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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

O risco de uma grande guerra é cada vez maior

https://www.dn.pt/opiniao/emmanuel-macron-e-o-seu-labirinto-15450578.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. 

Alguns leitores pensam que exagero quando escrevo sobre os riscos de um conflito de grandes proporções. Infelizmente, não o creio. E gente bem informada, como o Secretário-geral da NATO, também acha que podemos estar à beira de um conflito global. Putin não hesitará, se chegar à conclusão que está em riscos de perder. 

Como de costume, cito umas linhas do meu texto. 

"Frente a Vladimir Putin, Emmanuel Macron tem de deixar de parecer o ingénuo da fita. Deve mostrar que está preocupado com a escalada contínua da agressão russa e dizer claramente que a história nos ensina que as escaladas levam sempre à erupção de conflitos de grandes proporções. Esse é o grande perigo agora iminente e é esta a mensagem que deve ser repetida, seja por que via for."

Biden, Macron e Zelensky

A visita de Estado de Emmanuel Macron aos EUA está a correr muito bem. O presidente francês foi recebido de modo muito positivo por Joe Biden. Ficou claro que é admirado como um dos grandes líderes da União Europeia. Isso não será suficiente para permitir a Macron desempenhar um papel de liderança não seio da UE, mas poderá servir para reforçar a sua posição quando tiver a oportunidade de falar com Vladimir Putin. Este saberá, então, que Macron falará não apenas em seu nome, mas também com base nas posições dos americanos.

A grande questão é saber se conseguirá entrar em contacto com Putin nos tempos mais próximos. Tem tentado várias vezes, nas últimas semanas, mas sem sucesso. Putin não se tem mostrado disponível. Talvez mude de ideias agora. Mas não creio que existam as condições necessárias para uma negociação entre as partes. O líder russo quer sair vencedor da agressão. Não vejo os ucranianos aceitarem essa postura. E será muito difícil aos americanos e aos franceses forçarem Zelensky a aceitar uma negociação que possa parecer uma derrota. Os ucranianos têm mostrado uma tenacidade de ferro e não vão mudar de atitude. Só poderão participar num processo de negociações que reconheça a coragem e a determinação que têm demonstrado. Esta é uma guerra que só tem duas saídas possíveis: ou se ganha ou se perde.

 

A abertura da Assembleia Geral da ONU

Este foi o primeiro dia da sessão de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas 2022-23. E despertou um grande interesse político e mediático. Neste dia de abertura, ouviram-se quatro discursos especialmente importantes: de António Guterres, de Emmanuel Macron, Recep Tayyip Erdogan e de Macky Sall, que falou em nome do seu país, o Senegal e da União Africana. O primeiro discurso coube, como é tradição, ao Presidente do Brasil. Mas, Jair Bolsonaro pouco acrescentou à leitura da realidade internacional. A 12 dias das eleições presidenciais no seu país, o que disse em Nova Iorque destinava-se sobretudo para consumo do eleitorado brasileiro. É, aliás, uma prática frequente: muitos dos líderes que falam perante a AG têm sobretudo em mente as audiências domésticas.

Os desafios desta rentrée

https://www.dn.pt/opiniao/uma-rentree-bem-complexa-e-agora-15147747.html

Este é link para o meu texto de hoje, o texto da rentrée, no Diário de Notícias. 

E este é o último parágrafo desse meu escrito:
"É altura de se ser franco e direto. A agressão coloca-nos perante três opções e pede-nos uma decisão firme e clara. Uma solução inspirada na técnica do banho-maria não resulta. Na realidade, com o tempo, acaba por encorajar o infrator e outros com intentos semelhantes. Aqui, ou se acende o lume ao máximo - na convicção de que no final se estará do lado dos vencedores e dos sobreviventes - ou se procura uma receita alternativa, uma via política. É essa a escolha determinante que os nossos líderes têm de fazer."

Olaf Scholz a marcar o terreno e o lugar da Alemanha

Olaf Scholz é um político pouco habitual. Não tem manhas, não grita, não insulta os oponentes, não despreza os jornalistas, não mostra arrogância. Muito o contrário do que temos aqui por casa. Mas é o chanceler da Alemanha, desde o final do ano passado, e por isso, tem peso e deve ser ouvido.

No início da semana, proferiu um longo discurso na velha e prestigiosa Universidade Charles de Praga. Falou da sua visão da Europa.

