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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Ao fim de mais um ano

Hoje, segunda-feira, quase no final do ano, Bruxelas está meio deserta. Os únicos sítios onde se pode ver pessoas e mais pessoas é nos supermercados, nas secções que vendem comes e bebes. Aí, sim. É um ver se te avias, na compra dos ingredientes que irão compor o jantar de amanhã. Porque isto de passagem do ano é, acima de tudo, uma questão de jantar bem e com boa rega.

Este ano, com uma passagem de ano “muito apagada” aqui por casa, limitei-me, esta tarde, à compra de um filete de javali jovem, que será, como é tradição, acompanhado por bagas vermelhas de airelas. O filete já está a marinar num tinto do Douro.

 

Cabeça de garoupa no Natal

Ontem, no pequeno supermercado Continente aqui do bairro, o Menino Jesus ganhou a forma de uma cabeça de garoupa.

Tinha ido, com a minha chefe cá de casa, comprar peixe ao supermercado. Trata-se, por razões que têm que ver com os hábitos adquiridos noutras infâncias, debaixo de outros céus, de uma expedição delicada. Chegados ao balcão, tínhamos à nossa frente um senhor da nossa idade, mais coisa menos coisa. Ouviu a sugestão que fiz, que ia na direcção de um linguado de bom porte, e a resposta da minha contraparte, que dizia que a garoupa lhe parecia uma melhor opção.

No seguimento, o senhor quis que lhe passássemos à frente. Tentei perceber porquê tanta amabilidade. Acabou por confessar que a sua intenção era a de comprar a cabeça dessa mesma garoupa. Que coincidência! Eu, como sempre, ia pedir ao peixeiro para cortar a cabeça da garoupa e botá-la, de seguida, no balde dos restos. Em casa, a minha chefe não deixa entrar cabeça de peixe, com aqueles olhos grandes fixos nela, acusadores, atemorizantes. Ofereci a cabeça ao senhor, para seu grande espanto, primeiro, regozijo, depois.

E lá fomos juntos para a caixa, ele com cabeça limpa, cortada ao meio, pronta para a sopa, nós com o corpo do bicho e a alegria de um Natal partilhado. Paguei a conta, que desta vez até me pareceu mais ligeira.

Depois, a garoupa no forno soube melhor e passou a ter uma historieta para contar.

Boas Festas virtuais

Hoje este blog fecha mais cedo. Mas não se esquece de todos os que logo à noite e amanhã estarão a trabalhar e de prevenção, de modo a tornar as festas de todos nós possíveis e seguras. É para eles que deve ir um voto muito especial de bom Natal. Depois, para todos os que têm tido a paciência de seguir este blog, nos últimos mais de cinco anos. A escrita cria uma família invisível.

 

 

 

Com as Festas à porta

Chegámos ao período das boas festas, com muitos leitores mais preocupados com os votos de Natal e de Ano Novo do que com as complicações do quotidiano.

 

Ainda bem que assim é, que estes tempos de alívio ocupam agora o espaço das nossas atenções.

 

Nestas circunstâncias, para quê estar a falar das desgraças da incompetência dominante, quando, por outro lado, ao telefonar a um dos meus amigos o apanhei, mais a família, na Serra da Estrela, feliz e contente por ver que, apesar da crise, o hotel estava cheio e esgotado. 

Comes e bebes

Nos centros comerciais da Europa mais rica, em vésperas de Natal, os corredores estão cheios, gente a passear ou, talvez, apenas, quem pode adivinhar, sem saber o que comprar. O contraste com o movimento nas lojas é grande, há poucos clientes, estando algumas, verdadeiramente, às moscas.

 

Um clima frouxo, num Inverno frio. Receios, numa atmosfera cinzenta.

 

As pessoas cortam-se. Não sabem bem o que 2011 vai trazer.

 

Os únicos comércios que não se queixam são os dos comes e bebes, mas apenas os que oferecem preços em conta.

 

É um Natal de incertezas.

 

Saber esperar

Sábado de Páscoa é um dia de transição, na cultura que nos rodeia. De um lado, uma Sexta-feira em que a esperança é crucificada. Do outro, um Domingo que nos desperta uma nova luz, nos abre horizontes, nos faz acreditar na vida.

 

É preciso saber esperar. Ter coragem. Ultrapassar os momentos difíceis. Acreditar no futuro.

Anunciar o Ano Novo

 

Copyright V. Ângelo

 

À porta de casa, a minha tenda em Birao, capital da Vakaga, uma residência de luxo, com internet e tudo, a badalar o sino de um ano que será um tempo de grandes mudanças. Há que ter a coragem de enfrentar novos desafios, abrir outros horizontes,  começar uma vida diferente. Não é apenas renovação. 2010 é um ano novo.

 

Um bom Ano de 2010 para todos os que seguem o meu blog.

Hoje não há política

 

Copyright V. Ângelo

 

Em tempos de Páscoa, é bom esquecer a política. É que a política, tal como a praticamos nesta terra, precisa de pausas sanitárias, de vez em quando. Sobretudo quando o país está de dar em doido.

 

Pausa. Que viva o sonho das cores que alimentam a esperança.

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