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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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No meio da tempestade

Há neste momento uma conjugação de crises que não é de bom augúrio.

Na Europa, temos o plano de resiliência que está em risco. A posição da Polónia, que não quer ver as questões da democracia e do estado de direito incluídas no plano como condicionalidades para a atribuição de fundos, poderá atrasar a aprovação do pacote de emergência e mesmo do orçamento europeu. Para os dirigentes polacos, gente extremamente conservadora, a manutenção do seu controlo das alavancas do poder é mais importante do que o dinheiro que possa vir de Bruxelas.

Temos ainda o impasse com os britânicos. O período de transição está a terminar e não parece ser possível chegar a um acordo que trate das relações futuras entre a União Europeia e o Reino Unido. A questão da pesca é um obstáculo maior. Nessa matéria, o presidente francês não pode dar a impressão que não defende os interesses dos pescadores do seu país. Não sei como vão descalçar esta bota. Sei, no entanto, que a ausência de acordo entre as partes provocará uma quebra significativa nas relações económicas. Isto numa altura em que as economias já estão debaixo de um grande stress.

Temos o covid fora de controlo. Para além das implicações em termos de saúde pública, haverá que fazer frente a uma crise económica e social enorme. As medidas de mitigação que os governos europeus estão a adoptar têm custos financeiros enormes. O endividamento dos estados provocará, mais cedo ou mais tarde, um aumento inédito dos impostos bem como medidas extremas de contenção de outras despesas.

E para culminar, temos a crise política que se está a preparar nos Estados Unidos. Tudo poderá acontecer, uma vez conhecidos os resultados eleitorais. Incluindo uma enorme confrontação entre os dois lados. Alguém me dizia hoje que se sente mais insegura agora, em Nova Iorque, do que quando acompanhava eleições num ou outro país africano.

Tudo isto quando o outono é ainda menino.

Compreender a situação ou fazer de tolo

Ontem escrevi umas breves linhas sobre o impacto da covid na economia, na nossa e na global. Pensei que não seria necessário socorrer-me de muitas palavras para transmitir a mensagem que as perspectivas económicas são dramáticas, de modo directo para uns e por ricochete, com o tempo, para todos. Tudo o que possa contribuir para a expansão da pandemia e o contágio é mau, quer do ponto de vista da saúde quer da economia. Por isso, as medidas que o governo se viu obrigado a adoptar hoje, relativas à grande Lisboa – a Área Metropolitana – são justificadas. Se há algo a dizer, é que pecam pela circunspecção. O governo não quis dar um sinal de alarme, quando na realidade existe uma situação que é potencialmente preocupante. A intenção é a de responder mas sem afastar os possíveis turistas. O problema é que, lá fora, Lisboa já é notícia. Num dos principais diários belgas, aparece mesmo na primeira página.

Isto mostra que está em jogo a possibilidade de alguma recuperação da economia a curto e médio prazo. Também significa que há quem não entenda isso e adopte comportamentos de risco. Festas e multidões nos centros de bricolage, por exemplo. Temos, ainda, os técnicos das leis, que nos falam de procedimentos, quando nos deveriam dizer que estamos numa situação em que o interesse nacional está comprometido e que eles, enquanto letrados nos enredos jurídicos, só podem dar o apoio às medidas – modestas – que o governo decidiu tomar. Enquanto vozes públicas, deveriam ser dos primeiros a contribuir para a educação cívica e não para a confusão procedimental.

Foi isso, aliás, o que disse ao meu afilhado, que é doutor em leis e faz anos este Sábado. A sua intenção era a de organizar, em sua casa, um jantar para a família e alguns amigos. Falámos sobre esse plano. E concluímos que vamos fazer uma festa das grandes, que ele entra na categoria dos 50. Mas, cada um em sua casa e à frente do computador. Não haverá bolo de aniversário, porque servir um fatia pela internet não é fácil. Cada membro da família e convidado arranja um pastel de nata e um copo de qualquer coisa, canta-se os parabéns pelo cabo e estaremos todos juntos, com muita alegria, e certos que o virtual é melhor do que uma cama de cuidados intensivos ou um contágio que nos estrague o pouco de economia que ainda nos resta.

A violência e o racismo

As forças de polícia nos Estados Unidos têm uma base municipal. Não existe uma visão estratégica do policiamento. Tudo é de nível táctico, visto e tratado com base no caso a caso. A formação dos polícias tem como principal objectivo aprender a reprimir com toda a força possível. Violentamente, em resposta à violência que caracteriza a vida quotidiana de muitos. E é fortemente influenciada pelo racismo que existe em certos círculos da sociedade. Para um europeu, habituado às regras da democracia e de um Estado de direito, é difícil compreender a cultura de brutalidade que prevalece em muitas das forças de polícia dos Estados Unidos.

 

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