Portugal é grande quando abre horizontes

18
Jul 19

Observamos o que se passa à nossa volta. E sabemos ler os indicadores e as tendências. Ficamos alarmados. Os desafios que estão à nossa frente são enormes e complexos, essa é a conclusão que podemos tirar. Depois, procuramos determinar quem domina a formatação da opinião pública e constatamos que não falam destas coisas. Nem na imprensa nem nas televisões. Nem sabemos se têm consciência das transformações em curso e do seu impacto, agora e no futuro.

Perante esta constação, que responsabilidade devemos assumir?

 

publicado por victorangelo às 21:44

27
Mai 16

Dizem-me que a comunicação social portuguesa destinada ao cidadão comum não tem prestado grande atenção à enorme e caótica agitação social que se vive actualmente em França. Assim, poucos terão uma ideia, mesmo aproximada que seja, das razões que estão na base das muitas greves, bloqueios, manifestações de rua, e alguma violência, que têm ocorrido nos dias que passam.

A título de exemplo, refira-se que mais de 20% das estações de serviço estão secas, sem combustível, e as que o têm só permitem um abastecimento reduzido. Por outro lado, o fornecimento do carburante destinado aos aviões vai começar a ser racionado este fim-de-semana e as centrais eléctricas só trabalham parcialmente. Nos próximos dias deverá ter lugar uma paralisação dos transportes aéreos, de 3 a 5 de Junho, e assim por diante. Tudo isto acontece nas antevésperas do Euro de futebol, que começa dentro de duas semanas.

A causa imediata destas vagas de manifestações tem que ver com uma nova lei do trabalho, que ainda está na fase de aprovação, mas que deverá ser imposta com base num artigo da Constituição que permite a aprovação de leis, em condições excepcionais, por decisão expressa do governo. Se fosse votada na Assembleia Nacional em condições normais, a lei não passaria. A nova legislação introduz, ao nível das empresas, uma grande flexibilidade negocial, que colocará muitos contractos de trabalho fora das regras colectivas que possam ter sido negociadas pelos sindicatos ao nível do sector de actividade económica. Em grande medida, o conselho de trabalhadores de empresa passará a ter poderes que acabarão por enfraquecer as organizações sindicais.

Existem, no entanto, causas mais profundas. De ordem política, de natureza sindical, com a Confederação Geral dos Trabalhadores a perder influência à medida que o tempo passa, bem como causas económicas e sociais. A reflexão sobre essas causas que vão além do imediato parece-me fundamental. Tem que ser feita. Para mais, ajudar-nos-á a entender melhor o que nos espera, também a nós, numa Europa cada vez mais integrada na competição global.

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:07

28
Jul 12

A abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Londres foi um espectáculo invulgar, com momentos geniais, particularmente em termos da encenação. Feito para deslumbrar o mundo e voltar a sublinhar que Londres tem aspirações universais - quer aparecer como uma cidade capital global -, foi um verdadeiro sucesso. Apenas a rainha destoou um pouco, pois parecia exausta e pouco animada perante uma festa de proporçõesúnicas e de importância vital para o seu país. É, de facto, a altura de ver Elizabeth II passar o facho...simbólico... que detém há 60 anos. De qualquer modo, um reino tão longo já merece uma medalha de ouro...

 

Perante o investimento feito pela Grã-Bretanha, fica-se com a impressão que organizar os jogos vai custar cada vez mais caro. Compreende-se. É a corrida pelo prestígio. É uma manifestação de poder e o poder não fica barato.

publicado por victorangelo às 10:43

07
Abr 10

 

Ontem, o jornal i escreveu aquele artigo sobre os portugueses que têm algum peso na cena internacional. Quer na política quer ainda na economia. A verdade é que os media do nosso país não sabem como funciona a governação internacional. Como se estabelecem as relações de poder, que instituições contam e de que maneira operam. Mais grave ainda, as nossas universidades não possuem este tipo de conhecimentos. São meramente livrescas no que ensinam, sem mais. Falam de cor e salteado. Assim continuará a ser muito difícil preparar líderes com capacidade de voar no espaço do universo. O próprio MNE nunca deu qualquer tipo de atenção ao acompanhamento das carreiras dos portugueses que trabalham em organismos da ONU, ou noutros quadros institucionais globais.

 

Cogitava em tudo isto enquanto me ocupava de coisas tão lusas como transferir o meu registo de eleitor do estrangeiro para Portugal, bem como da obtenção de um atestado de residência, que me é exigido pelo patrão que me empregou durante várias décadas. Mas ultrapassei rapidamente esta fase, que se situa ao nível da junta de freguesia, ao ter um encontro com o Conselho da Europa sobre as relações Norte-Sul, seguido de uma discussão com o instituto norueguês que se ocupa das relações internacionais - NUPI, uma instituição que preparou, ao longo dos anos, vários dirigentes noruegueses para uma vida de prestígio público além fronteiras. NUPI está a tentar influenciar a reforma das operações de manutenção de paz. Ou seja, pensa global. A partir de uma capital longínqua, que se chama Oslo...

 

Acabei o dia a discutir refugiados, eleições no Sudão, foi por meio de uma conferência telefónica com Genebra.

 

Digo tudo isto, sem ir ao pormenor, para que se entenda um pouco melhor o que é estar conectado com o mundo. O que não nos impede de estarmos igualmente ligados às coisas que nos estão próximas.

 

 

publicado por victorangelo às 19:56

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