Foi um discurso positivo, que defendeu a reforma das instituições e dos tratados, o papel geopolítico da União Europeia, o distanciamento em relação à Rússia, mas também uma maior autonomia no que respeita ao relacionamento com os Estados Unidos, o alargamento aos Balcãs e a Leste, e mais. Também reconheceu a tragédia que a Alemanha criou na Europa de há oitenta anos e o facto de isso continuar a pesar na consciência colectiva alemã.

Com a crise criada pela Rússia, o centro de gravidade política da Europa está a mover-se para Leste. Os polacos, os bálticos, os nórdicos, e outros, estão a tornar-se cada vez mais determinantes na definição da agenda europeia. A Alemanha considera que pode fazer a ponte entre esse grupo e o lado ocidental da UE. O discurso de Scholz pode ser visto a partir desse prisma.

 

Uma no cravo, outra no descrédito

O Príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, cheira a petróleo por todos os lados. Esse perfume é bem mais intenso que o cheiro a sangue, que tem nas mãos, por ter mandado assassinar o jornalista Jamal Khashoggi. E torna-o um convidado de luxo do Presidente Macron, com quem esteve hoje, em visita oficial à França. Na véspera, o Príncipe tinha estado na Grécia, um país onde a Arábia Saudita tem a intenção de investir à grande.

Em ambos os casos, os líderes europeus perderam credibilidade. E não terão ganho nada que não pudesse ter sido obtido, mantendo Mohamed bin Salman à distância.

 

A embrulhada francesa

O Presidente Emmanuel Macron dirigiu-se este serão ao país. Ficou claro que não haverá qualquer tipo de coligação governamental nos tempos mais próximos. Irá, por isso, tentar governar ao correr dos dias, caso a caso. Não vai ser fácil. Neste momento, é óbvio que não poderá contar com um só voto da extrema-esquerda. A direita gaulista também não parece estar pronta para apoiar. O PS tem apenas 26 deputados e os ecologistas 23. Se ambos votarem algumas das medidas propostas por Macron, essas medidas serão aprovadas. Mas não será possível manter a governação assim por muito tempo. Mais tarde ou mais cedo, Macron terá que dissolver a Assembleia Nacional e convocar novas eleições. Tudo o que possa fazer por agora terá sempre essa probabilidade presente. Ou seja, irá tentar recuperar, com algumas jogadas políticas, o espaço político que agora perdeu.

Uma França de ódios e fragmentos

As eleições legislativas decorreram ontem. Na França. Hoje, os dirigentes dos diversos partidos que concorreram contra o partido do presidente Emmanuel Macron só mostraram uma preocupação: uma oposição absoluta contra o governo do presidente. Ninguém procurou explicar como poderia contribuir para tornar a França melhor e mais moderna. Todos quiseram sublinhar que o seu objectivo era o de tornar a governação de Macron impossível. Isto revela um misto de imaturidade política com uma fortíssima personalização da vida política francesa. A hostilidade contra Macron conta muito mais do que a procura de compromissos nacionais.

É contra Macron, por este estar no poder. Mas também existem segmentos da população que têm uma enorme antipatia contra Jean-Luc Mélenchon. Para já não falar de Marine Le Pen. A fragmentação política ocorre à volta de ódios contra certas personalidades, por razões justificadas ou por oposição a posições extremas.

Um traço saliente das legislativas francesas

Nas minhas duas intervenções este serão na CNN Portugal chamei a atenção para a vitória espectacular e preocupante do partido de Marine Le Pen nas legislativas de hoje em França. Passar de 8 lugares para 89 mostra que um grande número de eleitores já olha para esse partido da extrema-direita como fazendo parte da normalidade democrática. O discurso político de Le Pen tornou-se mais abrangente, mais amplo nos temas que trata, mais aceitável. Mas por detrás desse discurso está uma filosofia política abominável, uma intolerância que se manifestará se chegarem ao poder e uma aliança com gente como Vladimir Putin. 

Esta foi, para mim, uma das conclusões mais marcantes das eleições de hoje. E convido os analistas a pensarem nisso. Não podem passar ao lado de uma tendência que é preocupante. 

Apoiar a Ucrânia

A visita conjunta dos dirigentes da Alemanha, França, Itália e Roménia a Kyiv foi bastante positiva, quer do ponto de vista do apoio político quer material. A reunião do Grupo de Contacto, realizada ontem na sede da NATO, também deve ser vista como positiva. Essa reunião destinava-se a coordenar a ajuda material à Ucrânia. Essa ajuda tem de chegar ao país sem demoras.

Entretanto, Moscovo começou a cortar o fornecimento de gás à Europa. Prevejo que ainda corte mais, muito em breve.

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