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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A entrada no Ano Novo

https://www.dn.pt/opiniao/olhar-para-2023-de-modo-diferente-15605739.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Insisto em dois pontos, quando olho para 2023: pensar numa nova maneira de fazer a gestão da paz e obrigar a Rússia a assumir as suas responsabilidades; lembrar que temos de trabalhar diplomaticamente com a China, com muita habilidade e tendo bem presente os interesses de cada parte. 

Cito umas frases do texto de hoje: 

"Mais, o prolongamento da campanha russa traz consigo o risco, acidental ou deliberado, de pegar fogo à Europa Ocidental e mais além. Razão muito forte pela qual este tem de ser o ano de uma iniciativa de paz, liderada pelos europeus e em colaboração com os EUA e a China, entre outros.

 

Sim, com a China, mas não com os BRICS, que são uma estrutura cheia de problemas internos -- Brasil, África do Sul -- e de rivalidades entre a Índia e a China. E o relacionamento com a China não prejudica necessariamente a aliança entre os europeus e os norte-americanos, nem contradiz o apoio que temos o dever de continuar a fornecer à Ucrânia. A complexidade do conflito exige uma maneira criativa de intervir na sua solução."

A NATO, a China e a Rússia

A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Nato deu hoje uma atenção muito especial à competição entre o Ocidente e a China. Penso ter sido um erro. Neste momento, o que conta é acabar com a agressão da Rússia de Vladimir Putin contra a Ucrânia – e também contra a Europa. É aí que está o perigo mais imediato. Sobretudo agora, que estamos a entrar no inverno. A agressão russa pode causar a morte de milhares de pessoas por causa do frio, da falta de gás para o aquecimento das habitações. Os meses que aí vêm são extremamente difíceis em termos de temperaturas e humidade. Sem aquecimento, muitas pessoas, sobretudo as mais idosas, estarão em risco de vida. É preciso denunciar esse facto e apontar o dedo na direcção de Putin.

O que a Nato deveria estar a discutir, no que respeita à China, é outra coisa: como convencer a China a tomar a atitude responsável que deveria adoptar, enquanto grande potência, e desempenhar um papel que leve Putin a parar a agressão. Essa é a China que se quer na cena internacional. Essa é a questão que os países da Nato deveriam considerar como prioritária em matéria de diplomacia.
O resto é, para já, rivalidade entre os EUA e a China. Poderá ser tratado mais tarde. E com serenidade, se se aplicar francamente o princípio de uma só China, mas com dois sistemas.  

O cansaço da guerra

Apesar do que se diz por aí, fruto da invenção de alguns comentadores pouco sérios, não foi entregue à Rússia nenhuma proposta de rendição nem à Ucrânia um ultimato. Ambas as partes sabem quais são as condições que levariam o outro lado para uma mesa de negociações. Não precisam de intermediários, neste momento, nem listas de condições.

Por outro lado, é claro que certos países ocidentais gostariam de ver a situação resolvida prontamente. Estão com dificuldades em apoiar materialmente a Ucrânia. E sabem que os custos inflacionistas irão continuar e têm sérias implicações políticas. A eles, convém lembrar-lhes os custos que uma vitória russa teria.

O inverno é o período mais difícil de passar, quando se trata de uma guerra nas regiões muito frias da Europa. Mas não há maneira de suprimir essa estação do ano. Há, isso sim, que minimizar os custos em termos do conforto e da saúde das pessoas. Mas não há guerras sem sacrifícios.

A construção da autonomia europeia

As eleições intercalares (midterm) nos EUA na próxima semana podem ter um impacto muito negativo na política externa do país. É fundamental que os democratas ganhem o controlo de ambas as câmaras.

Essas eleições mostram igualmente quão importante é defender a autonomia da UE em relação aos outros blocos, incluindo ao americano. A Europa nunca será inteiramente autónoma, por várias razões, incluindo por causa da dependência em termos de matérias-primas. Mas mesmo assim, poderá criar um alto grau de independência, se diversificar as suas fontes de abastecimento e se continuar a investir no conhecimento cientifico e tecnológico.

Notas para um debate na televisão

Os tópicos do dia, tratando-se da agenda internacional, claro:

CHINA

O 20º Congresso do Partido Comunista Chinês: que conclusões tirar?

O incidente durante a sessão final do Congresso com o Antigo Presidente Hu Jintao

O poder absoluto de Xi Jinping poderá levar a uma crise interna e ou/externa? Quais são os grandes desafios?

Por que razão não desempenha a China, que está sempre a falar de soberania e da importância do multilateralismo e da ONU, um papel mais activo na resolução do conflito ucraniano?

UCRÂNIA-RÚSSIA

Qual é o objectivo actual da Rússia no que respeita à agressão contra a Ucrânia?

E a questão dos drones iranianos: qual deve ser a resposta da UE?

Que levou Lloyd Austin e Sergei Shoigu a falar por videoconferência na sexta-feira, depois de 5 meses de silêncio? E hoje com os ministros da Defesa turco, francês e britânico?

