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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

10 de junho e um discurso que enobrece as gentes

Pessoa amiga chamou-me a atenção para o discurso proferido pelo Cardeal D. José Tolentino Mendonça na cerimónia do 10 de Junho de 2020. Esse discurso está disponível no You Tube. São 22 minutos de reflexão sobre a nossa condição de portugueses. Foi pensado com um espírito positivo e uma visão generosa do que podemos ser. Por vezes é um pouco lírico, mas vale a pena ouvi-lo. O Senhor Cardeal representa o que de melhor existe entre os nossos intelectuais. Comparar as suas palavras com as dos comentadores do costume é como contrastar um dia de Sol com uma tarde feia de neblina e sem visibilidade.  

Navegação à vista

Num momento muito grave, que combina uma pandemia com o colapso de grandes sectores das economias da maior parte das nações, que andam os meus amigos a discutir? Estamos no meio de um tsunami, que tem consequências humanas e económicas de uma profundidade e extensão que ainda não sabemos medir, mas que nos parecem gigantescas, e os meus amigos focalizam-se em quê? Qual é o assunto que os preocupa tanto e que agita as águas em que gostam de navegar?

 

Intelectuais

Intolerância e confusão mental, acudam-me, os nossos intelectuais estão infectados. Basta ver o que escrevem no Facebook. Não sabem o que é debater. Só conhecem o verbo bater.No meio da confusão, esquecem-se que a política é feita de mensagens e símbolos. Exige coerência entre o que se faz e a maneira como isso é entendido pelos cidadãos.

Os burros e as saias

Quando uma parte da elite intelectual se entretém com reflexões sobre um homem de saias, podemos ter a certeza que algo está muito mal, neste nosso pequeno canto do mundo. Rimos e espraiamo-nos na parvoíce, como se procurássemos fazer chorar as pedras da calçada. Uma boa fatia da nossa classe intelectual é, pura e simplesmente, bacoca.

Num dia de reflexão

Os nossos intelectuais gostam de produzir opiniões definitivas sobre questões complexas. Têm opinião sobre tudo e de modo categórico. Cortam a direito, quando haveria necessidade de fazer um percurso cuidadoso das ideias e dos contextos, de proceder a uma escolha criteriosa das opções e da hierarquia das prioridades.

Assim acontece, por exemplo, quando se levanta a questão de saber qual é o principal problema que Portugal enfrenta. Este tema apresenta uma grande complexidade, requer um leque de análises e de pistas conectadas. Mas as nossas inteligências públicas não hesitam. Têm pronta uma resposta directa, uma espécie de verdade indiscutível, uma linha que explica tudo.

Depois disso, deixa de haver espaço para o debate. A opinião emitida por quem tem banca na praça é definitiva e dogmática. Qualquer desvio, ou interpretação diferente, é vista como uma aberração. O diálogo é substituído pela disputa, a argumentação pela guerra das palavras e dos egos.

A falta de diálogo não será o problema mais sério que o país enfrenta. Mas que é um problema, disso não tenho dúvidas.

Só dentadas

Escrita com dentes, capaz de morder os adversários e de atrair leitores, não falta nas nossas colunas de opinião.

O que falta, e muito, é juntar aos dentes uma boa dose de miolos. Morde-se a torto e a direito, mas sem a reflexão necessária. Sem a profundidade e os prismas de análise que os temas exigiriam. Como se cada questão não devesse ser tida em conta a partir de vários ângulos, esquecendo-se deste modo que a vida é mais complexa do que umas dentadas no adversário. E do que umas penadas no assunto.

Assim temos estado a criar uma opinião pública que se baseia apenas em sobressaltos emocionais e preconceitos.

Que pobreza.

 

 

Narcisos ou tolos

A intolerância e o sectarismo são os dois pilares do debate político em Portugal.

Debate-se para atacar. Raramente é para encontrar posições comuns. Isto é próprio das discussões de paróquia, ou de capoeira, das querelas entre caciques. Expressa bem o narcisismo intelectual que caracteriza muitas das nossas personagens públicas. E a falta de profundidade, de substância e de ideais verdadeiramente patrióticos e progressistas.

O resto é tolice.

Rancores dos intelectuais portugueses

Temos um cronista conhecido que escreve todas as semanas no Público. Por mais diverso que seja o tema, o fulano acaba sempre por malhar forte e feio em Passos Coelho. É assim uma espécie de obsessão. Mas é uma mania de baixo valor. Primeiro, porque bater no antigo Primeiro-Ministro é coisa corrente, que muitos fazem há vários anos. Não vale a pena estar constantemente a chover no molhado. Depois, porque esse cronista até sabe umas coisas, mas a repetição permanente dos ataques acaba por lhe tirar altura. Dá a imagem de um indivíduo que tem umas contas por ajustar e que não consegue saldar a coisa. Um doente crónico do passismo, diriam alguns.

Em política e em matéria de opinião, a sabedoria é bater uma vez ou outra e depois passar-se ao lado. Há vida para além dos rancores antigos. Assim se distingue o pequenino do grande.

Intelectuais para esquecer

A minha neta fecha a conversa, quando vê que eu pretendo não estar a perceber, com uma expressão bem típica: laisse tomber, ou seja, esquece! São os seus seis anos de vida que lhe dão esse tipo de sabedoria.

E eu aprendo.

Por exemplo, quando leio o que certos intelectuais escreveram no Público de hoje, limito-me a concluir que não vale a pena insistir, é mesmo para esquecer.

Burrices dos nossos intelectuais

Dirigentes políticos nacionais, com voz nos secretariados partidários e na comunicação social, continuam a acreditar que existe uma “doutrina “ europeia que defende o “empobrecimento colectivo” de cidadãos dos Estados membros. Nessa versão, o que aconteceu em Portugal nos últimos anos foi a “aplicação” dessa referida “doutrina”.

Tudo isso é mera fantasia. Os países mais ricos da Europa querem, isso sim, que os restantes tenham um poder de compra mais elevado. Precisam que haja prosperidade um pouco por toda a parte da EU.

Primeiro, porque um poder de compra mais elevado faz aumentar o consumo. Ou seja, é benéfico para todos, incluindo para os países como a Alemanha que produzem muitos bens que outros compram. Quanto maior for a capacidade média aquisitiva dos portugueses, espanhóis e outros, mais bens alemães e de outros cantos da Europa se vendem.

Segundo, porque a estabilidade da União assenta na prosperidade do conjunto dos cidadãos europeus. Esta verdade é uma evidência aceite pelos principais líderes do nosso continente. Uma Europa de disparidades muito acentuadas não tem futuro, acabará por se desagregar.

Há quem responda, então, que os países mais poderosos querem que haja uma mão-de-obra barata, noutros cantos da Europa. Já terá sido assim. Agora, com a deslocalização das indústrias e dos serviços para outras partes do mundo, onde o trabalho é de facto mais mal remunerado, e onde os impostos sobre as empresas são relativamente suaves, a questão do preço da mão-de-obra europeia já não pesa o que pesava.

O que a Europa quer é trabalhadores altamente qualificados e produtivos. São as qualificações profissionais e os níveis de produtividade que fazem a diferença.

Quem anda por aí a apregoar a tal “doutrina” não sabe do que está a falar. Intervém e vê o mundo com base em slogans. É tão burro que até acredita no que repetidamente diz.

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