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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Aprender com Isabel II e outros grandes líderes

Quando penso em Isabel II ou noutras grandes personalidades – algumas fizeram parte da minha vida profissional, mas não vou mencionar nomes – a grande questão é sempre tentar perceber o que aprendi com elas. Líderes assim devem ser sempre pensados, acima de tudo, pela positiva, pelas lições que deles podemos tirar, directa ou indirectamente, pela inspiração de vida que nos dão. Cinismo e humor malevolente não fazem parte da minha maneira de encarar essas vidas excepcionais. Isso não que dizer que não lhe reconheçamos falhas e erros, mas, num balanço final, o positivo pesa mais do que o negativo. A não ser que estejamos a falar de ditadores, de líderes corruptos, de criminosos de guerra, claro. Nesses casos, o negativo é a marca que fica.

No caso de Isabel II, o sentido do dever, a dedicação à sua função institucional e o respeito pelas pessoas, pelas regras que permitem consolidar a estabilidade nacional, são aspectos que não posso deixar de sublinhar. Compreendeu qual era o seu papel dentro de um sistema aceite pela maioria e procurou responder ao que era esperado. Com muita serenidade, com elegância e um sorriso permanente e com uma expressão de quem se sente bem no papel que o destino lhe deu.

Faz pensar, não é verdade?

Boris e o nosso Presidente

No seu discurso de renúncia, Boris Johnson falou do ”efeito de rebanho”, que terá levado dezenas e dezenas dos seus colegas de governo a sair e a pedir a demissão do Primeiro-ministro. Ou seja, mesmo na altura da queda pelo precipício abaixo, o homem não teve a humildade que se impunha. Para Boris, o génio, a culpa é dos seres normais, que não têm inteligência suficiente para apreciar as imensas qualidades que Deus lhe atribuiu, certamente à nascença.

Entretanto, o nosso Presidente da República disse que “é muito difícil governar”, nos tempos que correm. Incluindo, claro, no caso português. E para se fazer entender, mencionou a guerra na Ucrânia e todas as consequências que daí resultam.

Não estou de acordo. As populações compreendem as razões da guerra e o impacto que ela tem. Não andam nas ruas, a pedir mais e melhor. Têm mostrado um grande espírito de solidariedade. E isso não gera dificuldades aos governos.

O problema está nos governos que dão uma no cravo e outra na ferradura. Que não conseguem manter a coesão entre os seus e traçar uma linha de actuação que o povo entenda e veja como sendo a mais apropriada. O problema está nos governos apaga-fogos, que andam sempre uma curva atrasada em relação aos desafios, que não sabem prever e precaver. E também reside na prática do governar sem ouvir os outros, como se o país fosse apenas do partido que está no governo.

O Presidente da República deve servir de consciência moral e patriótica da nação, dar um sentido à nossa vida colectiva.  Não foi eleito para arranjar desculpas. Foi, sim, para unir os cidadãos e propor uma sociedade melhor.

É difícil de entender isso?

Um Primeiro-ministro que serve apenas para proteger os seus

No seguimento da trapalhada de ontem sobre o futuro do aeroporto de Lisboa, trapalhada da responsabilidade do Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, o Primeiro-ministro anulou a decisão tomada pelo ministro. Mas não o demitiu, nem lhe pediu que apresentasse o seu pedido de demissão. Esse teria sido o desfecho normal, num país normal e com um chefe de governo a sério. O caos político causado pelo ministro pôs em causa a autoridade do governo, o respeito devido ao Presidente da República e ignorou o dever de consultar a oposição. Que mais seria preciso para António Costa se afirmar como um Primeiro-ministro responsável e correr com o Santos da casa, que não faz milagres?

Um governo ausente

Estou a ficar com a impressão que o governo já entrou na pausa do verão. Nada se resolve, não há resposta para questões fundamentais, da saúde aos aeroportos, da segurança interna ao arranque do Plano de Reabilitação e Resiliência, das dificuldades de funcionamento das Forças Armadas à falta de controlo das despesas irresponsáveis e corruptas de certas autarquias. Ou então, o governo quer imitar a oposição e mostrar que consegue ser tão falho de ideias quanto eles são.

