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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Um dia de sol, sem conspirações

Hoje vi muita gente a apanhar sol, um pouco por toda a parte em Lisboa. Parecia que tínhamos voltado à normalidade que nos era habitual. Mas era uma situação estranha. As esplanadas, os cafés e restaurantes estavam fechados, e isso faz parte da normalidade num dia de sol. Amanhã entramos num outro ciclo. Espero que o façamos com toda a prudência necessária, que a pandemia ainda não está controlada. É importante que a comunicação social os líderes e quem conta falem de prudência e de comportamentos que respeitem a saúde de cada um e a da comunidade.

Entretanto, falaram-me há pouco de teorias conspiratórias e de outras loucuras em que alguns ainda acreditam. A nossa responsabilidade é a de não propalar essas teorias. Temos o dever de denunciar abertamente quem o faz. Uma situação de crise é terreno fértil para fantasias. Muitas dessas fantasias são construções elaboradas por quem tem como missão confundir as pessoas e influenciar a opinião pública num determinado sentido. Há que estar atento.

Este é o momento de pensar de modo construtivo. Isso não que dizer ignorar os problemas. Quer dizer que é preciso perceber bem quais são esses problemas e dar-lhes a resposta adequada.

O renascimento do Diário de Notícias

O Diário de Notícias voltou às bancas hoje, no dia em que perfaz 156 anos de existência. A partir de agora, volta a estar presente nas nossas vidas, com o seu cheiro a tinta fresca e com uma qualidade que fazem desse diário uma referência.

É uma boa notícia. A sua publicação quotidiana exigirá um grande esforço por parte de todos os que nele labutam ou com ele colaboram. Sei que estão prontos para o desafio.

Entretanto, a edição comemorativa de hoje era vendida com acompanhamento: trazia como oferta, para que se pudesse celebrar o aniversário com estilo, uma pequena garrafa de espumante. Lá foi, à saúde de todos e ao bom sucesso do projecto DN.

A responsabilidade cívica

As medidas de contingência anunciadas ontem pelo governo têm como fundamento uma previsão do agravamento do estado da pandemia. Creio que convém ser claro sobre essa tendência. Como também me parece importante que se continue a apelar para o sentido cívico dos cidadãos. Várias das medidas serão difíceis de executar se não houver boa vontade cidadã. Creio ser fundamental sublinhar essa dimensão, pedir que cada um de nós assuma um comportamento responsável. Essa deve ser, também, a mensagem que o governo precisa de manter actual.

O mundo aos dez anos

A minha neta nasceu há dez anos, feitos hoje. Em inícios do ano, quando pensava como me iria organizar para poder estar com ela, no seu dia de aniversário, disse a mim próprio que o mundo havia mudado imenso desde 2010. E mudou, de facto. Foi acima de tudo um período de revolução digital, de aceleramento da globalização e também de tomada de consciência do enorme impacto que temos na deterioração do meio ambiente.

Essas constatações tiveram lugar em Janeiro. Janeiro parece agora ter pertencido a um outro mundo, a um passado em que tudo era diferente. Os últimos dois ou três meses viraram tudo de pantanas. Estamos no meio de uma tormenta inacreditável e imprevisível. Muitos pensam que se trata de uma calamidade passageira, sem negar, no entanto, as suas dimensões plurais e gigantescas. Acreditam que em breve voltaremos à vida que vivíamos quando começou 2020. Outros, imaginam que o mundo depois desta pandemia não será certamente o mesmo. É difícil de saber quem tem razão. Mas é um facto que vamos sair desta calamidade mais pobres, mais fechados sobre nós mesmos e mais confusos sobre o que significa fazer parte da aldeia global. Também teremos perdido uma boa parte da arrogância que havíamos adquirido ao longo dos tempos recentes.

Não falei destas coisas com a minha neta, na celebração audiovisual que ocorreu esta tarde, com cada no seu canto e no ecrã dos outros. Mas apercebi-me que havia passado uma parte do dia com os seus amigos e amigas de escola, também de modo virtual. Organizaram jogos, falaram uns com os outros, mudando constantemente do francês para o inglês e vice versa. Estava um lindo dia de sol, que acrescentou alegria à vivacidade das crianças. Esta é geração dos dez anos em 2020, a crescer num círculo de raízes diversas, com pais vindos de várias partes da Europa e não só. Uma geração que irá certamente viver num mundo que nós, os bem mais velhos, não conseguimos imaginar. Mas, aos dez anos de vida, toda a esperança e optimismo são permitidos. E possíveis, claro. É tudo uma questão de tempo.

Essa foi a lição do dia.

Confusões e inquietações

Os investidores nas empresas europeias que compõem o Euro Stoxx 600 perderam hoje cerca de 180 mil milhões de euros. Este montante evaporou-se por causa das preocupações existentes sobre a evolução da epidemia de coronavírus. Esta perda de capital tão elevada não pode ser apenas explicada por razões de amedrontamento momentâneo. Há, por detrás dos números, a questão da incerteza, o não se saber ainda quando será possível controlar a epidemia.

Vários laboratórios de empresas multinacionais estão neste momento a tentar encontrar uma resposta médica, uma vacina, nomeadamente.

