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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Do G20 ao problema central que é Vladimir Putin

https://www.dn.pt/opiniao/do-g20-ao-inverno-ucraniano-15361940.html

Deixo acima o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E cito umas linhas de seguida. 

"Qual poderá então ser a evolução provável do conflito? E que devem fazer os aliados da Ucrânia? Pergunto assim porque não subscrevo a teoria delirante desta ser uma guerra entre a Rússia e os EUA, utilizando a Ucrânia como pretexto. Esta é uma invasão decidida por Vladimir Putin. Tem como vítimas o povo, a cultura e as aspirações democráticas ucranianas. Apregoar que é um confronto entre a NATO e o povo russo é fazer o jogo de Putin e da sua clique corrupta de oligarcas e de criminosos de guerra."

O meu post de ontem estava mal informado

O meu post de ontem partiu de um pressuposto que os factos disponíveis hoje revelaram precipitado e incorrecto. Ou seja, o míssil que caiu numa aldeia fronteiriça polaca não fora disparado pelos russos. Foi um disparo ucraniano para defender Lviv dos 13 ou 14 mísseis que os russos enviaram durante o dia contra aquela grande cidade da parte ocidental da Ucrânia. Infelizmente, caiu em território polaco e fez duas vítimas mortais.

Podia ter apagado o post de ontem. Mas deixei ficar por essencialmente três razões. Primeiro, para mostrar que nestas situações complexas é sempre melhor esperar por informações mais completas antes de se tirar qualquer tipo de conclusão. Segundo, porque o texto descreve a táctica habitual do Kremlin. É bom ter isso sempre presente. Terceiro, porque mencionei, no meu comentário à Antena 1, a necessidade de se continuar a insistir, no tratamento desta crise criada por Vladimir Putin, numa diplomacia forte e coerente. Estes pontos continuam válidos, mesmo se a origem do míssil tenha sido diferente da que se pensava que era, ontem ao fim do dia.

 

Os truques habituais de Vladimir Putin

A criação de um evento paralelo, que desvie as atenções internacionais da humilhação ou da condenação que a Rússia está a viver nos grandes fóruns internacionais, é uma táctica habitual do Presidente Vladimir Putin. É um especialista no sequestro das agendas das grandes reuniões, fazendo-as desaparecer do mapa mediático, para que não se note o isolamento russo.

Hoje foi o bombardeamento de uma aldeia fronteiriça polaca com mísseis russos. A partir de então todos se esqueceram de Bali e do G20, das críticas à política criminosa de Putin e aos apelos ao fim da guerra. O espaço noticioso e os comentários foram preenchidos pela violação armada da fronteira polaca.

O modelo seguido por Putin implica igualmente a negação de qualquer responsabilidade russa. Mal os mísseis haviam caído na terra polaca que já estava o governo russo a negar qualquer tipo de envolvimento e, como estás nos manuais de procedimentos do Kremlin, a dizer que tudo isto era uma provocação contra a Rússia.

Numa pequena entrevista que dei à Antena 1, aconselhei que a resposta a este acto de agressão fosse firme, ou seja, diplomaticamente forte, mas prudente. Porquê? Simplesmente por se tratar de um desenvolvimento gravíssimo no nosso relacionamento com Putin. Deve ser respondido de modo coerente. E sublinhar que não podemos continuar a viver com um  vizinho que não respeita as regras da boa vizinhança.

Notas de hoje

Kherson:

 

  • um momento de viragem na trajectória do conflito?
  • Contactos entre as partes: antes e depois de Kherson?
  • Vladimir Putin: não aparece na reunião entre Sergei Shoigu e Gen. Sergei Surovikin na quarta-feira, 9 de nov, onde a decisão sobre a retirada de Kherson é tomada publicamente

G20

  • Putin ausente: existe um isolamento diplomático em relação à Rússia?
  • O encontro entre Joe Biden e Xi Jinping: o que estará na agenda?

As eleições intercalares (midterm) nos EUA:

  • As previsões das sondagens e os resultados
  • Joe Biden e o seu futuro político
  • Donald Trump e as eleições presidenciais dentro de 2 anos
  • Ron DeSantis e o Partido republicano

 

 

ERDOGAN

PIB de USD12 600 em 2013 a USD 7 500 em 2022

Inflação 83% pelo menos

A questão curda PKK 20% da população turca (total 82 milhões)
os curdos da Síria que estão na Suécia

A Grécia

Atentado também em 2016

Sobre o clima e a globalização

https://www.dn.pt/opiniao/da-cop27-a-cimeira-do-g20-15337860.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

"No caso português, foi aprovada a Lei de Bases do Clima (Lei nº 98/2021, de 31 de dezembro), mas falta lançar um debate nacional sobre o problema. Ora, em virtude da sua localização geográfica, todo virado para o Atlântico e a dois passos do Sahel, Portugal é um dos países europeus mais vulneráveis em matéria de alterações climáticas. Está sujeito a longos períodos de seca, à contínua desertificação de partes do território nacional, incluindo às poeiras vindas do Norte de África, à erosão e a tempestades marítimas, à ocorrência de incêndios de grande envergadura, bem como a um caótico, primitivo e ganancioso desordenamento do território. No seu conjunto, este é um tema que por sistema não aparece nas discussões que têm lugar na nossa praça pública. Por que será?"

