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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Biden, Macron e Zelensky

A visita de Estado de Emmanuel Macron aos EUA está a correr muito bem. O presidente francês foi recebido de modo muito positivo por Joe Biden. Ficou claro que é admirado como um dos grandes líderes da União Europeia. Isso não será suficiente para permitir a Macron desempenhar um papel de liderança não seio da UE, mas poderá servir para reforçar a sua posição quando tiver a oportunidade de falar com Vladimir Putin. Este saberá, então, que Macron falará não apenas em seu nome, mas também com base nas posições dos americanos.

A grande questão é saber se conseguirá entrar em contacto com Putin nos tempos mais próximos. Tem tentado várias vezes, nas últimas semanas, mas sem sucesso. Putin não se tem mostrado disponível. Talvez mude de ideias agora. Mas não creio que existam as condições necessárias para uma negociação entre as partes. O líder russo quer sair vencedor da agressão. Não vejo os ucranianos aceitarem essa postura. E será muito difícil aos americanos e aos franceses forçarem Zelensky a aceitar uma negociação que possa parecer uma derrota. Os ucranianos têm mostrado uma tenacidade de ferro e não vão mudar de atitude. Só poderão participar num processo de negociações que reconheça a coragem e a determinação que têm demonstrado. Esta é uma guerra que só tem duas saídas possíveis: ou se ganha ou se perde.

 

Cuba e os EUA: um erro americano

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou hoje mais uma resolução sobre a necessidade de pôr termo ao embargo económico, comercial e financeiro que os EUA têm em vigor contra Cuba. 185 países votaram a favor da resolução, incluindo todos os Estados membros da União Europeia. Apenas os EUA e Israel votaram contra a resolução. O Brasil e a Ucrânia abstiveram-se.

Há 30 anos que a AG pede o fim do bloqueio. Mas Washington não ouve a comunidade internacional, quando se trata de Cuba.

A construção da autonomia europeia

As eleições intercalares (midterm) nos EUA na próxima semana podem ter um impacto muito negativo na política externa do país. É fundamental que os democratas ganhem o controlo de ambas as câmaras.

Essas eleições mostram igualmente quão importante é defender a autonomia da UE em relação aos outros blocos, incluindo ao americano. A Europa nunca será inteiramente autónoma, por várias razões, incluindo por causa da dependência em termos de matérias-primas. Mas mesmo assim, poderá criar um alto grau de independência, se diversificar as suas fontes de abastecimento e se continuar a investir no conhecimento cientifico e tecnológico.

Connosco, a China joga em dois tabuleiros em simultâneo

Os Presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin tiveram hoje um encontro bilateral, nas margens da cimeira da Organização de Cooperação de Shangai, que está a decorrer na bela cidade de Samarcanda no Usbequistão. As principais preocupações chinesas foram, por um lado, sublinhar que não existe nenhum bloco militar entre os dois países e, por outro, que o aprofundamento das relações entre os dois países não impede a China de procurar reforçar as suas ligações com os europeus ou os americanos. Assim o dizem os chineses, enquanto acusam os EUA de ter intenções hegemónicas e hostis e os europeus de procurarem impedir a expansão da cooperação entre a China e a Rússia. Mais ainda, os chineses mostraram ter algumas reservas no que respeita à agressão russa contra a Ucrânia, mas foram muito subtis na maneira como levantaram a questão.

No fundo, Xi vê Putin como o seu aliado principal, mas, ao mesmo tempo, procura jogar de modo ambivalente. Ele sabe que nesta fase ainda precisa dos mercados e das tecnologias ocidentais. E também saberá que não tem ainda a força suficiente para entrar num conflito aberto com os EUA.

Os ucranianos ao ataque: e depois?

A contra-ofensiva das tropas ucranianas contra os invasores russos, na região norte, perto da cidade de Kharkhiv, é bastante significativa. Mostra a capacidade militar e a coragem dos ucranianos, a fraqueza operacional e a falta de motivação das tropas russas, e a superioridade do armamento entretanto recebido dos EUA e de outros países ocidentais. Estes avanços ucranianos têm uma importância política importante, ao darem um novo alento às populações agredidas por decisão de Vladimir Putin. Mas, atenção! Não significam que a guerra tenha entrado numa fase de debandada e de derrota russas. Estamos muito longe do fim da ocupação. A violência desta agressão absolutamente injustificada irá continuar. E por isso, é fundamental encontrar uma resposta que a faça parar, negociar e recuar. Os russos têm de entender que essa é a única solução e que só assim farão parte da grande família europeia.