Mas há também a dimensão humana. É preciso ganhar o apoio das populações mais expostas. E aí, a China está a encontrar uma série de dificuldades que até agora desconhecia. As pessoas recebem todo o tipo de informações por meio das plataformas sociais, apesar das tentativas de censura, e cada um reage à sua maneira, muitas vezes disparatadamente. Ainda hoje um amigo meu, que vive no Sul da China, me contava que a sua área residencial foi inteiramente pulverizada com um insecticida que é utilizado para combater o mosquito da febre do dengue. Não serve de nada para impedir a propagação do coronavírus, mas ilustra bem que cada região procura tratar de si, seja como for.

Isto é algo de novo no país. Sem falar de caos, podemos dizer, todavia, que há muita confusão na China de hoje.

Dia da Europa, mas falta contar a história

Neste dia em que se celebra a União Europeia, reconheço os enormes progressos que o projecto comum já conseguiu realizar. Não é uma questão de querer ser convenientemente positivo ou politicamente correcto. É saber ver.

Não será entendido assim por muitos. Os dirigentes europeus não têm sabido explicar o trabalho, os grandes projectos e os sucessos da UE. Incluindo, os grandes constrangimentos, que a medalha tem sempre duas faces.

A Comissão Europeia não têm uma estratégia clara de comunicação. Confunde porta-vozes e conferências de imprensa com comunicação estratégica. Toma os meios e as técnicas como se fossem os resultados. Como se houvesse uma correlação entre comunicados e comunicação política.

Se há algo que precisa de levar uma grande volta, é esta área da comunicação com os cidadãos europeus. Para começar, deveria haver um Comissário com uma pasta dedicada à comunicação estratégica e à informação dos cidadãos europeus.

Estamos a arder

Os incêndios exigem que o governo, ao mais alto nível, lhes dê uma atenção prioritária.

Sabemos que existem questões de fundo, que resultam de vários factores, incluindo muitas décadas de negligência e fraqueza ao nível dos dirigentes políticos do país.

Mas as questões de fundo são para depois, quando tiver terminado a urgência que agora existe. Se houver coragem política para tomar as medidas que se impõem, é evidente ...

Para já, reconheça-se que é fundamental responder com todos os meios disponíveis aos desafios do quotidiano deste Verão. O poder executivo tem que estar mais mobilizado e mostrar que tem a capacidade de coordenação de meios que é necessária. Há que estabelecer uma plataforma de “guerra contra o fogo”.

O governo declarou agora que várias zonas do país estão perante uma situação de calamidade. Trata-se, no entanto, de uma medida por dias, que irá terminar quando terminar o dia de segunda-feira. E, para além do seu carácter temporário, tratou-se de uma iniciativa que passou ao lado da compreensão da maioria dos portugueses.

O que fica, para já, é a impressão que o governo não está em cima dos acontecimentos. Nomeadamente, ao nível da comunicação social.

 

-

Informação e intoxicação

Há cada vez mais informação disponível. As fontes são múltiplas e o material produzido vai muito além da nossa capacidade de o ter em conta.

Este facto deve fazer-nos reflectir sobre o que deve ser a nossa intervenção escrita. E também sobre o estilo dessa mesma escrita. Não se pode escrever hoje como se escrevia quando o livro era rei e o jornal diário o seu mais fiel servidor.

Mas também nem tudo pode ser redigido como se redige um texto de 140 caracteres para o twitter. Mesmo reconhecendo a importância dos tweets. Uma importância que Donald Trump e os seus souberam aproveitar com um grande sentido de oportunidade. Divulgaram dezenas de milhares de textos curtos, frases acutilantes, embora muitas vezes fora do espaço da verdade. Mas a verdade é que ganharam a guerra da informação e da intoxicação.

Esta é a nova realidade.

O papel do exagero

 

Para quem é capaz de influenciar a opinião pública, a questão fundamental sobre o terrorismo é muito clara: que significa fazer o jogo dos terroristas? Quando é que um narrador, um cronista, um emissor de opiniões, um jornalista, está, embora de modo involuntário, a ampliar os efeitos que os terroristas pretendem obter?

Não tem havido consciência desse perigo. Ora, muitas vezes, o que se escreve ou comenta acaba por aumentar o nível de medo, o grau de terror colectivo, por transformar um incidente num tsunami.

Há que pensar nisto muito a sério.

 

 

Estamos equipados para prevenir o terrorismo?

Com um ataque terrorista a decorrer contra um hotel internacional em Ouagadougou, a capital do Burkina Faso, fica-se com a impressão que estamos no meio de uma ofensiva orquestrada, que ataca alvos em várias partes do mundo. Ontem foi em Jakarta, antes havia sido em Istambul, já tinha acontecido em Paris, e assim sucessivamente, no Iraque, no Paquistão, etc.

Perante uma ofensiva deste género, nenhum país, incluindo os da Europa, se pode considerar imune. Isto é válido também para Portugal. Seria um erro pensar que por estarmos na periferia estas coisas não chegam à nossa porta.

São também um problema nosso. Devem ser encaradas muito a sério e com os meios adequados. Assim, a questão que se põe é a de saber se os nossos serviços de inteligência têm a capacidade suficiente para recolher e analisar a informação que ajuda a prevenir este tipo de ataques.

Aqui fica a pergunta.

 

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