Qual será a política do novo governo italiano em relação à Rússia e à Ucrânia?

 

 

Liz Truss e os os outros

Todos sabiam que Liz Truss não tinha as qualidades necessárias para desempenhar as funções de primeiro-ministro. Mas os membros do Partido Conservador votaram nela para não votar num candidato de pele escura, de origem indiana, ou seja, num britânico tolerado, mas não inteiramente aceite. Assim pensa um conservador britânico tradicional. Perante isto, o caos actual em que se encontra o governo de Sua Majestade é partilhado: uma parte resulta da incompetência de Truss, a outra da xenofobia discreta dos mais conservadores entre os conservadores. É uma crise mais profunda, por isso, do que possa parecer. E lembra-nos que esse tipo de xenofobia e sentido de superioridade foi o que levou uma maioria dos britânicos a votar pelo Brexit. Por isso, pensar que a crise em curso poderá abrir a possibilidade de um recuo em relação ao Brexit é um engano. A ideia, a convicção que eles são melhores do que os outros europeus continua entranhada na cabeça de muitos. Incluindo na cabeça de muitos cidadãos descendentes da imigração asiática, da Índia e do Paquistão.

Para onde vamos?

https://www.dn.pt/opiniao/quanto-vale-o-otimismo-15228244.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. 

Cito as seguintes linhas: "Este outono e inverno serão um momento muito crítico para as economias e para a estabilidade política na Europa. Chegaremos ao fim ou mais coesos e com uma união mais forte, ou então profundamente divididos, com cada Estado a puxar a brasa ao seu umbigo nacional. Para se ir no bom sentido, será necessário atuar em três frentes. Num acordo sobre as questões energéticas, com um quadro de referência comum, que seja respeitado por todos. Num apoio sem falhas à luta legítima e vital pela soberania e a democracia na Ucrânia. E numa posição firme, inequívoca e certeira - estratégica - perante as ameaças de Vladimir Putin."

Estar na fotografia dos grandes

Estiveram reunidos em Praga, durante o dia de hoje, 44 chefes de Estado e de governo europeus. Tratou-se da primeira reunião de uma ideia muito vaga, lançada em maio por Emmanuel Macron, a que se deu o nome de Comunidade Política Europeia. Não se entende bem o que isso significa, mas a verdade é que todos os convidados compareceram. Incluindo, por exemplo, o presidente do Azerbaijão, que não é bem um democrata, mas que quer ser visto como um líder europeu. Mas o aspecto mais importante desta reunião foi o facto de a Rússia e a Bielorrússia não terem sido convidadas. Procurou, assim, marcar-se o isolamento desses dois países. A aceitação, por todos os outros, destas duas exclusões parece-me significativa. Ninguém manifestou qualquer tipo de objeção. O importante era não perder o seu lugar na fotografia de grupo.

Connosco, a China joga em dois tabuleiros em simultâneo

Os Presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin tiveram hoje um encontro bilateral, nas margens da cimeira da Organização de Cooperação de Shangai, que está a decorrer na bela cidade de Samarcanda no Usbequistão. As principais preocupações chinesas foram, por um lado, sublinhar que não existe nenhum bloco militar entre os dois países e, por outro, que o aprofundamento das relações entre os dois países não impede a China de procurar reforçar as suas ligações com os europeus ou os americanos. Assim o dizem os chineses, enquanto acusam os EUA de ter intenções hegemónicas e hostis e os europeus de procurarem impedir a expansão da cooperação entre a China e a Rússia. Mais ainda, os chineses mostraram ter algumas reservas no que respeita à agressão russa contra a Ucrânia, mas foram muito subtis na maneira como levantaram a questão.

No fundo, Xi vê Putin como o seu aliado principal, mas, ao mesmo tempo, procura jogar de modo ambivalente. Ele sabe que nesta fase ainda precisa dos mercados e das tecnologias ocidentais. E também saberá que não tem ainda a força suficiente para entrar num conflito aberto com os EUA.

Os ucranianos ao ataque: e depois?

A contra-ofensiva das tropas ucranianas contra os invasores russos, na região norte, perto da cidade de Kharkhiv, é bastante significativa. Mostra a capacidade militar e a coragem dos ucranianos, a fraqueza operacional e a falta de motivação das tropas russas, e a superioridade do armamento entretanto recebido dos EUA e de outros países ocidentais. Estes avanços ucranianos têm uma importância política importante, ao darem um novo alento às populações agredidas por decisão de Vladimir Putin. Mas, atenção! Não significam que a guerra tenha entrado numa fase de debandada e de derrota russas. Estamos muito longe do fim da ocupação. A violência desta agressão absolutamente injustificada irá continuar. E por isso, é fundamental encontrar uma resposta que a faça parar, negociar e recuar. Os russos têm de entender que essa é a única solução e que só assim farão parte da grande família europeia.

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