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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Os Estados Unidos e a Rússia: um jogo de conflitos

As medidas que o Presidente Joe Biden hoje anunciou contra a Rússia são pesadas e mostram bem a maneira como o regime de Vladimir Putin é visto pela actual administração americana. A expulsão de 10 diplomatas russos, as sanções económicas e outras contra 38 instituições e indivíduos, a proibição de compra de dívida pública russa, tudo isso tem muito impacto em Moscovo e irá certamente trazer a hostilidade entre ambos os lados para um nível mais elevado.

Mais ainda, o momento escolhido para dar a conhecer este pacote de decisões teve em conta a escalada militar que está a acontecer junto à fronteira da Ucrânia com a Rússia. Curiosamente, dois dias antes, Biden e Putin tiveram uma longa conversa telefónica, que foi dura e franca, mas que considerei – e continuo a considerar – positiva. Sobretudo porque é fundamental que os líderes, mesmo quando a temperatura sobe entre eles, não deixem de comunicar entre si. Por isso, o encontro em pessoa destes dois líderes, que foi sugerido por Biden durante o telefonema, deve ir avante. Seria um erro se Putin decidisse adiar sine die essa cimeira. Não é fácil estar frente a frente com gente em que se não confia. Mas em política, é essencial que isso aconteça.

 

 

A escalada russo-americana

Estamos num momento de grande tensão entre a Rússia e os Estados Unidos. Os países europeus, membros da Aliança Atlântica, entram neste conflito crescente por arrasto. A escalada tem muito a ver com a presença militar russa ao longo da fronteira com a Ucrânia. Segundo certas estimativas mais fiáveis – nestas coisas nada é verdadeiramente fiável – a Rússia terá enviado para a região mais de 80 mil soldados e um arsenal muito importante. Moscovo adianta, de seguida, que nada disso é excepcional, que as tropas são destacadas dentro das fronteiras nacionais segundo os planos de treino.

Não convém, no entanto, ignorar a realidade. Há, de facto, um novo patamar de crise entre ambos os lados. Um patamar que apresenta perigos reais.

Por isso, o telefonema desta tarde, entre Biden e Putin, foi uma iniciativa positiva, iniciada pelo presidente norte-americano. Falaram da tensão existente, da necessidade de voltar a um sistema que não promova a corrida aos armamentos, da questão nuclear iraniana, do Afeganistão e das mudanças climáticas. Ambos acharam que seria importante que se encontrassem pessoalmente num futuro próximo. Também o creio. A diplomacia exige contactos pessoais frequentes entre os líderes. Esses contactos são ainda mais necessários quando as divergências estão a crescer a olhos vistos.

Liderar é saber escolher entre opções difíceis

https://www.dn.pt/opiniao/horizontes-e-equilibrios-europeus-13499513.html

O meu texto de hoje - desta semana - no Diário de Notícias pode ser lido na página acima mecionada. 

Transcrevo de seguida o último parágrafo do meu texto.

"A redefinição do papel da NATO é necessária. O horizonte que temos pela frente é muito diferente do passado. Convém, no entanto, que nos interroguemos sobre qual deverá ser, na verdade, o nosso espaço prioritário de defesa. Também convirá debater qual é o ponto de equilíbrio entre uma Europa virada para um futuro euro-asiático e a história do nosso engajamento euro-atlântico. Vejo aqui duas variáveis que devem ser equacionadas. Uma tem a ver com o nosso relacionamento a prazo com a Rússia. Vladimir Putin não é eterno. A Rússia faz parte da nossa vizinhança estratégica, das nossas complementaridades económicas e das nossas referências culturais. A outra diz respeito à autonomia de defesa e segurança da UE. Deve ser objeto de reforço permanente, sem, todavia, pôr em causa os nossos compromissos históricos com a Aliança Atlântica. Tempos de incertezas exigem que saibamos claramente que equilíbrios manter, e que caminho escolher. Trata-se de combinar coragem com visão."

 

Joe Biden

A conferência de imprensa do Presidente Joe Biden – a primeira do seu mandato – confirmou aquilo que já se começou a ver, desde a sua tomada de posse. Tem prioridades claras, é consistente na sua persecução e defende uma política externa relativamente clara, embora nessa área já exista uma nódoa, que tem o nome do príncipe herdeiro da Arábia Saudita. No essencial, é importante estudar com atenção o que disse, a maneira como o disse e as respostas que deu.

No essencial, tem sido uma presidência positiva e dinâmica. Joe Biden é uma boa notícia nestes tempos de incertezas.

