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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A minha nota adicional sobre a eleição de ontem

Muito se tem dito e escrito sobre a eleição presidencial de ontem, incluindo sobre a minha região natal, o Alentejo. Compreendo. Os resultados contêm mensagens políticas importantes, que não podem ser ignoradas. Certos partidos vão ter de ajustar a maneira como fazem política. A sociedade portuguesa está a mudar. O discurso político tem de se adaptar a essa mudança, ao facto de que as pessoas têm mais informação e opiniões mais vincadas. A maturidade e a coragem são dois elementos que definem o eleitor português dos nossos dias.

Mas, para mim, a mensagem mais importante é sobre liderança. A maneira de liderar uma corrente de opinião, o comportamento em público, a clareza do que se comunica e a imagem de mãos limpas são agora questões de muito peso. No caso de agora, ganhou quem conseguiu projectar uma imagem de sensatez, de abrangência e de competência.

Ainda sobre a liderança, quem transmite uma imagem de exaltação não vai além de uma certa percentagem. A maioria dos portugueses não compra esse tipo de comportamento. Como também já não compra agendas políticas que se baseiam apenas num par de questões, por muito nobres que possam parecer. Os cidadãos têm agora uma visão mais ampla da vida e do destino que querem para o país. Sabem que os excitados e os curtinhos de ideias não servem para o futuro que queremos ter.

Uma nota breve sobre a eleição presidencial

A eleição presidencial correu bem, apesar das circunstâncias excepcionais que o país vive. Foram organizadas de modo eficiente e os cidadãos puderam votar, segundo a sua vontade. Foi um dia de maturidade cívica.

Felicito o vencedor, Marcelo Rebelo de Sousa. E reconheço o esforço e empenhamento dos outros candidatos, independentemente das suas posições ideológicas.

Não sou dos que pensam que a democracia saiu mais fraca desta eleição. Antes pelo contrário. 

Votar é muito importante

Estamos a menos de três dias da eleições presidenciais. Por outro lado, estamos cercados por uma pandemia que não cessa de crescer. Ou seja, vivemos dias que nada têm de normal. Como ir votar, numa situação destas?

Essa é uma das questões do momento. A outra tem de ver com a validade de uma eleição realizada numa altura de circunstâncias excepcionais. Mas, válida ou menos válida, a eleição terá lugar neste domingo. E quem puder deverá ir votar. Com todas as precauções e mais algumas, mas será importante ir.

Os apoiantes extremistas irão certamente. Por essa razão, é fundamental que os outros, os cidadãos que não se identificam com extremismos, populismos e demagogias, o façam também.

Este blog não tem a pretensão de dar conselhos sobre as escolhas políticas de cada um. E assim será desta vez, seguindo a tradição. Os leitores que me seguem não precisam da minha recomendação sobre este ou aquele candidato. São gente madura, que conhece bem o que está em jogo, que na frente doméstica quer nas nossas relações com o resto da Europa e mais além.

Assim, a única referência que farei diz respeito ao acto de votar. A ausência será um risco que não convém correr. Um risco maior do que o outro, pois esse pode ser atenuado com uma máscara, uma esferográfica pessoal e álcool.

As televisões e a ideia que se fazem do povo

As redes sociais contêm vários comentários sobre as entrevistas televisivas dos candidatos presidenciais. Devo confessar que ainda não tive a oportunidade – esta é uma maneira diplomática de pôr a coisa – de ver nenhuma dessas entrevistas. Mas pelos comentários que vou vendo parece que os entrevistadores não têm estado à altura. A ser verdade, é uma pena. Uma campanha presidencial deveria ser o momento para levantar algumas das grandes questões sobre o futuro do país. E para perceber se os candidatos têm uma visão nacional. Perder tempo em questões da hora e navegar na espuma do tempo que passa não será a melhor maneira de tratar os candidatos. Mostra falta de inteligência, de respeito pelos candidatos e pelos eleitores.

A verdade é que temos jornalistas muito bons. Mas não são esses que têm acesso aos ecrãs. Quem manda nas televisões parece pensar que os jornalistas mais intempestivos, mais primários, mais arrogantes são os que atraem audiências. Isso significa que os patrões das televisões vêem os portugueses como uma série de brutos que apenas querem circo político e violência verbal.

Ultrapassar a violência política

No meu texto no Diário de Notícias de hoje, procuro reflectir sobre os grandes temas das campanhas dos dois candidatos bem como sobre o futuro do relacionamento da União Europeia com os Estados Unidos. Esta segunda parte de o meu texto será certamente uma tema de grande actualidade nos tempos mais próximos. É um debate que precisará de ser aprofundado. O que hoje publico é apenas uma abertura da discussão. É uma posição voluntarista, virada para aquilo que penso dever ser o caminho que a UE deverá procurar seguir. Mais do que uma análise, é uma proposta de agenda.

