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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A China e os EUA

Antony Blinken e o seu homólogo chinês, Wang Yi, estiveram reunidos em Bali, no seguimento do encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, durante cinco horas. Ambas as partes consideraram a reunião como positiva e encorajadora. E as primeiras informações disponíveis, após a reunião, são na verdade bastante construtivas. A China quer, ao fim e ao cabo, manter um relacionamento mutuamente benéfico. E os EUA não estão em condições de abrir uma nova frente de conflito, depois de verificarem que a Rússia está disposta a apostar na confrontação armada.

G20 e o futuro: garantir uma maior representação da cena internacional

https://www.dn.pt/opiniao/o-g20-como-um-modelo-para-o-conselho-de-seguranca-de-amanha-15000602.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

Cito, de seguida, um pequeno parágrafo desse texto. 

"Na verdade, o meu propósito é o de sublinhar o potencial que existe ao nível do G20. Esta é a única organização, para além do sistema das Nações Unidas, que consegue reunir os poderosos do Norte e do Sul. Deve, por isso, ser vista como uma boa aposta em termos de colaboração política e económica internacional. E hoje é fundamental que se volte a falar de cooperação e complementaridade, face aos desafios que todos enfrentamos. Os líderes devem sair dos discursos meramente antagonistas."

De Bucha ao colapso do multilateralismo

As atrocidades cometidas em Bucha, a noroeste de Kyiv, chocaram meio mundo. Digo assim, pois esses crimes não apareceram ainda na imprensa chinesa. Mas o mundo que ficou chocado não esquecerá Bucha e muitas outras localidades até agora ainda ocupadas pelas tropas russas. Os factos deverão ser estabelecidos com o rigor possível e as consequências penais desses crimes de guerra terão que ocorrer.

Na UE, e também nos EUA, estas atrocidades provocaram uma nova onda de reacções contra Vladimir Putin e os seus. O fosso entre as partes é cada vez mais profundo. Entramos, em grande medida, numa confrontação que começa a ser vital para ambos os lados. Um conflito desse tipo é bastante perigoso. Quando se entra numa fase dessas, cada lado quer levar o outro à derrota. E essa rota está, neste momento, a ser percorrida de uma forma acelerada. A mediação entre a Rússia e o Ocidente parece estar a tornar-se impossível. Temos aí um risco grande e prolongado.

Um risco que se alastra. O primeiro-ministro do Paquistão, que ia ser derrubado por uma moção de censura do seu parlamento, dissolveu o mesmo, com o pretexto de que se tratava de uma conspiração americana. O vizinho do lado, a Índia, joga a carta da neutralidade, mas mantém uma relação sólida com a Rússia. E mais acima, a China, continua a apostar em tudo o que possa conduzir a uma fractura entre a UE e os EUA. Em África, a África do Sul e outros estão a voltar aos tempos do não-alinhamento, que neste caso, significa não criticar a Rússia.

Entretanto, a Indonésia prepara a cimeira deste ano do G20, que deverá ter lugar em outubro, ou pouco depois. Mas, haverá cimeira? Se a Rússia estiver presente, vários outros Estados não irão comparecer. A confrontação a que assistimos irá provocar o colapso de certas instituições multilaterais.

Afeganistão: e agora?

https://www.dn.pt/opiniao/nao-podemos-varrer-o-afeganistao-para-debaixo-do-tapete-14196999.html

Este é o link para o meu texto desta semana, hoje publicado no Diário de Notícias. 

Trata-se de reflexão prospectiva sobre o futuro a curto prazo do regime talibã. Abordo a urgência humanitária, a situação económica e a questão do reconhecimento diplomático do novo regime. 

"O reconhecimento do novo regime, incluindo a sua representação na ONU, vai depender da posição que cada membro do G20 vier a adoptar. Acontecimentos recentes mostram uma tendência para o estabelecimento de contactos pontuais, enquanto ao nível político se continuará a falar de valores, de direitos humanos, da inclusão nacional ou do combate ao terrorismo. E a mostrar muita desconfiança para com a governação talibã. Com o passar do tempo, se não surgir uma crise migratória extrema ou um atentado terrorista que afecte o mundo ocidental, o novo regime afegão, reconhecido ou não, poderá ser apenas mais um a engrossar a lista dos estados repressivos, falhados e esquecidos."
Este parágrafo fecha o meu texto. 

Esta seria uma tarefa para o G20

https://www.dn.pt/opiniao/uma-vacina-contra-as-rivalidades-geopoliticas-13366109.html

O link acima abre o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

A mensagem fundamental é que o combate à pandemia deve ser global, incluir todos os que tenham meios para nele participar. Os países do G7, ao tentarem excluir a China e a Rússia de um processo coordenado de vacinação nos países mais pobres, estão a cometer um grande erro. Um erro que tem duas frentes: torna mais lenta e menos eficaz a imunização de todos; e não aproveita uma oportunidade de estabelecer uma plataforma de cooperação com essas duas potências. 

