Portugal é grande quando abre horizontes

09
Nov 16

Não terei muitas coisas em comum com o futuro presidente dos Estados Unidos. Mas, tal como ele, não gosto de perder. Quando tal acontece, não me lamento. Tiro as lições que se impõem, olho em frente e preparo-me para a próxima confrontação.

Só que a idade começa a não ajudar. Com o entrar dos anos que já são velhos, convém saber arrumar as botas com dignidade, elegância e a cabeça erguida. E passar a fazer parte do lado construtivo da história.

publicado por victorangelo às 20:39

05
Nov 16

Na UE, a eleição presidencial americana está no centro das atenções políticas e das conversas de quem sabe falar sobre essas coisas. Sobretudo agora, nas vésperas do dia eleitoral e por causa da progressão constante de Donald Trump, nas sondagens publicadas nesta última semana.

Uma vitória desse candidato parecia improvável, antes da famosa e ambígua carta assinada e divulgada pelo Director do FBI. Agora, é uma possibilidade. Na verdade, embora a composição do colégio eleitoral continue, nas previsões de quem as faz, favorável a Hillary R. Clinton, tudo pode acontecer, quando os votos tiverem sido contados.

A liderança política europeia preferiria ver Hillary Clinton eleita. Estou inteiramente de acordo. É a melhor candidata, a mais experiente e a mais madura, trata-se de uma aliada de confiança da Europa. Está, em termos políticos, a milhas de distância de Trump.

Mas se os eleitores americanos decidirem de outro modo, a Europa saberá aceitar o verdicto popular. E terá que encontrar maneira de responder ao enorme desafio que um resultado desse tipo representaria. Ficaria, é verdade, numa posição geopolítica difícil. De um dos lados teria Vladimir Putine e Erdogan, do outro, Donald Trump. Sem contar com as suas próprias contradições internas e lideranças ambivalentes, sobretudo em Varsóvia, Budapeste, Paris e Londres.

Vai conseguir encontrar o equilíbrio de interesses, se um cenário desses se concretizar? Não será fácil, mas acredito que haverá liderança suficiente para que se possa defender os interesses e os valores que, apesar de tudo, ainda fazem parte do nosso património comum. Podemos estar preocupados, mas não há motivo para pânico.

 

 

publicado por victorangelo às 19:41

30
Mai 16

Uma das razões que me afasta da política partidária tem que ver com os ataques pessoais. Não gosto nem pratico a arte dos ataques contra os autores de ideias e propostas. Discuto, isso sim, quando é caso disso, as opiniões. Mas reconheço que a acção política se faz também e acima de tudo, tantas vezes, com base na demolição da personalidade e no achincalhamento do adversário. E quem é forte e feio nessa habilidade vai mais longe.

É isso que Donald Trump tem feito e continua a fazer. Primeiro contra os 16 outros candidatos do seu próprio campo e agora contra Hillary Clinton. E será provavelmente por esse motivo que poderá vir a ganhar as eleições presidenciais de novembro.

Assim, Hillary Clinton tem que rever a sua maneira de fazer campanha. Não pode ignorar o impacto que a difamação sistemática vinda do outro lado tem. Não precisa de passar uma boa parte do seu tempo a ridicularizar e menosprezar Trump. Mas tem que ir a esse jogo. E as personalidades à sua volta não podem perder uma única oportunidade para cobrir o oponente republicano de ridículo e troça.

Estas eleições não podem ser disputadas com luvas brancas. Nem com grandes devaneios intelectuais, que têm apenas o condão de mostrar que Hillary mais não é do que um rebento de uma elite distante do cidadão comum. Estamos perante uma disputa suja que pede que se arregace as mangas e se meta as mãos na massa.

publicado por victorangelo às 20:16

24
Ago 12

O chefe da delegação do CDS-PP à Convenção Republicana que irá ter lugar no início da próxima semana em Tampa e que terá como objectivo confirmar Mitt Romney como candidato às presidenciais de Novembro disse, antes de partir de Lisboa, que espera uma maior aproximação da Europa, se Romney ganhar a presidência.

 

Se assim o espera, o homem, um tal Luís Queiró, só mostra que não entende nada do que se está a passar nos Estados Unidos nem nunca ouviu falar da viragem estratégica americana em direcção ao Pacífico. Como também não percebe que uma vitória de um fulano como Romney só contribuirá para extremar as posições internacionais dos Estados Unidos e tornar o mundo mais inseguro.

 

E é gente desta que lidera o desgraçado do país que somos. Estamos servidos. 

publicado por victorangelo às 22:11

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