Portugal é grande quando abre horizontes

19
Jun 14

A confusão que reina no topo da administração do Banco Espírito Santo (BES) revela, uma vez mais, que uma certa elite portuguesa acha que pode fazer o lhe der na real gana, incluindo com o dinheiro dos outros. Acha e acha bem, pois a verdade é que nada lhes acontece, quando se sabem as verdades. Não há investigação criminal, ninguém é arguido de nada, não se responsabiliza quem quer que seja.

 

Por isso dizia hoje, em Bruxelas, ao saber que o director para a Bélgica do banco suíço UBS fora detido esta manhã, acusado de branqueamento de capitais, ajuda à fuga fiscal de modo organizado e outras amabilidades que tinha como hábito fazer aos grandes clientes da casa, que o fulano foi burro. Depois de vários anos a ganhar comissões chorudas pela prática desses actos, deveria ter emigrado para o Sol de Portugal, para se aproveitar dos nosso ares e dos brandos costumes que protegem quem tem muito poder económico ou influência política.

 

E à hora a que escrevo, o nosso banqueiro belga viu a sua prisão preventiva confirmada. No mesmo momento em que os administradores do BES foram combinar umas coisas com o Governador do Banco de Portugal, para que tudo seja resolvido entre cavalheiros.

 

Temos um país que sabe que a bagunça é uma forma muito sublime da liberdade.

publicado por victorangelo às 21:05

21
Dez 10

Ontem falava de viagens. Que continuam hoje. Que abrir novos horizontes, quando é possível, enriquece a vida.

 

Mas, ao mesmo tempo, custa muito ver o caos que muitos viajantes estão a sofrer, nalguns aeroportos, no Norte da Europa. Em muitos dos casos, houve falta de planos de contingência, de meios operacionais suficientes, de produtos que deveriam fazer parte de uma reserva estratégica. O objectivo escondido era o de economizar despesas. Pura e simplesmente, apostando na lotaria do tempo, esperando que o Inverno não fizesse das suas.

 

Assim se está a gerir certos aeroportos. Depois, quem paga são as companhias de aviação, que já estavam à partida com dificuldades económicas, e quem sofre é quem tem que passar por esses sítios.

 

publicado por victorangelo às 14:40

27
Jul 10

 

Copyright V. Ângelo

 

Estive recentemente nos Picos da Europa, nas Astúrias. Esta foi uma das muitas fotografias que a beleza das montanhas me inspirou.

 

Hoje, ao pensar na maneira como funciona a justiça em Portugal, lembrei-me que talvez não fosse uma má ideia voltar aos cumes e perder-me uns tempos por aí.

publicado por victorangelo às 23:04

20
Nov 09

 

É agora, mais do que nunca, óbvio que a justiça portuguesa come na gamela que lhe é estendida pelos políticos. Vive no conforto da sombra quente da bananeira do governo. Por isso, tem medo, muito, do poder executivo.

 

É um sistema de cobardes, que só tem força perante os fracos.

 

publicado por victorangelo às 21:03

23
Abr 09

 

 

A verdadeira face da crise traduz-se nos números crescentes do desemprego. Cada número esconde uma pessoa e em cada pessoa esconde-se um drama.

 

Uma política de combate à crise passa, antes de tudo, pelo incentivo à manutenção dos postos de trabalho e pela formação profissional para novos tipos de emprego. Só que, neste momento, não se entende qual é a política de emprego do governo. Qual é a estratégia. Apenas se observam reacções após os acontecimentos, uma reposta a reboque da crise. Sem capacidade de antecipação.  

 

Os centros de emprego e formação profissional são, por outro lado, buracos sem fundo, de funcionários afogados na sua própria inaptidão funcional. Um desespero, para quem tem que lidar com eles.

publicado por victorangelo às 22:01

22
Abr 09

 

Foto Copyright V. Ângelo

 

Tendo em conta o impasse na Assembleia da República, com cada partido a propor um nome, sem qualquer diálogo ou entendimento, e tendo também presente o estado da Justiça no nosso país, aqui vai a única proposta viável. Este candidato, que passa o tempo com as mãos na cabeça, que a confusão e a ineficiência do sector são fontes de grandes dores de cabeça, tem além disso a vantagem de ter olhos grandes, o que permitirá uma melhor visão da corrupção que se pratica no seio da classe política.

 

Espero que os meus leitores votem, na proporção dos dois terços exigidos, neste candidato.

 

É verdade que é de madeira, com pouca capacidade de reacção, mas a experiência mostrou que pouco ou nada se deve esperar do Provedor de Justiça em Portugal.

 

 

publicado por victorangelo às 21:36

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