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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Viagens e conflitos

 

A visita de Luís Amado ao Chade, prevista para amanhã e Segunda-feira, incluía uma volta por um campo de refugiados, o maior e numa zona perto da fronteira com El Geneina, um importante centro urbano, no Sudão.

 

Por razões de última hora, completamente justificadas, o Ministro não pode fazer a viagem. Terá que ser em Janeiro.

 

Entretanto, está em preparação a minha viagem a Sam Ouandja, uma localidade 200 quilómetros ao Sul de Birao. É a ponta Sul da área de intervenção das tropas da MINURCAT. Uma região de refugiados sudaneses e de homens armados, pertencentes ao grupo rebelde centro-africano conhecido como UFDR. As duas partes estão em conflito. Com violência e com casos de morte. É uma terra com diamantes e caça grossa. São dois recursos naturais que levam a grandes disputas. Não há segredo. Trata-se de ver quem controla as riquezas. Lá como por cá. 

 

 

Os serviços secretos gostam de fazer das suas

 

 

 

Foto copyright V.Ângelo

 

Hoje tivemos mais uma emboscada contra uma coluna do Programa Alimentar Mundial e do UNHCR, o Alto Comissariado para os Refugiados. No sector centro. A zona mais perigosa. Homens como este, que a MINURCAT está a treinar, defenderam a coluna com valor e coragem.

 

Entretanto, um grupelho obscuro, que até pode não existir, e ser apenas a voz de um funcionário de uma das muitas agências de segurança do estado sudanês, fez ameaças públicas contra os humanitários que ainda se encontram em parte incerta, como reféns.  Foi um discurso contra a França.

Este tipo de manifestações, através dos media, é muitas vezes feito por gente que nada tem que ver com o caso, mas que tenta aproveitar a onda. Em certos casos, a autoria pertence a um qualquer serviço secreto, que se aproveita da situação para mandar um par de mensagens políticas. 

 

Quando há raptos em zonas de conflito, aparecem sempre muitos pescadores de águas turvas.

 

 Mas, nunca se sabe. Tudo tem que ser visto com muito cuidado.

Mundos à parte

 

Ontem acordei em Farchana, passei o dia em a correr, em N´Djaména, e segui à noite para Paris. Um dia de grandes contrastes.

Farchana é um pequena localidade no Leste do Chade, a cerca de uma hora e meia de estrada da cidade sudanesa de El Geneina. Está no centro da região mais perigosa de toda a nossa zona de operações. Homens armados atacam veículos, pessoas e bens, roubam gado, atiram com calibres de guerra, sem aviso, por dá cá aquela palha.

 

Temos uma base mista, civil e militar, em Farchana. Os civis ocupam-se do reforço administrativo e político das autoridades locais, dos direitos humanos e da justiça. Os militares fazem patrulhas, organizam escoltas e dão apoio aos polícias das Nações Unidas e à força de manutenção de ordem especialmente destacada para o Leste. A base, a partir das cinco da tarde, é como uma prisão. Não se pode sair. Cada um recolhe ao seu contentor, como quem se retira no fundo da sua cela.

 

Temos civis de todas as nacionalidades, homens e mulheres relativamente jovens. O chefe da segurança é português. Um oficial distinto da PSP.

 

Além de não haver nenhum tipo de distracção, e da comida ser sempre à base da lata, falta a àgua. Só está disponível três horas por dia. Quem volta à base depois de horas no mato, tem que esperar até que chegue o horário do abastecimento.

 

Os militares são do Gana. Eram para ser 850 e temos apenas um pouco mais de 200. Disse ao General Ganês que isto tem que ser resolvido sem demora. Diz-me que assim será em Outubro. Não podemos estar a contar com as tropas de um determinado país e depois só ter uma pequena parte do prometido. Este é um dos problemas das operações de manutenção de paz.

 

São, no entanto, muito dedicados. Demoram a arrancar mas quando o fazem, empenham-se.

 

De Farchana a Paris viaja-se do passado para o pós-moderno. Assim é o mundo de hoje.

 

 

 

 

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