais. Parece-me melhor que se encontrem e confrontem à volta de uns acepipes, que partilhem tempo e momentos, que isto das relações entre as pessoas tem muito que ver com o estar-se junto, do que deixar cada um no seu canto, sem um mínimo de diálogo com os seus pares.

A Rússia não estará representada, mas o tema ocupará um lugar importante nas conversas. Há quem pense que é altura de voltar a trazer Vladimir Putin para a mesa do G7, de fazer renascer das cinzas o G8. Creio que uma decisão dessas enviaria uma mensagem negativa. O G7 pode não ter grande impacto, mas é, apesar de tudo, uma reunião das democracias mais ricas. Vladimir Putin não é um democrata, não respeita as regras da liberdade de expressão e de oposição. Por isso, ressuscitar o G8 seria uma afronta que se faria aos que lutam pela liberdade na Rússia.

Há, no entanto, o risco que no próximo ano, o Presidente Putin possa ser convidado. O anfitrião da cimeira de 2020 é um admirador do autocrata de Moscovo. Ou não fosse o anfitrião o sempre em pé Donald Trump.

Os radicais americanos e nós

Os ultraradicais brancos que apoiam o Presidente dos Estados Unidos têm estado em campanha contra Emmanuel Macron e Angela Merkel. No essencial, acusam estes dirigentes europeus de estarem empenhados no enfraquecimento da NATO, na promoção da imigração de gentes de fé islâmica e de colaboração com a Rússia e o Irão.

Estas acusações são meras armas de arremesso e de tentativa de divisão da liderança política europeia. No fundo, existem por esses dois dirigentes não se alinharem acefalemente com as posições que o Presidente Trump vem tomando, nessas e noutras áreas.

A verdade é que a Europa tem interesses estratégicos distintos dos americanos. Por outro lado, não pode seguir de modo acrítico políticas em que não acredita e que poderão levar a graves crises internacionais.

 

 

Donald Trump e Kim Jong-Un

No meu entender, seria errado ver o encontro entre o Presidente dos Estados Unidos e o Líder da Coreia do Norte através do prisma do cinismo. Haverá quem o faça, é óbvio. Eu, não.

Numa altura de grandes tensões internacionais, olhar para o que se passou hoje na Zona Desmilitarizada e não ver nada de promissor no acontecimento, não me parece adequado. Não é uma questão de se ser, ou não, ingénuo. Temos na Península da Coreia uma das situações mais explosivas, de entre as que se observam em vários pontos do mapa-múndi. A resolução desse conflito não se fará por vias tradicionais, tendo em conta as personalidades dos actores principais e a complexidade da questão.

Encontros como o de hoje podem ajudar imenso. Sobretudo tendo presente a maneira de fazer política de Donald Trump e de Kim Jong-Un. Neste tipo de crises, tudo depende deles, da seu orgulho e empenho pessoal. A imagem conta enormemente.

Não será todos os dias que o direi, mas hoje o Presidente dos Estados Unidos surpreendeu pela positiva.

 

A Europa face aos EUA e ao Irão

Hoje, no meu blog em inglês, escrevo sobre a visita de Federica Mogherini a Washington, uma visita que está a decorrer e que tem a situação à volta do Irão como tema.

Na verdade, a UE deixou-se enredar numa teia que não lhe concede qualquer tipo de autonomia estratégica em relação aos americanos. Sabe que a política actual do EUA em relação ao acordo nuclear com o Irão não está certa, mas não vê outra alternativa senão subordinar-se e pôr em prática o regime de sanções unilateralmente decidido pelo Presidente Donald Trump. O mecanismo criado de propósito pela UE para continuar, de modo reduzido, algum comércio com o Irão -- chama-se INSTEX – é um nado-morto. Tem um âmbito demasiado reduzido, não assenta em nenhum sistema de compensação de pagamentos credível e segue fielmente a política de sanções dos americanos. Estes, mesmo assim, estão já a preparar novas medidas legislativas para tornar o INSTEX completamente inviável.

Tudo isto mostra que um dos grandes desafios que a Europa tem pela frente é o de ganhar espaço político, na cena internacional, que lhe permita estar em pé de igualdade com as grandes potências. Nestas coisas das relações internacionais, os interesses contam mais do que as amizades. A Europa precisa de saber defender os seus.

https://victorangeloviews.blogspot.com/2019/06/europe-and-iranian-situation.html

 

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