Portugal é grande quando abre horizontes

24
Mar 14

O leitor não saberá quem é Bill Gross, que na próxima semana festejará os seus 70 anos de idade. Bill é o director-geral de PIMCO, um dos maiores fundos de investimento financeiro do mundo. Americano, e muito conhecido nos meios bolsistas, soube-se agora que recebe um salário anual de 200 milhões de dólares dos EUA. É um montante que ultrapassa todos os comentários que possam ser feitos sobre o assunto.

 

Acrescento que não faz parte das minhas relações. Lembrei-me dele quando ouvi Jerónimo de Sousa dizer que é uma vergonha, um exagero inaceitável, que a remuneração mensal do dirigente do novo banco do Estado, o chamado de fomento, esteja fixada em 13 500 euros brutos. Jerónimo terá certamente razão para falar assim, dirão muitos e bons.

 

Mas lembro que este blog, desde o princípio, criticou a criação de um novo banco de Estado. Portugal não precisa de mais bancos de burocratas. Precisa, isso sim, de ver as instituições financeiras existentes mais activas em termos de financiamento da economia privada. Precisa, também, de uma economia privada que seja ágil, capaz de responder às exigências dos consumidores e de competir com outras economias. É assim que se gera riqueza, empregos e impostos. É nessa tecla que temos que bater.

 

 

publicado por victorangelo às 20:41

11
Jan 14

Tornou-se conhecido hoje que a ministra das Finanças tem estado a pressionar os bancos portugueses para que continuem a financiar seis empresas públicas falidas no período 2014-2016.

 

As empresas são as habituais CP, Carris, STCP, mais a EDIA (Desenvolvimento do Alqueva), a EMPORDEF (indústrias de defesa) e a SIMAB, que trata da instalação e remodelação dos mercados abastecedores.

 

O montante total andará pelos 2,7 mil milhões de euros.

 

Isto acontece numa altura em que os bancos portugueses têm imensas dificuldades operacionais, prejuízos de monta e uma capacidade muito reduzida de pedir empréstimos além-fronteiras. Estarão, além disso, sujeitos este ano a um exame rigoroso de stress financeiro, sob a supervisão do Banco Central Europeu.

 

Os recursos da banca, poucos ou muitos, devem ser utilizados para financiar a economia e para o crédito às famílias.

 

Um governo a sério e com coragem política já teria procedido à reforma das empresas públicas que têm défices crónicos. Não é aceitável, sobretudo num país como o nosso, que precisa de investimentos para o desenvolvimento, que se continue a financiar empresas manifestamente mal geridas e outras cuja viabilidade económica se afigura inexistente.

publicado por victorangelo às 17:09

twitter
Outubro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
12

13
14
15
17
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO