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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A situação continua a ser muito grave

Os números de infectados pela pandemia estão de novo a subir, em vários países europeus. Estes surtos têm levado à adopção de medidas de controlo e a decisões sobre quarentenas que não estão a ser bem recebidas pelas populações. No Reino Unido, por exemplo, as alterações de um dia para o outro, no que diz respeito à necessidade de quarentenas, tem baralhado as pessoas, afectado os mercados financeiros e criado novas dificuldades para áreas importantes da economia. Também provocam tensões políticas entre Londres e outras capitais europeias.

A verdade é que a pandemia continua activa e que a prudência deve ser a linha mestra a guiar a actuação de cada um de nós. É igualmente verdade que os impactos ao nível económico e psicológico são enormes. Estamos a entrar num processo de ruína, para muitas empresas. A duração da crise torna a recuperação muito mais difícil. E acabará por ter uma influência muito negativa nas finanças públicas e na solvabilidade do sistema bancário. Os bancos estão a acumular créditos incobráveis. As garantias desses créditos são projectos inacabados e impossíveis de transformar em dinheiro.  

Ao nível psicológico, preocupa-me sobremaneira as crianças que não podem ir à escola e que estão isoladas nas suas habitações, com pouco ou nenhum contacto com outras crianças das suas idades.

Temos que estar cientes que o choque é enorme e que vai demorar um tempo longo para poder ser absorvido. Assim, quanto mais responsáveis e cuidadosos formos no nosso dia a dia e nas nossas actividades sociais melhor. É a contribuição que se espera de cada um.

O novo líder do Eurogrupo

A eleição do ministro das Finanças da Irlanda, Paschal Donohoe, como líder do Eurogrupo e sucessor de Mário Centeno deve ser vista como uma vitória das ideias económicas e orçamentais liberais. Também representa um triunfo para os países do Norte da Europa, que defendem uma linha de menor intervenção estatal na economia e impostos mais baixos para as empresas. Donohoe é um político do centro-direita, a família política que neste momento mais pesa na União Europeia. É muito vivo e explica-se bem. Por isso e por ter o apoio dos Estados economicamente mais saudáveis, pode-se esperar que desempenhe um papel activo na presidência do Eurogrupo. Terá, no entanto, que encontrar um ponto de equilíbrio entre a sua preferência pelo liberalismo económico e as políticas mais intervencionistas preconizadas pela França, Itália e Espanha.

Ficar para trás

Por estupidez ou para fazer um jogo barato e enganador, há por aí quem diga que certos Estados membros têm como modelo de união monetária uma Europa de desigualdades, com níveis económicos diferentes. É falso.

Que existem diferenças, é um facto. Mas o objectivo tem sido, nomeadamente através dos fundos de coesão e outros, a promoção da convergência económica e social. Nalguns casos, a convergência ganha terreno. Por exemplo, na República Checa ou em Espanha. Noutros, ainda há muito caminho para percorrer. Para esses, com o tempo, o atraso acumula-se e em vez de haver convergência, há, isso sim, divergência. O que acaba por provocar novas tensões entre os Estados e dá espaço aos que têm como postura criticar a União Europeia, por tudo e por nada. Mas, quem é responsável por se deixar ficar para trás?

Um dia estranho num momento estranho

Dia de aniversário. E de confinamento. Por isso, a celebração foi por videoconferência, cada segmento da família no seu refúgio. Assim são os tempos que vivemos. As regras são para se cumprir. E para fazer cumprir. Assumimos a nossa parte e queremos que os outros sejam responsáveis pela sua. O fundamental é que todos entendam a gravidade da situação actual. E nalguns sítios, parece que esse entendimento custa a fazer-se entender.

Aqui, não se pode ir de uma localidade para outra sem uma justificação de força maior. Quem o tenta fazer, leva com uma multa das grandes. Em França ou em Espanha, as restrições são ainda maiores. Quem tem dificuldades de compreensão do que está em jogo, paga e paga bem.

Os meus amigos orientais, chineses, japoneses e malaios, dizem-me que estão surpreendidos com o comportamento indisciplinado de alguns europeus, aqui nesta nossa Europa. Também não entendem a discussão sobre as liberdades individuais, numa altura em que o bem colectivo está seriamente ameaçado. É uma outra maneira de ver as coisas. Mas a verdade é que estamos a viver uma calamidade de proporções alarmantes. Ninguém sabe como isto irá evoluir.

Entretanto, assisti a um dia de confusão nos Estados Unidos. Há um nível de caos e uma atmosfera de desorientação que são preocupantes. Começar a semana assim é muito mau. Muito, mesmo. Ora, isto precisava de notícias mais encorajadoras

Vamos ter paciência. E insistir no que está ao nosso alcance, que é a adopção de comportamentos responsáveis.

Quem falou no Conselho Europeu

O diário espanhol El País publica uma transcrição e um apanhado da reunião do Conselho Europeu de quinta-feira. Aí se pode ver quem foram os protagonistas da discussão sobre a mutualização de obrigações relacionadas com a crise de saúde pública, os chamados “coronabonds”. Para além de Charles Michel, que é o Presidente do Conselho Europeu, o debate foi entre Angela Merkel, Mark Rutte, Giuseppe Conte e Pedro Sánchez. A Presidente da Comissão fez uma breve intervenção inicial e Emmanuel Macron disse umas palavras e nada mais.

