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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Connosco, a China joga em dois tabuleiros em simultâneo

Os Presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin tiveram hoje um encontro bilateral, nas margens da cimeira da Organização de Cooperação de Shangai, que está a decorrer na bela cidade de Samarcanda no Usbequistão. As principais preocupações chinesas foram, por um lado, sublinhar que não existe nenhum bloco militar entre os dois países e, por outro, que o aprofundamento das relações entre os dois países não impede a China de procurar reforçar as suas ligações com os europeus ou os americanos. Assim o dizem os chineses, enquanto acusam os EUA de ter intenções hegemónicas e hostis e os europeus de procurarem impedir a expansão da cooperação entre a China e a Rússia. Mais ainda, os chineses mostraram ter algumas reservas no que respeita à agressão russa contra a Ucrânia, mas foram muito subtis na maneira como levantaram a questão.

No fundo, Xi vê Putin como o seu aliado principal, mas, ao mesmo tempo, procura jogar de modo ambivalente. Ele sabe que nesta fase ainda precisa dos mercados e das tecnologias ocidentais. E também saberá que não tem ainda a força suficiente para entrar num conflito aberto com os EUA.

Os ucranianos ao ataque: e depois?

A contra-ofensiva das tropas ucranianas contra os invasores russos, na região norte, perto da cidade de Kharkhiv, é bastante significativa. Mostra a capacidade militar e a coragem dos ucranianos, a fraqueza operacional e a falta de motivação das tropas russas, e a superioridade do armamento entretanto recebido dos EUA e de outros países ocidentais. Estes avanços ucranianos têm uma importância política importante, ao darem um novo alento às populações agredidas por decisão de Vladimir Putin. Mas, atenção! Não significam que a guerra tenha entrado numa fase de debandada e de derrota russas. Estamos muito longe do fim da ocupação. A violência desta agressão absolutamente injustificada irá continuar. E por isso, é fundamental encontrar uma resposta que a faça parar, negociar e recuar. Os russos têm de entender que essa é a única solução e que só assim farão parte da grande família europeia.

Os desafios desta rentrée

https://www.dn.pt/opiniao/uma-rentree-bem-complexa-e-agora-15147747.html

Este é link para o meu texto de hoje, o texto da rentrée, no Diário de Notícias. 

E este é o último parágrafo desse meu escrito:
"É altura de se ser franco e direto. A agressão coloca-nos perante três opções e pede-nos uma decisão firme e clara. Uma solução inspirada na técnica do banho-maria não resulta. Na realidade, com o tempo, acaba por encorajar o infrator e outros com intentos semelhantes. Aqui, ou se acende o lume ao máximo - na convicção de que no final se estará do lado dos vencedores e dos sobreviventes - ou se procura uma receita alternativa, uma via política. É essa a escolha determinante que os nossos líderes têm de fazer."

Gorbachev: um líder

Mikhaïl Gorbatchev, que hoje foi sepultado, ficará para sempre associado a uma fase marcante do Século XX, o desanuviamento entre os dois blocos geopolíticos da época e a libertação dos povos da Europa do Leste e da Rússia. Lembra-nos, ainda, que a personalidade e a vontade do líder dão dimensões fundamentais em matéria política. Se forem bem utilizadas, para além da superficialidade das coisas e da procura constante da popularidade, podem transformar o nosso mundo, pequeno ou grande, aqui ou em dimensões mais vastas.  

 

Discutir ideias, sem ofender as pessoas

Não creio que os meus textos mostrem que ando confuso. Digo isto por ver vários dos meus amigos baralhados perante os acontecimentos correntes. São pessoas bem-intencionadas, que procuram informar-se. Não compreendo como acabam por ficar com as ideias aos ziguezagues. Por exemplo, neste dia em que a Rússia cometeu mais um crime de guerra, ao atacar e destruir um centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk – um alvo inteiramente civil – um amigo mandou-me uma mensagem e telefonou-me para mostrar a sua preocupação com a crescente militarização dos Estados Unidos e a influência que isso está a exercer nas escolhas europeias em matéria de defesa. A mensagem foi fácil de tratar: existe uma tecla “delete”. A chamada telefónica foi mais complicada. Tenho um grande respeito por esse amigo e não queria tornar a coisa num assunto pessoal. Tentei focar a discussão na questão e não na pessoa. Não foi fácil. Muitos intelectuais não conseguem fazer a diferença entre destruir um argumento e a ofensa pessoal. Mas tentei e continuarei a tentar.

Grandes interrogações

https://www.dn.pt/opiniao/um-ano-muito-insolito-para-onde-vamos-14949666.html

Este é o link para o meu texto desta semana no Dário de Notícias. 

Cito de seguida os dois parágrafos finais do texto.

"Entretanto, a tensão entre os EUA e a China entrou numa fase bem mais perigosa. E o empobrecimento dos países mais vulneráveis, algo que desapareceu das letras gordas dos jornais, está em aceleração. No Sri Lanka, nos países do Sahel, na América Central, no Haiti e no Paquistão, para mencionar apenas alguns. E as economias das nações mais ricas estão cada vez mais a viver à custa do endividamento das gerações futuras, no meio de uma inflação que mostra os desajustamentos entre a produção, as importações e os padrões de consumo. Entretanto, as organizações multilaterais continuam a perder força e imagem.

Estamos em pleno numa encruzilhada de incertezas críticas e de graves riscos. Para onde vamos? E onde estão os líderes visionários, capazes de propor as vias do bom senso?"

As eleições francesas e o Presidente Macron

https://www.dn.pt/opiniao/emmanuel-macron-os-seus-e-tambem-nossos-desafios-14929468.html

Este é o link para a minha crónica de opinião, hoje publicada no Diário de Notícias. 

Cito de seguida umas linhas desse texto.  

"As eleições francesas ocorrem numa altura em que a Europa precisa de se manter coesa. E não apenas em relação à Rússia de Vladimir Putin, embora esse seja o desafio mais imediato. Na verdade, a UE tem conseguido preservar um bom nível de coerência na resposta a Putin. Digo isto, mas também reconheço que, no futuro, poderá ser mais complicado manter a unidade europeia."

100 dias de agressão

https://www.dn.pt/opiniao/ucrania-olhar-para-alem-dos-cem-dias-da-agressao-14910364.html

Link para o texto que hoje publico no Diário de Notícias. 

"Como já várias vezes referi, as sanções têm fundamentalmente três objetivos. Expressar uma condenação política. Reduzir a capacidade financeira que sustenta a máquina de guerra. E desconectar a Federação Russa das economias mais desenvolvidas, para realçar que há uma conexão entre o respeito pela lei internacional e a participação nos mercados globais.

As sanções deverão fazer parte de uma futura negociação de normalização das relações. Mas só poderão ser levantadas quando o Kremlin deixar de ser visto pela Europa e pelos seus aliados como um regime imprevisível e ameaçador."

Como contradizer um colega de programa?

Durante a entrevista que esta noite dei à RTP3 foi repetido, pelo outro interveniente, que que aquilo que se passa na Ucrânia é uma guerra entre a Rússia e os Estados Unidos, combatida em território ucraniano. Como se tratava de duas entrevistas paralelas, não quis contestar essa afirmação errada. Mas da próxima vez terei de o fazer. Essa leitura dos acontecimentos está muito fora da caixa e esconde a agressão da Rússia contra a Ucrânia. 

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