No final, perdem os povos que precisam e perderão os ocidentais,em termos de presença no mundo. A China, em particular, não vai esperar por nós. Irá fazer, sozinha, a sua diplomacia com base em campanhas de vacinação em África e noutras partes do globo. 

Umas notas sobre o G20 de Osaka

A minha apreciação da cimeira do G20, que acaba de ter lugar em Osaka, é positiva. Mesmo tendo presente que os Estados Unidos não aprovaram a parte do comunicado final que se referia às alterações climáticas. Em nota de pé de página, disseram, e isso já não é nada mau, que têm em conta, na sociedade americana, as questões do carbono e da poluição, acrescentando ainda que o país se preocupa com a qualidade do ambiente nas suas cidades. A verdade é que os municípios têm uma grande autonomia, nessa e noutras matérias.

É bom que os líderes se encontrem. O contacto pessoal facilita o diálogo. E o diálogo é a única via para a resolução pacífica dos conflitos de interesse.

Também é verdade que estamos numa situação internacional muito tensa e perigosa. Pelo que sei, os principais líderes reconheceram a complexidade da situação. Deram um grande enfoque às questões do comércio e da economia. Esses temas são como um paravento. Sabem que há outros por detrás, de ordem estratégica e securitária, que têm igualmente que ser tratados. Com urgência, acrescentaria.

Os encontros desta natureza permitem igualmente uma série de discussões bilaterais bem como várias conversas informais. Essas são duas das grandes vantagens das cimeiras. Osaka foi fértil nessa área. Veremos se o clima internacional reflecte, nos próximos tempos, algum desanuviamento.

As Nações Unidas estiveram representadas pelo Secretário-Geral, como já é costume. Mas os líderes não dão espaço à organização. Essa é uma preocupação que tem que ser posta em cima da mesa da opinião pública internacional.

Macau e a Europa

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8957

Acima vos deixo o link para os meus comentários desta semana na Rádio Macau sobre a UE.

Abordo o acordo comercial assinado com o Japão, as fricções entre J-C Juncker e o Parlamento Europeu, a presidência da Estónia neste segundo semestre de 2017 e os resultados do G20.

Conselhos vindos do outro lado do mar

De manhã fui ao Luxemburgo, como era Sábado, o trajecto de carro a partir de Bruxelas demorou duas horas e um quarto, ou seja, meia hora menos que durante os dias da semana chamados “úteis”, voltei à tarde, depois de ter assistido à reunião anual da associação europeia dos funcionários internacionais.

 

A assembleia atraiu muita gente, o que me parece indicativo da atenção que os associados estão a dar a uma realidade europeia que é instável e imprevisível. A crise económica e a falta de resposta adequada por parte dos dirigentes políticos deixam muita gente perplexa e insegura. A impressão que existe é que a procissão só agora saiu do adro. Ainda terá que dar a volta por muitas capelinhas, por essa Europa fora.

 

Durante a discussão, houve uma confissão curiosa, feita por alguém que tem estado dentro das negociações preparatórias do próximo G20, que terá lugar em São Petersburgo, na Rússia, em inícios de Setembro. Como quem não quer a coisa, deixou entender que a Administração Obama está a fazer uma pressão enorme sobre os europeus, para que haja um alinhamento total com a posição americana em certas matérias que contam na agenda internacional do momento. Só espero que essa pressão seja também no sentido do reforço da coesão europeia. Talvez…

Tranquilidades

A reunião do G20, que hoje começou na costa pacífica do México, promete ser um fiasco. A crise europeia invadiu os corredores e as salas da cimeira. Os líderes do resto do mundo pedem aos europeus que se entendam e estes respondem que não têm lições a receber de ninguém. 

 

Entretanto, os resultados das eleições gregas não parecem ter acalmado os mercados. O Citigroup considerou, esta manhã, que a probabilidade de saída da Grécia da zona euro, nos próximos 12 a 18 meses, continua ser a mesma: entre 50 e 75 por cento. O euro - a moeda, não o futebol - está esta noite em queda. A Espanha vai ao mercado de capitais amanhã e na quinta-feira, à procura de três a cinco mil milhões de euros, a prazos de 12 e 18 meses, mas terá, muito provavelmente, que pagar juros incomportáveis. A Itália está a ir pela mesma via, embora a um ritmo menos acelerado. E em Portugal, segundo me dizem, o Estado está com problemas de liquidez. 

 

O único que parece estar optimista é Van Rompuy. Disse hoje, no México, certamente inspirado pelos ventos do Pacífico, que "... o projecto do euro sabe qual é o seu destino e nós sabemos como chegar lá". Ficamos todos mais tranquilos. 

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