 

Hoje é sobre o azeite

A expansão do olival, sobretudo no Baixo-Alentejo, levanta várias questões de fundo, nomeadamente no que respeita à pressão que exerce sobre os recursos em água do Alqueva e à rentabilidade futura das explorações agrícolas, sem esquecer que a monocultura extensiva tem um impacto ambiental que não pode ser ignorado .

Entretanto, soube-se agora que o preço do azeite extra-virgem nos mercados mundiais está em baixa, este ano. Uma descida significativa. No caso de Espanha, que produz à volta de 53% do azeite mundial, a quebra no preço (medida no valor por unidades de 100 kg) é de cerca de 25%. Quanto à Itália, outro grande nome nos mercados internacionais, o decréscimo no preço ronda os 33%.

Dois factores explicam a perda de valor. Existe, em 2019, excesso de produção. Por outro lado, o mercado americano – que poderá ficar mais difícil de aceder se o Presidente avançar com a aplicação de tarifas aduaneiras ao azeite europeu, como já o ameaçou fazer – não cresce. O consumo de azeite per capita nos Estados Unidos é baixo – cerca de 10 vezes inferior ao de Portugal – e não está a crescer. Na verdade, há aqui um problema de hábitos alimentares, que pediriam uma campanha de marketing muito bem pensada.

Ou seja, este é um sector que precisa de orientação.

Ainda sobre a situação em Espanha

Tenho muito que receio que o acordo entre o PSOE – os Socialistas espanhóis – e Podemos não tenha a consistência necessária para ser governo. Até agora ainda não apareceu ninguém na fila a querer juntar-se aos dois signatários. Sem que isso aconteça, não há maioria suficiente nas Cortes. Poderá haver um governo que passe, mas passará apenas enquanto o resto dos deputados o entenderem. Ora, a extrema-direita e a direita estão a cavalgar uma onda nacionalista, que o PSOE e o Podemos não poderão acompanhar. Estão em maré crescente, enquanto os dois partidos da esquerda e da extrema-esquerda estão numa situação de estagnação política e de indefinição quanto a uma questão tão fundamental em Espanha, a questão das nacionalidades.

Na minha opinião, a Espanha está hoje numa crise política profunda. E assim irá continuar, a não ser que me engane. Bem gostaria, neste caso, de estar enganado. Por causa da estabilidade dos nossos vizinhos e por causa do impacto que a situação espanhola pode ter na nossa economia.

E agora, que governo em Espanha?

As eleições espanholas de ontem mostraram, entre outras coisas, que Pedro Sánchez, o líder do PSOE, não consegue convencer um número suficiente de eleitores. Apesar de ter uma excelente presença física, há no seu estilo algo que não passa bem, uma secura que não dá raízes à empatia. Se se mantiver na liderança, com certamente irá acontecer, iremos continuar a assistir à estagnação eleitoral do seu partido. Mas ainda lhe resta uma oportunidade para um golpe de asa, para propor uma frente capaz de assegurar a estabilidade governativa. Só que essa oportunidade é hoje mais reduzida, mais improvável do que em Abril de 2019, quando das eleições precedentes. Ou seja, Pedro Sánchez e a Espanha estão agora numa situação de grande complexidade governativa. Também é verdade que, por vezes, as dificuldades aguçam o engenho e levam a caminhos nunca dantes percorridos. Será isso que poderá acontecer agora? Por vezes, na política, os milagres acontecem.

As eleições em Espanha

As primeiras estimativas dos resultados das eleições legislativas espanholas mostram que o país continua fracturado e difícil de governar. As formações de esquerda perderam assentos, embora o Partido Socialista (PSOE) ainda constitua o maior grupo de deputados nas Cortes de Madrid. A direita subiu. Sobretudo, o partido ultra-nacionalista e de extrema-direita VOX. No conjunto, houve quem votasse como sempre o fez, por razões de identificação ideológica, como também houve uma vaga nacionalista, a apostar na direita, sobretudo na mais radical.

Não vai ser fácil construir uma coligação que possa governar. Mas os políticos dos partidos mais institucionais terão que encontrar uma fórmula. Não se pode pensar em novas eleições, como também não é possível ter um governo com uma base política precária, numa altura em que a Espanha atravessa graves problemas políticos internos.

A situação em Espanha

Quando o vizinho da porta ao lado tem problemas muito sérios em casa, a prudência aconselha a que não nos metamos no assunto. Excepto, claro, se o vizinho pedir ajuda ou se for um caso de vida ou de morte.

Esta deve ser a posição do governo português no que respeita à Espanha e aos problemas que existem na Catalunha. Trata-se de uma situação extremamente complexa, para a qual os vizinhos terão que encontrar a melhor solução, no quadro das leis e das regras da democracia que existem no país.

A Espanha é um Estado de direito, um país democrático e uma sociedade complexa, tão complexa como o mostrou a Guerra Civil de há 80 anos. Meter uma colher externa numa das questões mais sensíveis do tecido político espanhol exigiria igualmente uma imparcialidade total. É essa imparcialidade que não descortino nas análises e nos comentários que por aí se fazem.

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