Portugal é grande quando abre horizontes

23
Mar 14

 

 

 

 

 

Copyright V. Angelo

 

 

Domingo em Hong Kong. Poderia ser do outro lado do rio,em Macau. As milhares de empregadas domésticas, Filipinas, têm o dia livre. Mas como não têm habitação digna desse nome - vivem aos montes em pequenos quartos - a única solução é passar o dia acampadas nas ruas e nos parques, nos centros comerciais e nos corredores dos transportes públicos.

 

Estas imagens são do início do dia. Mais tarde, está tudo tão cheio que não dá para circular a pé.

 

Aqui e em Macau, e noutros sítios da Ásia, as Filipinas são empregadas domésticas, sem direito de residência permanente. Isso que dizer duas coisas, entre outras. Se perdem o emprego, têm que sair e voltar às Filipinas. Por outro lado, significa que não têm direito a segurança social. Se ficarem doentes ou tiverem um acidente, pagam tudo do seu bolso, se o tiverem. Caso contrário, ficam à espera que passe. Na rua, talvez...

publicado por victorangelo às 20:27

21
Fev 10

 

Ultimo dia de convalescença. Amanhã, volto às minhas peregrinações. Vou participar na reunião do Conselho de Administração de uma Fundação internacional. Vamos discutir o financiamento de projectos na confluência das áreas do desenvolvimento, da democracia e da segurança.

 

Na Ásia Central, em países que foram da União Soviética -- um mundo que parece distante, esquecido na história, mas que continua a deixar muitos resquícios naquela parte do mundo. São países em que a competição por recursos naturais, água e energia, em particular, torna a vizinhança um bocado complicada. Alguns deles fazem fronteira com o Afeganistão, o que os torna ainda mais estratégicos.

 

Vamos reflectir sobre o papel da comunidade internacional na resolução da crise de Mindanao, nas Filipinas. Neste caso, é um voltar a um velho problema, a que estive ligado dez anos atrás. Nessa altura, o movimento rebelde era o Moro National Liberation Front, agora é o Moro Islamic Liberation Front. Moro vem da palavra espanhola, os nossos Mouros de outrora.

 

Daremos uma volta pelos problemas do Quénia e da região do Delta, na Nigéria. E mais uma ou outra questão, ligada ao papel político que as ONG desempenham em caso de conflitos à volta de eleições. 

 

Haverá ainda tempo para discutir um projecto de mobilização de grandes capitães da indústria e da economia, hoje reformados, mas disponíveis para iniciativas informais de paz. Um projecto interessante, pelos nomes que agrega. É que quem muito recebeu muito deve dar.

publicado por victorangelo às 17:09

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