Um momento de grandes perigos

A hostilidade entre os Estados Unidos e a Rússia, bem como a tensão com a China, atingiram novos níveis de virulência, que se traduzem não apenas em palavras, mas também na adopção de medidas concretas, de sanções, de restrições comerciais, de emissão de visas, etc. Estamos a viver, ao nível internacional, uma escalada da rivalidade entre as grandes potências. Nenhuma quer dar parte de fraqueza. O diálogo que propõem, quando tal acontece, acaba por ser um diálogo de surdos. Não há comunicação. Cada lado procura apenas repetir a sua posição, de um modo intransigente. É um contexto internacional preocupante, numa altura em que o mundo está a enfrentar uma epidemia de enormes proporções.

Fazem falta vozes que falem de paz, de cooperação, de esforços conjuntos. Faltam personalidades com coragem e autoridade moral para apelar ao bom senso, ao sentido de responsabilidade, para sublinhar os perigos que temos pela frente se se continuar na trajectória actual.

O povo de Myanmar é um exemplo de coragem

Os cidadãos de Myanmar, sobretudo os mais jovens, continuam diariamente a dar-nos lições de coragem. Apesar das balas da polícia e dos militares, e das detenções em grande número, o povo está nas ruas das principais cidades, para dizer não à ditadura militar. As plataformas sociais desempenham um papel fundamental em matéria de informação e de mobilização. É, igualmente, através delas que o mundo sabe o que se está a passar no país.

Entretanto, na reunião do Quad de ontem – escrevi sobre essa reunião na minha coluna do Diário de Notícias – a condenação do golpe de Estado foi frouxa. A Índia e o Japão opuseram-se a uma condenação directa dos militares birmaneses. Foi mais um ponto fraco na grande diplomacia internacional. Assim se perde a credibilidade.

Evitar um conflito aberto entre os Estados Unidos e a China

https://www.dn.pt/opiniao/mudar-de-rota-para-evitar-a-colisao-13445950.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

"Realiza-se hoje a primeira cimeira do Quad, uma nova plataforma de consulta estratégica entre os Estados Unidos, a Austrália, a Índia e o Japão. Quad resulta da abreviatura de quadrilateral."

Assim começa este meu escrito. 

 

A Europa e as vacinas que não chegam

Durante a minha tele-conferência desta tarde com gente de Beijing, China, fiquei a saber que aí o critério da vacinação contra a covid-19 é o do sector de residência. Cada zona da cidade é designada, em determinado momento, como área de vacinação e todos os habitantes que aí residem são vacinados, independentemente da idade. Assim se criam perímetros de imunização, que se vão expandido à medida que os dias avançam.

Parece-me uma boa lógica. Sobretudo porque a vacinação progride rapidamente. Não há espaço para que uns se sintam mais privilegiados que os outros.

Mais tarde recebi notícias dos meus amigos americanos em Riade, na Arábia Saudita. É um casal no grupo etário dos 40-49 anos. Foram hoje inoculados com a primeira dose da vacina. E disseram-me que o sistema funciona bem.

Entretanto, os meus antigos colegas que residem no Estado de Nova Iorque já foram todos vacinados.

Na União Europeia andamos todos à procura do tempo que não chega.

 

Joe Biden e o Príncipe saudita

A administração Biden, no seguimento do relatório da CIA sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, decidiu esta sexta-feira banir 76 adjuntos do Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, proibindo-os de entrar nos Estados Unidos. Mas não tomou nenhuma medida contra o Príncipe, embora tenha ficado claramente estabelecido que o crime foi cometido por ordem sua. Esta decisão pode ter uma explicação geopolítica e espero escrever sobre ela nos próximos dias. Mas tem um custo político enorme no que respeita à credibilidade do Presidente Biden. Precisa de ser vista desse ponto de vista também. Como também deve ser considerada sob o prisma da ética e dos direitos humanos.

Na realidade, o comportamento criminoso de bin Salman é apenas uma dimensão de um regime que é inaceitável – como vários outros – no mundo actual. Esta é uma discussão que continua em aberto: como tratar regimes anacrónicos, violentos e desumanos.

Dizem-nos que amanhã haverá uma comunicação complementar sobre o caso. Veremos o que Washington nos irá dizer. Será certamente algo que merecerá uma reflexão a sério.  

O julgamento do número 45

Começou o julgamento da acusação contra o antigo presidente Donald Trump. É improvável que venha a ser condenado pelo Senado. Não parece haver nenhuma hipótese de se conseguir uma maioria de dois terços, que é o número mínimo de senadores necessário para confirmar a acusação.

Mesmo assim, é importante que este processo tenha lugar. O que Trump disse e fez antes e durante o dia do assalto ao Capitólio é de uma gravidade extrema. Quem decidir ignorar esse comportamento criminoso terá de responder perante a sua própria consciência – por muito diminuta que esta seja – bem como perante a história. Esta não será ligeira no que respeita à apreciação do que se passou nos últimos meses e dias do mandato do número 45.

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