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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Tempo de serenidade

Qualquer eleição presidencial desperta, em muitos, grandes amores e outros tantos rancores. É uma eleição com peso emocional. A relação com o candidato de que se gosta e a rejeição do candidato que se detesta são muito fortes. Esses sentimentos tornam-se ainda mais intensos uma vez conhecidos os resultados eleitorais.

 

Assim voltou a acontecer desta vez. Falei, hoje, com vários amigos. Li essas emoções nas suas palavras. Mesmo, uma certa cegueira. E muitos dos blogs, sobretudo os do lado de quem teve menos apoio do que o esperado, também reflectiam essa amargura. Outros, mostravam ressentimento.

 

É tempo de olhar para a frente, que o país bem precisa dos esforços de todos.

O meu candidato

A política, mesmo numa altura de campanha eleitoral, deve ser feita com elevação e respeito pelos outros. Com espírito aguerrido, sim, mas sem violência verbal e golpes baixos. Os que procuram transferir o clubismo irracional do fútebol para a arena política são uns meros primários. Essa é uma das razões que leva os cidadãos a afastar-se da política.

 

O meu candidato preferido é o que mantém a compostura, mesmo perante os ataques mais vis.

O encómio da palavra

 

Ouvi bons discursos, durante a minha visita de hoje a Farchana e Hadjer Hadid, a dois passos da fronteira do Chade com o Sudão. Duas zonas de violência, de massas de refugiados e de deslocados, duas zonas em que o controlo das nossas forças começa a ganhar forma. No meio de tanta secura, foi bom escutar um par de discursos elegantes, bem estruturados, de improviso, mas cheios de significado. Palavras ditas bem e com equilíbrio ajudam a resolver os problemas. Afinal, o ser humano é um animal que precisa de comunicar.

 

E em política, a elegância da palavra justa é uma arte que aprecio.

Um Sol mais fresco

 

Hoje, cedo, senti uma brisa fresca. Está um lindo dia de Sol. Mas também se consegue apanhar um pouco de frescura, à sombra das árvores que estão na plena força do Verão. Tudo isto é altamente apreciado, quando se vem de vários meses no Sahara e no Sahel.

 

O verde e a brisa dizem-me que é tempo de desaceleração. Por duas semanas.

 

Quem anda aos ventos secos compreende melhor a bênção que sai do verde das árvores frondosas.

A azáfama tranquila

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Uma vida sempre a lutar. Sobretudo para quem anda pelos desertos da vida. Quando aparece uma poça de água, é preciso aproveitar. Com elegância, que tudo deve ser feito com graça e a calma dos sábios.

 

 

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