Portugal é grande quando abre horizontes

29
Out 14

Hoje, 19 aviões militares russos violaram o espaço aéreo de vários países da NATO. Duas dessas aeronaves estiveram no espaço português, sem autorização de voo e sem os meios de identificação ligados. Um risco para a aviação civil, além das questões de defesa. Acabaram por ser perseguidos por F16 da Força Aérea portuguesa e dar meia-volta, em direcção ao Atlântico Norte.

Não se entende quais são os objectivos que estas incursões e outras, verificadas nos tempos recentes, procuram atingir. Existem várias hipóteses de explicação. A verdade é que a tensão tem aumentado bastante e um incidente pode acontecer a qualquer momento.

Para já o governo português deveria convocar de imediato o embaixador russo às Necessidades e protestar contra a violação de hoje do nosso espaço aéreo, caso tal tenha acontecido. Essa iniciativa diplomática também deveria fazer parte da resposta.

Se os aviões russos viajavam apenas no espaço internacional, ao largo de Portugal, será, mesmo assim, de exprimir ao embaixador a nossa preocupação pelo risco que tal representa para a aviação civil, incluindo para os voos com origem ou destino em Portugal, bem como pelo facto das aeronaves russas estarem a navegar com os instrumentos de posicionamento desligados.

publicado por victorangelo às 19:57

03
Abr 14

Soube-se, ao fim do dia, que o governo decidiu que será a Força Aérea, não a GNR, que participará, do lado português, na missão da União Europeia na República Centro-Africana. Esta é, na verdade, uma decisão que cabe ao governo. E é importante que Portugal faça parte desta intervenção europeia. Mas dito isto, ficamos com a impressão que estamos, uma vez mais, perante um trapalhada política. Durante várias semanas, o governo assistiu, mudo e sereno, a toda uma campanha junto da opinião pública, que nos explicou com um certo pormenor que a GNR estava a preparar um pelotão de agentes especiais, que seria depois despachado para Bangui. O pormenor era tal que até nos diziam qual seria o tipo de funções que esses militares de polícia – estranha designação, mas assim é – iriam desempenhar.

 

Agora dizem-nos que afinal tudo isso havia sido feito sem que houvesse uma decisão política. Nesse caso, pergunto: quem tomou e com que autoridade, a decisão?

 

Há aqui uma história que não se entende. Que está a ser contada de modo incompleto. Sem mais esclarecimentos, sem que se entenda quem é responsável pela salsada, temos várias instituições a ficar muita mal nesta fotografia de cores mal definidas.

 

Ora, estas coisas não se compadecem com enredos.

publicado por victorangelo às 21:20

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