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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Nós, os americanos e o Afeganistão

https://www.dn.pt/opiniao/afeganistao-tantos-sacrificios-para-que-13918806.html

Acima partilho o link do meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

E agradeço desde já a todos os que me enviaram comentários sobre esta análise, bem como aos que a partilharam com outros possíveis leitores. 

Como é habitual, cito de seguida um parágrafo do meu texto.

"Para Washington, o Afeganistão passou a ser visto como uma guerra sem fim e como uma distração em relação ao novo foco agora bem mais importante: a China. E vê a rivalidade entre as duas superpotências como resolvida na região onde se insere o Afeganistão. Por issso, não quer perder mais tempo e recursos nesse espaço geopolítico onde a China já conta com a subordinação dos dois países que mais importam: o Paquistão e o Irão. O corredor económico China-Paquistão, que termina no porto paquistanês de Gwadar, no Mar da Arábia, é talvez o projeto mais relevante da Nova Rota da Seda. Aos olhos de Beijing, está garantido. Por outro lado, o Irão assinou um acordo económico de longo prazo com a China em março de 2021. Os investimentos chineses deverão atingir os 400 mil milhões de dólares nos próximos anos. É a passagem do Irão para a órbita da China. No meio, restará o Afeganistão do caos e do radicalismo, mas sem capacidade para prejudicar os interesses chineses na região. Os talibãs dependem desses dois vizinhos, sobretudo do Paquistão, e não deverão agir contra os seus interesses."

Nós e a China

Trazer a rivalidade com a China para o campo militar é um erro. Se há críticas a fazer, que sejam feitas nas áreas dos direitos humanos e da liberdade, bem como em matérias de competição comercial desleal. Ou ainda, quando a China leva certos países a um endividamento excessivo, com investimentos em infraestruturas que servem, acima de tudo, os seus próprios interesses.  

Que futuro, que autonomia, que Europa?

https://www.dn.pt/opiniao/a-autonomia-estrategica-da-europa-13742991.html

O link acima abre o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E o texto abre com uma referência à cidade de Tianjin, uma metrópole portuária a 120 quilómetros a sudeste de Beijing. Há dez anos, Tianjin tinha um PIB que era pouco mais de metade do PIB português. Em 2025, terá um PIB duas vezes e meia superior ao de Portugal. 

Dados assim devem fazer pensar. 

A minha crónica também procura contribuir para que se pense nestas coisas.

Como de costume, cito de seguida um parágrafo do meu texto. 

"O exemplo de Tianjin mostra como é importante ver o mundo com realismo. A China é um gigante imparável. Tem a seu favor a dimensão populacional, o centralismo autoritário do poder, a vontade política e o investimento maciço na ciência, na tecnologia e na aquisição de matérias-primas. Nesse contexto, que futuro pode ter Portugal, ou cada um de entre a maioria dos países europeus, na relação de forças mundial? Felizmente, existe a União Europeia. A integração produtiva e a conjugação de esforços políticos permitem aos Estados-membros ter algum peso nas relações económicas internacionais e no xadrez geopolítico. Se não houvesse mais nenhuma razão para justificar o aprofundamento da UE, esta, por si só, já seria suficiente."

Reflectir sobre o futuro da Europa

"Aliás, o maior desafio que a UE enfrenta é exatamente o que decorre do fosso de desconhecimento ou de indiferença entre, de um lado, a política e as instituições europeias, e do outro, a vida quotidiana das pessoas. Mesmo em Bruxelas, quem vive uns quarteirões para lá do distrito europeu parece estar tão desligado da UE como uma qualquer família que viva numa pequena aldeia de Portugal. Ora, um projeto político que não seja entendido pelo comum dos mortais é frágil. Pode ser facilmente posto em causa pelos seus inimigos."

Este é um extracto da crónica de reflexão que publico hoje no Diário de Notícias. 

O link para o texto completo é o seguinte: 

https://www.dn.pt/opiniao/a-europa-e-a-turbulencia-que-ai-vem-13716800.html

O futuro da Europa

Hoje, dia da Europa, foi oficialmente aberta a consulta aos cidadãos da UE sobre o nosso futuro comum, enquanto europeus. Chamam-lhe Conferência sobre o Futuro da Europa. O seu lançamento teve lugar em Estrasburgo, que é a sede oficial do Parlamento Europeu.

A consulta deverá estar completada dentro de um ano, ou seja, na altura em que a França terá a responsabilidade da presidência da UE. Essa será igualmente a fase final da eleição presidencial francesa. Não vai ser fácil aos líderes franceses estarem, em simultâneo, focados nos resultados da conferência e numa campanha presidencial que se prevê muito desestabilizadora. A conferência acabará por receber menos atenção por parte de Paris do que deveria, pois o que contará acima de tudo é a questão eleitoral e quem será o próximo presidente da França.

Os movimentos de cidadania deverão prestar uma atenção especial a este exercício. O processo deve ir para além dos políticos profissionais, dos oportunismos e protagonismos. Tem de adoptar um cunho cidadão para poder criar raízes junto dos europeus e corresponder às preocupações das pessoas no quadro do horizonte temporal desta década.

Mas estarão os movimentos de cidadania suficientemente mobilizados para uma reflexão deste tipo? Ou ficaremos, como tem sido habitual, a discutir entre os iniciados, as elites que na realidade pouco ou nada têm que ver com o cidadão comum?