Entretanto, uma lição sobre a qual convirá igualmente reflectir diz respeito à enorme radicalização da vida política americana. As posições dos dois campos não são apenas diferentes. Para muitos, de um lado e do outro, são tomadas de posição marcadamente hostis. Esse parece ser um dos legados de Donald Trump, a radicalização da sociedade, da opinião pública americana.

O contrário, um certo desanuviamento, poderá ser a imagem de marca de Joe Biden. Será que o conseguirá? Espero que sim. Entretanto, o meu conselho seria o de tentar prosseguir essa via da reconciliação da sociedade americana. Uma sociedade desenvolvida precisa de ser um exemplo de respeito pelas divergências políticas.

Aceitar a derrota faz parte do processo

No que respeita às eleições presidenciais, o processo eleitoral norte-americano é muito diferente do que por aqui vigora. Não existe uma Comissão Nacional de Eleições que declare o vencedor. Depois dos apuramentos estado a estado, é essencial que o candidato perdedor reconheça que perdeu as eleições. Isso tem de ser feito através de uma declaração pública. Só depois se passará à etapa seguinte, que é a de reunir os grande eleitores, que são 538, e proceder à formalidade da votação final. Sem o discurso de aceitação dos resultados por parte do candidato derrotado, o sistema emperra.

Este ano, se o vencido for Donald Trump, tenho muitas dúvidas sobre a sua aceitação dos resultados. Daí resultará uma grande encrenca.

Uma visão da campanha presidencial

Um candidato, homem ou mulher, às próximas eleições presidenciais portuguesas tem que se demarcar muito claramente de Marcelo Rebelo de Sousa, para que a sua candidatura faça sentido. Declarações genéricas sobre a democracia e a liberdade não marcam pontos. A democracia e a liberdade são fundamentais mas não estão ameaçadas no Portugal de hoje. Fazer desses dois temas as bandeiras principais é insuficiente para marcar posição e conquistar votos. O que deve estar em causa é uma visão diferente, inédita e promissora, do futuro de Portugal, não apenas no período pós-covid, mas num horizonte mais amplo. O candidato que queira ter alguma hipótese, algo que não será nada fácil, de qualquer modo, tendo em conta o apoio popular de que goza o actual presidente, tem que saber falar do nosso futuro colectivo de uma maneira que inspire e mobilize. Na minha opinião, seria aí que estaria o segredo de uma boa campanha. E trataria de um tema que Rebelo de Sousa não consegue imaginar.

 

Os valores democráticos são uma questão central

A democracia é um dos pilares da União Europeia. A democracia constrói-se todos os dias. Os seus alicerces assentam no respeito pelos direitos de cada cidadão, na diversidade de opiniões, na protecção das minorias, na boa governação, que é uma outra maneira de dizer sem corrupção e com um serviço público eficaz, na separação de poderes e em eleições limpas.

Cada Estado membro deve ser um exemplo. Quando o não é, como acontece com a Hungria e outros, tem que haver sanções e um mecanismo que leve à correcção das práticas autoritárias. Por isso, sou dos que defendem que os apoios dos outros Estados não podem, de modo algum, ficar dissociados das questões democráticas. Foi isso, aliás, que hoje se discutiu em Bruxelas, entre outras coisas. E também aí, Angela Merkel e Emmanuel Macron estiveram do mesmo lado da mesa, do lado correcto.

Nestas coisas, as artes manhosas não são uma prova de inteligência política. São apenas isso, manhas de quem pensa que os outros são parolos.

Política com mel

Custa-me ver gente amiga politicamente fanática. Falo de amigos que andaram pelos bancos das universidades, fizeram boas carreiras profissionais, venceram, mais ou menos, na vida, mas que são excessivos e desvairados, quando se trata da política. Sobretudo quando se faz uma pontinha de crítica ao partido com o qual se identificam. Ficam fora de si. E fazem-me pensar que a política é algo de profundamente emotivo, que pouco tem que ver com a direcção mais correcta que deve ser dada à vida colectiva de um povo. Esses meus amigos lembram-me, então, que a política tem que ser ganha nos corações dos eleitores, não simplesmente nas suas mentes. Por isso, a narrativa tem que ter calor e alma, para poder ganhar o âmago de cada eleitor. Um discurso político meramente cerebral não leva muito longe. Fazer política e ganhar votos exigem uma grande proximidade e empatia com uma boa parte da população. A política é sobre o mel, não é sobre o vinagre.

 

Sobre as eleições

Todo o gato sapato comentou os resultados das eleições. E quase todos disseram a mesma coisa, sobre quem ganhou, quem perdeu e sobre quem entrou no Parlamento pela primeira vez. Pouco haverá a acrescentar, excepto para dizer que, na verdade, quem venceu este acto eleitoral foram os cidadãos que se deslocaram às Assembleias de Voto e participaram. Ganharam e mostraram um bom nível de maturidade democrática. Penso ser bom sublinhar essa dimensão.

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