A China e os EUA

Antony Blinken e o seu homólogo chinês, Wang Yi, estiveram reunidos em Bali, no seguimento do encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, durante cinco horas. Ambas as partes consideraram a reunião como positiva e encorajadora. E as primeiras informações disponíveis, após a reunião, são na verdade bastante construtivas. A China quer, ao fim e ao cabo, manter um relacionamento mutuamente benéfico. E os EUA não estão em condições de abrir uma nova frente de conflito, depois de verificarem que a Rússia está disposta a apostar na confrontação armada.

G20 e o futuro: garantir uma maior representação da cena internacional

https://www.dn.pt/opiniao/o-g20-como-um-modelo-para-o-conselho-de-seguranca-de-amanha-15000602.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

Cito, de seguida, um pequeno parágrafo desse texto. 

"Na verdade, o meu propósito é o de sublinhar o potencial que existe ao nível do G20. Esta é a única organização, para além do sistema das Nações Unidas, que consegue reunir os poderosos do Norte e do Sul. Deve, por isso, ser vista como uma boa aposta em termos de colaboração política e económica internacional. E hoje é fundamental que se volte a falar de cooperação e complementaridade, face aos desafios que todos enfrentamos. Os líderes devem sair dos discursos meramente antagonistas."

De Bucha ao colapso do multilateralismo

As atrocidades cometidas em Bucha, a noroeste de Kyiv, chocaram meio mundo. Digo assim, pois esses crimes não apareceram ainda na imprensa chinesa. Mas o mundo que ficou chocado não esquecerá Bucha e muitas outras localidades até agora ainda ocupadas pelas tropas russas. Os factos deverão ser estabelecidos com o rigor possível e as consequências penais desses crimes de guerra terão que ocorrer.

Na UE, e também nos EUA, estas atrocidades provocaram uma nova onda de reacções contra Vladimir Putin e os seus. O fosso entre as partes é cada vez mais profundo. Entramos, em grande medida, numa confrontação que começa a ser vital para ambos os lados. Um conflito desse tipo é bastante perigoso. Quando se entra numa fase dessas, cada lado quer levar o outro à derrota. E essa rota está, neste momento, a ser percorrida de uma forma acelerada. A mediação entre a Rússia e o Ocidente parece estar a tornar-se impossível. Temos aí um risco grande e prolongado.

Um risco que se alastra. O primeiro-ministro do Paquistão, que ia ser derrubado por uma moção de censura do seu parlamento, dissolveu o mesmo, com o pretexto de que se tratava de uma conspiração americana. O vizinho do lado, a Índia, joga a carta da neutralidade, mas mantém uma relação sólida com a Rússia. E mais acima, a China, continua a apostar em tudo o que possa conduzir a uma fractura entre a UE e os EUA. Em África, a África do Sul e outros estão a voltar aos tempos do não-alinhamento, que neste caso, significa não criticar a Rússia.

Entretanto, a Indonésia prepara a cimeira deste ano do G20, que deverá ter lugar em outubro, ou pouco depois. Mas, haverá cimeira? Se a Rússia estiver presente, vários outros Estados não irão comparecer. A confrontação a que assistimos irá provocar o colapso de certas instituições multilaterais.

Afeganistão: e agora?

https://www.dn.pt/opiniao/nao-podemos-varrer-o-afeganistao-para-debaixo-do-tapete-14196999.html

Este é o link para o meu texto desta semana, hoje publicado no Diário de Notícias. 

Trata-se de reflexão prospectiva sobre o futuro a curto prazo do regime talibã. Abordo a urgência humanitária, a situação económica e a questão do reconhecimento diplomático do novo regime. 

"O reconhecimento do novo regime, incluindo a sua representação na ONU, vai depender da posição que cada membro do G20 vier a adoptar. Acontecimentos recentes mostram uma tendência para o estabelecimento de contactos pontuais, enquanto ao nível político se continuará a falar de valores, de direitos humanos, da inclusão nacional ou do combate ao terrorismo. E a mostrar muita desconfiança para com a governação talibã. Com o passar do tempo, se não surgir uma crise migratória extrema ou um atentado terrorista que afecte o mundo ocidental, o novo regime afegão, reconhecido ou não, poderá ser apenas mais um a engrossar a lista dos estados repressivos, falhados e esquecidos."
Este parágrafo fecha o meu texto. 

Esta seria uma tarefa para o G20

https://www.dn.pt/opiniao/uma-vacina-contra-as-rivalidades-geopoliticas-13366109.html

O link acima abre o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

A mensagem fundamental é que o combate à pandemia deve ser global, incluir todos os que tenham meios para nele participar. Os países do G7, ao tentarem excluir a China e a Rússia de um processo coordenado de vacinação nos países mais pobres, estão a cometer um grande erro. Um erro que tem duas frentes: torna mais lenta e menos eficaz a imunização de todos; e não aproveita uma oportunidade de estabelecer uma plataforma de cooperação com essas duas potências. 

No final, perdem os povos que precisam e perderão os ocidentais,em termos de presença no mundo. A China, em particular, não vai esperar por nós. Irá fazer, sozinha, a sua diplomacia com base em campanhas de vacinação em África e noutras partes do globo. 

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