A responsabilidade de fazer desta conferência um sucesso tem de ser devidamente assumida por quem esteja próximo dos cidadãos e das preocupações quotidianas. Cada um, por pouca influência que possa ter, deve tentar contribuir para o debate comum.  

 

O G7 está num processo de viragem

https://www.dn.pt/opiniao/inquietacoes-um-g7-muito-combativo-13692454.html

Este é o link para o meu texto desta semana -- de hoje -- no Diário de Notícias. 

Cito o último parágrafo dessa crónica de opinião.

"O secretário de Estado americano foi a Londres propor um novo prisma de abordagem estratégica. Antony Blinken defende que o grupo não pode ser apenas um mecanismo de coordenação das grandes economias capitalistas. Deve transformar-se numa plataforma de intervenção política das democracias mais influentes. Isto é a expressão de uma crença prevalecente na atual administração americana de que os EUA têm uma missão – a de salvar as democracias. Para alguns de nós, aqui na Europa, uma proposição desse tipo gera três tipos de inquietações. Uma, relacionada com a crescente marginalização do papel político da ONU. A outra, com o agravamento da polarização das relações internacionais. A terceira, com o peso que um fantasma chamado Trump ainda poderá vir a exercer na política americana."

Liderar é saber escolher entre opções difíceis

https://www.dn.pt/opiniao/horizontes-e-equilibrios-europeus-13499513.html

O meu texto de hoje - desta semana - no Diário de Notícias pode ser lido na página acima mecionada. 

Transcrevo de seguida o último parágrafo do meu texto.

"A redefinição do papel da NATO é necessária. O horizonte que temos pela frente é muito diferente do passado. Convém, no entanto, que nos interroguemos sobre qual deverá ser, na verdade, o nosso espaço prioritário de defesa. Também convirá debater qual é o ponto de equilíbrio entre uma Europa virada para um futuro euro-asiático e a história do nosso engajamento euro-atlântico. Vejo aqui duas variáveis que devem ser equacionadas. Uma tem a ver com o nosso relacionamento a prazo com a Rússia. Vladimir Putin não é eterno. A Rússia faz parte da nossa vizinhança estratégica, das nossas complementaridades económicas e das nossas referências culturais. A outra diz respeito à autonomia de defesa e segurança da UE. Deve ser objeto de reforço permanente, sem, todavia, pôr em causa os nossos compromissos históricos com a Aliança Atlântica. Tempos de incertezas exigem que saibamos claramente que equilíbrios manter, e que caminho escolher. Trata-se de combinar coragem com visão."

 

A Europa e a China: saber para onde vamos

Estamos a entrar num período de conflito político às claras entre a União Europeia e a China. Hoje foi o dia de sanções mútuas. E de aumento do volume das vozes críticas.

Perante esta tensão, parece-me difícil prosseguir e concluir o processo parlamentar de adopção do acordo de investimentos com a China. Este projecto de acordo havia sido aprovado pela cimeira dos líderes nacionais europeus em dezembro, um bocado por pressão alemã. Creio que ficará no ar, à espera de melhores dias.

Esses dias não virão tão cedo. Caminhamos, a passos largos, para uma situação de hostilidade entre a China e o Ocidente. Esse será, segundo creio, o factor determinante da geopolítica dos próximos anos. O risco para a estabilidade internacional é enorme.

Por isso, advogo que haja um debate muito sério sobre o nosso relacionamento futuro com a China. Não pode ser um relacionamento que irá sendo definido a par e passo, ao acaso dos acontecimentos e sem rumo certo. Precisa de uma linha directriz e de contornos bem definidos. Cabe aos líderes pôr o assunto em cima da mesa.

Os europeus perante as migrações vindas de outras culturas

https://www.dn.pt/opiniao/a-europa-a-deriva-no-mar-das-migracoes--13473410.html

O link abre a minha crónica de hoje - desta semana - no Diário de Notícias. Volto a escrever sobre um tema que parece não ter solução, no contexto europeu: as migrações internacionais com destino à Europa. 

Cito o último parágrafo do texto que escrevi, mas aconselho a leitura completa da minha reflexão,

Já vimos que o mar não é barreira suficiente para quem está desesperado ou sonha com uma vida melhor. Mas como a intenção de quem manda é a de travar movimentos populacionais que parecem ameaçadores, a Europa irá mais longe. Irá despejar fortunas nos países que têm o potencial de nos enviar novas levas de migrantes - como já está a acontecer com a Turquia. É a aposta do pau e da cenoura. Ora, nesses países, os poderosos ficam sistematicamente com a cenoura, e os pobres e os fracos levam sempre com o pau. Por isso, muitos procuram fugir para a Europa.

Desafinados demora mais tempo

https://www.dn.pt/opiniao/uma-primavera-europeia-com-mais-pujanca-13418822.html

Link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias.

Cito, de seguida, o último parágrafo do texto.

"O resto da UE pesa pouco na definição da linha futura. Assim, é essencial ter em Bruxelas uma liderança comunitária forte. Essa é uma das lições que se deve tirar da presente barafunda – precisamos de líderes sólidos nos principais países da União e de políticos de primeiro plano nas instituições europeias. A prática de mandar para Bruxelas personalidades de segunda linha não serve. Na crise atual e perante a dimensão dos desafios dos próximos anos, há que pensar numa remodelação profunda da presente Comissão e num reforço dos seus poderes. Algo difícil, mas que deve ser encarado sem demoras e com a necessária sensibilidade."

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