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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Os negacionistas são uns idiotas de várias tonalidades

As manifestações contra o confinamento e as campanhas de vacinação que ocorreram em Roterdão e em Viena são incompreensíveis. Como outras semelhantes, recentemente na Suíça, por exemplo.

É incontestável que estamos a assistir a um novo pico de infecções, com a chegada à Europa do tempo frio. E também deveria ser incontestável o que é óbvio: que as vacinas protegem, salvam vidas, são fundamentais para travar a propagação do vírus. Essa deve ser a mensagem que todos devem propalar.

Infelizmente, continuam a aparecer nas redes sociais ideias falsas e campanhas negacionistas sobre as vacinas. Ainda hoje, um dos meus amigos me enviou algo que circula no Facebook com mentiras sobre os efeitos nefastos das vacinas. Quando lhe pedi para não circular isso disse-me que tinha noção da falsidade da informação, mas que a havia enviado para mostrar o que por aí aparece. Mas não é verdade. Enviou-me essa mentira como havia enviado a muitos outros, por simples parvoíce. E assim se criam falsas ideias, com base na estupidez colectiva.

Mais tarde, esse meu amigo recebeu uma notificação do Facebook a suspender a sua conta por umas semanas. Alguém havia denunciado o carácter nocivo da mensagem que andava a reencaminhar.

O bota-abaixo por parte das elites

Nos últimos dias tem-se escrito muito sobre as plataformas sociais. Em geral, para demonstrar todos os malefícios que elas estão ligados. Quem assim escreve são pessoas da elite, que têm acesso aos meios de comunicação social, onde publicam colunas de opinião ou aparecem nos ecrãs. Os seus comentários não traduzem o modo de ver do cidadão simples, que não tem acesso aos órgãos tradicionais nem maneira de fazer ouvir a sua voz. Também não têm em conta que vivemos num mundo digital, em que há uma democratização da informação, novos padrões de comunicação e muito mais gente a produzir opinião.

É verdade que existem problemas e fenómenos negativos ligados às plataformas sociais. Mas também é um facto que assistimos a um fosso crescente entre as elites e o comum dos mortais. Ao pensar nisso, é de perguntar qual é o papel das elites quando se trata de promover a boa utilização das redes sociais?

 

Conspirações

O meu amigo Ray adora discorrer sobre as várias teorias conspirativas que conhece. E, na verdade, sabe de muitas. Só que eu não tenho paciência para o ouvir. Hoje, ligou-me novamente, por videoconferência, para me falar do último enredo que a malta de Davos – WEF, World Economic Forum – estaria a planear para tomar conta do mundo pós-pandémico. Eu tinha uma boa desculpa – estava a escrever a minha coluna semanal para o Diário de Notícias, com o prazo de entrega a aproximar-se e a inspiração paralisada pela confusão eleitoral americana. Disse-lhe que não tinha tempo para o ouvir em pormenor. Como ele não sabia que o encontro de Davos 2021 havia sido adiado sine die  – não terá lugar em finais de janeiro como de costume, que o coronavírus não deixa – partilhei essa informação com ele. Viu logo aí uma confirmação mais da teoria que me queria explicar. E explicou-me que Mark Zuckerberg, o homem do Facebook, era um dos mestres dessa conspiração. Lembrei-lhe então que a aplicação que estava a utilizar também estava ligada a Zuckerberg e que, por isso, talvez fosse melhor que ele passasse a fazer uso de uma outra, da concorrência. Talvez a WeChat, da China. Não percebeu a ironia da minha sugestão e deixou-me voltar à escrita da minha coluna.

A guerra dos cavernosos

Este ano vou continuar a fugir de trauliteiros como o Diabo da cruz. No entanto, isto não quer dizer que não entre numa ou noutra guerra, se valer a pena. Só que com a maioria dos meus amigos e conhecidos caceteiros, não vale a pena. Nesses casos, é melhor fingir que não vi. E cada um entenderá isso como melhor lhe parecer. 

A Europa semana a semana

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=10245

Acima vos deixo o link para o programa desta semana sobre a Europa, uma produção semanal da Rádio TDM de Macau. Desta vez, faço uma leitura das eleições gerais na Hungria, da onda de homicídios entre jovens em Londres, de Carles Puigdemont na Alemanha, e dos roubos de dados pessoais feitos por empresas parceiras do Facebook.

As amizades e a timidez da realidade

Estive ontem no almoço anual dos Antigos Alunos do Liceu Nacional de Évora. Foi a primeira vez que participei, cinquenta anos depois de haver terminado o antigo sétimo ano. Claro que achei que estavam todos um bocado mais velhos. Mas gostei de estar presente. Apesar da reunião ter posto à prova a realidade das minhas amizades “facebuquianas”. Um bom número dos presentes no almoço é meu no Facebook. Mas não se notou. A culpa terá sido minha, que não tive a presença de espírito de ir de mesa em mesa para me apresentar aos meus “amigos virtuais”. Tive, depois, muita pena.

 

Ser claro

O uso do Facebook, por personagens do Estado, como meio de comunicação é uma faca de dois gumes. Em situações de crise nacional e de polarização extrema das opiniões deve ser evitado. Não promove o diálogo nem um melhor entendimento dos problemas. Permite, isso sim, baixar ainda mais o nível da discussão pública, dando uma plataforma a quem tem o insulto e os palavrões fáceis. 

 

É isso que está a acontecer na página do primeiro-ministro português. O PM decidiu "ser humano" numa comunicação no Facebook. Foi um abrir da porta a milhares de comentários do mais diverso tipo. Os mais moderados são profundamente negativos. Politicamente, o PM não ganhou nada com a sua escrita. Perdeu, creio, uns pontos mais. Se tivesse havido uma sondagem de opinião, o seu nível de aprovação teria sido muito baixo, talvez perto de um só dígito.

 

Creio que é tempo de explicar aos cidadãos o que se passa. Mas o Facebook não é o veículo. E declarações "piegas", como a de agora, só envenenam ainda mais o ambiente.

 

Eu teria começado a narrativa desta maneira: em 2013, vamos gastar X, em termos das contas públicas. Esse X já inclui as seguintes reduções de despesa: A, B, C e D. A previsão de receitas será Y. Para que o défice fique dentro de um patamar aceitável, digamos, 4,5%, precisamos de mobilizar mais recursos: W. Para o conseguir faremos o seguinte: 1,2,3,4 e 5, tocando a todos.

 

E assim sucessivamente. Também diria que esta ou aquela medida que iremos tomar em 2013 resulta directamente de uma exigência dos nossos credores. E explicava que sem a sua adopção não será possível ter acesso a uma certa tranche de crédito. E mais e mais, tudo muito clarinho. Hoje, governar é saber comunicar.

 

Na verdade, o fundo da questão é simples: os portugueses precisam de uma política de verdade. É um erro pensar que irão engolir qualquer tolice que lhes seja ministrada. 

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