O Natal e a política

Hoje, ao meio da tarde, precisei de ir a um centro comercial de Lisboa. Estava a abarrotar. O parque de estacionamento, que é enorme, tinha apenas alguns lugares vazios. Em todos os cantos do centro comercial se fazia fila para comprar algo, uma pequena prenda ou coisa parecida. Na parte alimentar, as filas eram ainda maiores. Claramente, a única preocupação das pessoas era a preparação da festa de Natal. Tudo o resto, nestes dias, fica de lado.

Assim se compreende a importância que os governantes dão ao Natal, embora se saiba que a covid está em progressão rápida. Introduzir restrições antes de 25 de Dezembro teria um custo político. Mais ainda, com eleições à porta.

O SEF está entupido

Uma pessoa conhecida, cidadã americana, comprou uma propriedade no Algarve, gastou mais de um par de milhões e pediu uma Autorização de Residência para Investimento (ARI). Anda há meses a tentar fazer uma marcação de atendimento no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Não consegue, os serviços online do SEF dizem não haver vagas para atendimentos ARI. Entretanto, a interessada começa a ficar convencida que essa história do ARI é uma armadilha do Estado português, destinada a captar investimentos e a fazer cair os investidores na ratoeira de uma burocracia que não funciona. E agora, com o desmembramento do SEF à porta, a cidadã americana está a entrar na fase da desilusão.

Entretanto, pensei recomendar-lhe que escreva ao Cabrita. O homem já não é ministro da coisa, mas talvez seja capaz de meter uma cunha. 

 

Sol e sombra na política portuguesa

Uma nota positiva e outra negativa.

A positiva vai para o empenho que o primeiro-ministro António Costa mostrou na condução dos assuntos europeus, ao longo do semestre que ontem terminou. A presidência portuguesa do Conselho Europeu mostrou iniciativa, trabalho e resultados. Foi um período difícil, com picos de pandemia e um acentuar das tendências ultranacionalistas de alguns estados-membros. Mas António Costa, Augusto Santos Silva e o embaixador em Bruxelas junto da União Europeia, Nuno Brito, fizeram um bom trabalho.

A nota negativa é sobre o que se passa à volta do ministro Eduardo Cabrita. Costa sabe perfeitamente que essa personalidade é um desastre e que está a roubar credibilidade ao governo, em especial ao próprio primeiro-ministro. Cabrita devia ter assumido as responsabilidades do acidente na A6, ou seja, pedir que fosse feito um inquérito independente ao acontecido. Não o fez e ainda andou a meter os pés pelas mãos. A reacção do primeiro-ministro deveria ter sido aconselhar Cabrita a sair do governo pelo seu pé. O facto de não o ter feito, mostra um primeiro-ministro que pensa estar de pedra e cal no poder e que, por isso, não precisa de ter em conta o sentimento popular e as regras básicas de uma governação responsável. É uma atitude negativa.

Os nossos queridos políticos

Eles andam convencidos que são mais espertos que o cidadão comum. Percorrem as autoestradas a alta velocidade, confundem a bola do futebol com a esfera armilar e o patriotismo, dizem coisas sem jeito e desculpas que não convencem ninguém, fazem chacota em vez de assumir as responsabilidades. Estão desconectados e incapazes de entender o julgamento popular. Mas continuam no poder. Estamos longe da inteligência artificial e próximos da estupidez e da boçalidade ferrenha.

Os senhores do poder

Não pode haver uma lei para o povo e outra para os governantes. Não pode, mas cada vez mais se tem a impressão que de facto há. E isso acontece quando a oposição é fraca e desfocada. Como estamos a ver, cada vez mais frequentemente, os que estão no poder aproveitam-se dessa fraqueza. Fazem o que querem, dizem o que lhes passa pela cabeça e desculpam-se despejando as culpas nos mais fracos.

Tudo isto mostra uma classe política pouco recomendável, por uma razão ou por outra – abuso do poder ou falta de unhas para tocar a guitarra da mudança

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