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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Vêm aí os extremistas de direita...

https://www.dn.pt/opiniao/os-avancos-da-extrema-direita-europeia-um-novo-normal-15211261.html

Este é o link para a crónica que hoje publico no Diário de Notícias. 

"A extrema-direita está a ganhar terreno no espaço europeu. Surge, assim, uma questão muito direta: o que leva os eleitores a votarem por Meloni ou pelos seus aparentados, nestes diferentes países? Personalizo e digo Meloni, como diria Orbán ou Le Pen, ou mesmo Ventura, porque estes partidos são, de um modo geral, construídos à volta de uma personagem política, que encabeça a agremiação e procura fazer coincidir a imagem do partido com a do líder. Ainda agora, Fratelli d"Italia nos mostrou este facto: o nome da dirigente aparece primeiro e é escrito em letras mais gordas do que o nome do partido. O partido é uma mera câmara de eco, que existe apenas para repetir e amplificar a mensagem do chefe. Nestes partidos extremistas não existe um diretório político. O líder é o pastor de um aglomerado de carneirinhos, ao qual se misturam alguns lobos esfomeados de poder."

Esta é uma citação extraída do meu texto. 

Macron perante uma realidade política muito complexa

Apesar do resultado obtido por Marine Le Pen ser próximo dos 42% dos votos expressos, seria um erro dizer que que cada um desses votos é da extrema-direita. Uma parte dos que votaram a seu favor fê-lo para marcar a sua oposição a Emmanuel Macron. Uns, por causa do estilo do presidente, outros por não apoiarem a sua proposta de aumentar a idade da reforma para os 65 anos, outros ainda por verem em Macron um defensor da globalização e assim sucessivamente. O voto em Le Pen foi a maneira de mostrar o seu desagrado.

Uma análise dos resultados da primeira volta permite uma conclusão mais acertada sobre o peso da extrema-direita. Somando os resultados obtidos pelos candidatos dessa área, temos 32,53% dos franceses a votar radicalmente à direita. Esse valor é preocupante. Quando um em cada três cidadãos vota dessa maneira, algo está errado nessa nação. É isso que precisa de ser entendido. A começar pelo facto de que uma boa parte desses votantes pertencem ao operariado e às classes com menores rendimentos. Outrora, muitos deles votavam pelos comunistas e pelos socialistas. Mas esses partidos tradicionais desapareceram do leque político nacional. E o partido de Le Pen, que é uma salganhada ideológica, oferece um ponto de ancoragem política a essas pessoas.

Emmanuel Macron não vai ter uma tarefa fácil. O conjunto dos votantes antissistema, todos os extremismos confundidos, representam cerca de 56% da população. É muita gente. E para além de Marine Le Pen, Macron terá de se haver com Jean-Luc Mélenchon, um demagogo da extrema-esquerda. Mélenchon está a preparar uma campanha eleitoral para as legislativas de junho que poderá ter um sucesso relativo importante. A principal tarefa de Macron, até junho, será a de criar um espaço de convergência ao centro, de modo a diminuir as votações em Le Pen e Mélenchon. Não será fácil.

A extrema-direita a tirar partido da pandemia

Os movimentos radicais da extrema-direita estão a tentar aproveitar-se das restrições que a nova vaga de coronavírus impõe para organizar manifestações de rua e criar novos segmentos de contestação da ordem democrática.

As manifestações que ocorreram este fim de semana ou nos dias anteriores, nos Países Baixos, Bélgica e Áustria, mostraram que os extremistas de direita têm alguma capacidade de mobilização. São, por isso, um perigo. Agravado ainda, porque essas manifestações oferecem oportunidades aos anarquistas e a outros niilistas para destruir e pilhar bem como para criar situações de mal-estar social, de insegurança colectiva e de descrença na capacidade das instituições democráticas de manter a ordem pública.

O grande desafio para os democratas é conseguir fazer chegar aos cidadãos mensagens de moderação, de tranquilidade e de respeito pelas autoridades, a começar pelas que são responsáveis pela saúde pública.

É importante que se entenda que estão em jogo duas questões fundamentais. Por um lado, a saúde pública e a salvaguarda da vida e do bem-estar das pessoas. Por outro, a protecção da imagem da democracia, das suas instituições e da aceitação da legitimidade das decisões tomadas por quem foi investido em posições autoridade.

Uma França fragilizada

https://www.dn.pt/opiniao/quando-os-generais-escrevem-cartas-abertas-13625957.html

O link acima abre o meu texto de hoje -- desta semana -- no Diário de Notícias. 

