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Crescemos quando abrimos horizontes

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O Natal e a política

Hoje, ao meio da tarde, precisei de ir a um centro comercial de Lisboa. Estava a abarrotar. O parque de estacionamento, que é enorme, tinha apenas alguns lugares vazios. Em todos os cantos do centro comercial se fazia fila para comprar algo, uma pequena prenda ou coisa parecida. Na parte alimentar, as filas eram ainda maiores. Claramente, a única preocupação das pessoas era a preparação da festa de Natal. Tudo o resto, nestes dias, fica de lado.

Assim se compreende a importância que os governantes dão ao Natal, embora se saiba que a covid está em progressão rápida. Introduzir restrições antes de 25 de Dezembro teria um custo político. Mais ainda, com eleições à porta.

O SEF está entupido

Uma pessoa conhecida, cidadã americana, comprou uma propriedade no Algarve, gastou mais de um par de milhões e pediu uma Autorização de Residência para Investimento (ARI). Anda há meses a tentar fazer uma marcação de atendimento no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Não consegue, os serviços online do SEF dizem não haver vagas para atendimentos ARI. Entretanto, a interessada começa a ficar convencida que essa história do ARI é uma armadilha do Estado português, destinada a captar investimentos e a fazer cair os investidores na ratoeira de uma burocracia que não funciona. E agora, com o desmembramento do SEF à porta, a cidadã americana está a entrar na fase da desilusão.

Entretanto, pensei recomendar-lhe que escreva ao Cabrita. O homem já não é ministro da coisa, mas talvez seja capaz de meter uma cunha. 

 

Sol e sombra na política portuguesa

Uma nota positiva e outra negativa.

A positiva vai para o empenho que o primeiro-ministro António Costa mostrou na condução dos assuntos europeus, ao longo do semestre que ontem terminou. A presidência portuguesa do Conselho Europeu mostrou iniciativa, trabalho e resultados. Foi um período difícil, com picos de pandemia e um acentuar das tendências ultranacionalistas de alguns estados-membros. Mas António Costa, Augusto Santos Silva e o embaixador em Bruxelas junto da União Europeia, Nuno Brito, fizeram um bom trabalho.

A nota negativa é sobre o que se passa à volta do ministro Eduardo Cabrita. Costa sabe perfeitamente que essa personalidade é um desastre e que está a roubar credibilidade ao governo, em especial ao próprio primeiro-ministro. Cabrita devia ter assumido as responsabilidades do acidente na A6, ou seja, pedir que fosse feito um inquérito independente ao acontecido. Não o fez e ainda andou a meter os pés pelas mãos. A reacção do primeiro-ministro deveria ter sido aconselhar Cabrita a sair do governo pelo seu pé. O facto de não o ter feito, mostra um primeiro-ministro que pensa estar de pedra e cal no poder e que, por isso, não precisa de ter em conta o sentimento popular e as regras básicas de uma governação responsável. É uma atitude negativa.

Os nossos queridos políticos

Eles andam convencidos que são mais espertos que o cidadão comum. Percorrem as autoestradas a alta velocidade, confundem a bola do futebol com a esfera armilar e o patriotismo, dizem coisas sem jeito e desculpas que não convencem ninguém, fazem chacota em vez de assumir as responsabilidades. Estão desconectados e incapazes de entender o julgamento popular. Mas continuam no poder. Estamos longe da inteligência artificial e próximos da estupidez e da boçalidade ferrenha.

Os senhores do poder

Não pode haver uma lei para o povo e outra para os governantes. Não pode, mas cada vez mais se tem a impressão que de facto há. E isso acontece quando a oposição é fraca e desfocada. Como estamos a ver, cada vez mais frequentemente, os que estão no poder aproveitam-se dessa fraqueza. Fazem o que querem, dizem o que lhes passa pela cabeça e desculpam-se despejando as culpas nos mais fracos.

Tudo isto mostra uma classe política pouco recomendável, por uma razão ou por outra – abuso do poder ou falta de unhas para tocar a guitarra da mudança

Portugal nos títulos das notícias

Portugal voltou a aparecer nos radares europeus da pandemia. Vários amigos, residentes em diferentes países, têm estado em contacto comigo, para saber se estou bem e mostrar a sua preocupação perante as notícias vindas daqui. O cerco sanitário de Lisboa, aos fins-de-semana, tem sido notícia em muito sítio. Não sei se servirá para conter a onda actual. Mas tem servido para que se fale de Portugal. É uma notícia negativa. Terá certamente impacto no volume de turistas que nos visitarão estas férias. Será azar nosso ou má gestão?

A discussão bravia que por aí vai

A classe política e os comentadores do costume andam muito ocupados a discutir uma nomeação partidária – do partido do governo, é óbvio – para uma comissão importante. Mas, perante os problemas que o país enfrenta e as reformas estruturais que deveriam ser discutidas e feitas, isto é uma ninharia. O pessoal agarra-se a ninharias com unhas e dentes. Confunde, assim, o acessório com o que é essencial. E quem está no poder, goza.

 

Não convém ser-se ingénuo

Dizem-nos pessoas bem-intencionadas que é preciso “reformar a justiça, de modo a ser mais célere e transparente”. Respondo que os políticos não reformam a justiça porque não querem. Dá-lhes jeito ter uma justiça que não funcione, quando se trata dos grandes e poderosos. Pensar que o que se passa no sector da justiça tem de ver com incompetência, é pura ingenuidade.

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