A China e os EUA

Antony Blinken e o seu homólogo chinês, Wang Yi, estiveram reunidos em Bali, no seguimento do encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, durante cinco horas. Ambas as partes consideraram a reunião como positiva e encorajadora. E as primeiras informações disponíveis, após a reunião, são na verdade bastante construtivas. A China quer, ao fim e ao cabo, manter um relacionamento mutuamente benéfico. E os EUA não estão em condições de abrir uma nova frente de conflito, depois de verificarem que a Rússia está disposta a apostar na confrontação armada.

Discutir ideias, sem ofender as pessoas

Não creio que os meus textos mostrem que ando confuso. Digo isto por ver vários dos meus amigos baralhados perante os acontecimentos correntes. São pessoas bem-intencionadas, que procuram informar-se. Não compreendo como acabam por ficar com as ideias aos ziguezagues. Por exemplo, neste dia em que a Rússia cometeu mais um crime de guerra, ao atacar e destruir um centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk – um alvo inteiramente civil – um amigo mandou-me uma mensagem e telefonou-me para mostrar a sua preocupação com a crescente militarização dos Estados Unidos e a influência que isso está a exercer nas escolhas europeias em matéria de defesa. A mensagem foi fácil de tratar: existe uma tecla “delete”. A chamada telefónica foi mais complicada. Tenho um grande respeito por esse amigo e não queria tornar a coisa num assunto pessoal. Tentei focar a discussão na questão e não na pessoa. Não foi fácil. Muitos intelectuais não conseguem fazer a diferença entre destruir um argumento e a ofensa pessoal. Mas tentei e continuarei a tentar.

O G7 tem várias preocupações

A cimeira do G7, que hoje começou na Baviera, tem quatro grandes preocupações em cima da mesa:

  1. A política de agressão de Vladimir Putin, que está num crescendo e é bastante preocupante. Como irá evoluir este conflito nos próximos tempos?
  2. A nova maneira da China conduzir a sua política externa, que é mais explícita nos ataques aos EUA e à NATO. Aqui, a aprovação pelo G7 de uma Parceria Global de Infra-estruturas, num total de 600 mil milhões de dólares para o período 2022-27, deve ser vista como estando em competição directa com o programa chinês da Nova Rota da Seda.
  3. O estado da economia mundial: inflação, disrupções das cadeias de abastecimento de matérias-primas e de componentes, insegurança alimentar, endividamentos insustentáveis, etc.
  4. Manter a coesão entre os países membros do G7.

100 dias de agressão

https://www.dn.pt/opiniao/ucrania-olhar-para-alem-dos-cem-dias-da-agressao-14910364.html

Link para o texto que hoje publico no Diário de Notícias. 

"Como já várias vezes referi, as sanções têm fundamentalmente três objetivos. Expressar uma condenação política. Reduzir a capacidade financeira que sustenta a máquina de guerra. E desconectar a Federação Russa das economias mais desenvolvidas, para realçar que há uma conexão entre o respeito pela lei internacional e a participação nos mercados globais.

As sanções deverão fazer parte de uma futura negociação de normalização das relações. Mas só poderão ser levantadas quando o Kremlin deixar de ser visto pela Europa e pelos seus aliados como um regime imprevisível e ameaçador."

Os universos digitais

https://www.dn.pt/opiniao/o-ativismo-digital-num-quadro-de-incertezas-14890952.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. 

Cito umas linhas do meu texto: 

"Os detentores do poder, seja ele qual for, utilizam cada vez mais as redes sociais para influenciar a opinião pública, manipular o discurso político e criar uma interpretação da realidade que lhes seja favorável. Donald Trump foi exímio nessa arte. Hoje, Narendra Modi é o dirigente no ativo que é seguido pelo maior número de pessoas, cerca de 175 milhões. Modi sabe que as imagens atraem atenção se forem intuitivas, dinâmicas, coloridas e empáticas. Em Portugal, António Costa tem à volta de 266 mil seguidores no Twitter. Não será muito, mas no nosso país o que continua a pesar é a presença frequente nos canais televisivos de sinal aberto."

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