O texto é um alerta para a crise política e societal que se vive actualmente em França. O ponto de partido assenta numa tomada de posição sobre a situação do país, que foi tomada por um número significativo de oficiais generais na reserva bem com outras altas patentes, essas já reformadas. 

Cito de seguida umas linhas dessa reflexão.

"Foi neste contexto que apareceu há dias uma carta aberta, assinada por 24 oficias generais na reserva e por uma centena de oficiais superiores e mais de mil militares de outras patentes, com um ou outro ainda no ativo e o resto, reformado. A carta, publicada na revista ultranacionalista Valeurs Actuelles, parecia querer servir de alavanca para reforçar as posições da direita radical. Foi vista pelo governo e por muitos com estupefação e como um apelo a um hipotético golpe de Estado."

Os Países Baixos foram às urnas

Os holandeses têm uma imagem pouco simpática fora do seu país. Mas a verdade é que são um povo com um grande sentido de civismo e de dever.

Voltaram a mostrar essas qualidades nas eleições legislativas que hoje terminaram. A taxa de participação foi de 81%, um valor elevado que nos faz sonhar. Além disso, repartiram os seus votos por toda uma série de partidos, obrigando o próximo governo, que será uma vez mais conduzido por Mark Rutte –primeiro-ministro há mais de dez anos – a ser baseado numa coligação.

Será uma coligação bastante ampla, porque o segundo partido mais votado, o D66, é bastante progressista e claramente pró-europeu. Esse partido é dirigido por uma mulher com uma forte personalidade, Sigrid Kaag. Sigrid trabalhou algum tempo para a ONU. Fez uma campanha eleitoral exemplar e os cidadãos votaram em grande número por ela.

Mark Rutte é um conservador muito influenciado pelo ascetismo protestante.

A extrema-direita é muito forte nos Países-Baixos. Ocuparão 28 lugares no Parlamento, enquanto o partido de Rutte terá 36.

A extrema-direita alemã

A decisão dos serviços secretos alemães de colocar o partido da extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) sob vigilância, por ser um perigo para a democracia e a constituição, é histórica.

O partido irá utilizar os mecanismos judiciais para contestar esta decisão. Mas, a verdade é que a decisão foi tomada e tem um impacto importante junto do eleitorado alemão. Terá ainda a vantagem de colocar o AfD de sobreaviso. Mas penso que irá tentar aproveitar a decisão para se fazer de vítima.

Veremos qual será o próximo capítulo.

O perigo fascista

Cerca de 10 mil extremistas de direita juntaram-se hoje no centro de Viena para protestar contra o governo, que é conservador e de direita, diga-se, contra a imposição do uso de máscaras e contra o confinamento.

Foi uma manifestação que mostrou claramente que as ameaças à democracia representativa estão a ganhar força. Tratou-se de mais um exemplo de como os ultras e as diversas correntes antissistema e neofascistas se preparam para explorar a crise que estamos a viver na Europa. Com o tempo e se não forem travados, estes grupos acabarão por representar um perigo muito sério para as liberdades no espaço europeu.

Chega de Marine Le Pen

Marine Le Pen esteve em Lisboa e arredores para apoiar o seu correligionário, o dirigente do Partido Chega. E deu uma entrevista, que é publicada na edição de hoje do Diário de Notícias.

Dois ou três breves comentários.

O apoio ao “primo” português não terá qualquer impacto sobre o eleitorado português. Vem apenas confirmar que o nosso compatriota tem uns amigos estrangeiros nada recomendáveis. Le Pen não tem credibilidade nos círculos europeus que contam. E está a perder pontos em França.

A extrema-direita europeia já conheceu melhores dias. O populismo que os sustentava está a ficar sem oxigénio, como um doente da Covid. Os seus ataques à União Europeia não ganham adeptos, sobretudo agora, quando esta se mostra mais coesa e inovadora.

O “primo” ainda anda na fase do bota-abaixo, algo que Marine Le Pen já percebeu que não traz votos.

Finalmente, se Marine estivesse no poder, o “primo” talvez precisasse de visto para entrar em França. É que a xenofobia de Le Pen inclui certos europeus, considerados de segunda...

Um energúmeno

O fulano pode ser fascizante, extremista, racista, e tudo o mais. Mas o que revelou ontem, no debate com o candidato apoiado pelo Partido Comunista, marcou claramente o tipo de personalidade que é – uma cavalgadura insensata, que cada vez que levanta a pata procura dar um coice. E dá-os, por tudo e por nada.

Ao lado dele, gente como Marine Le Pen ou Matteo Salvini são uns requintados.

Que estranho país o nosso, que produz, à extrema direita, um energúmeno tão primário.

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