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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A luta do povo iraniano

Não terminar o dia sem deixar uma palavra de homenagem às mulheres do Irão que lutam contra a ditadura dos aiatolas primários. A interpretação da religião que estes indivíduos tentam impor não diz respeito apenas ao controlo do poder político. É isso e uma leitura da vida em sociedade absolutamente retrógrada. É também uma forma de nacionalismo idiota, que tenta fazer a diferença entre o conservadorismo que se pratica na Arábia Saudita e no Irão. Tudo isso é simplesmente inaceitável.

 

Vladimir Putin também vai ao Médio Oriente

Amanhã é a vez de Vladimir Putin se deslocar ao Médio Oriente, para um encontro com o presidente turco e o líder do Irão.

Uma parte da conversa estará relacionada com a situação na Síria. A Turquia tem a intenção de atacar as zonas controladas pelos curdos. A Rússia e o Irão, que jogam no mesmo campo no caso da Síria, opõem-se a esse plano. Que concessões poderão ser propostas por Erdogan para vencer essa oposição? Entre as várias hipóteses, existe a possibilidade de garantir à Rússia que nem a Finlândia nem a Suécia serão aceites como membros da NATO. Erdogan pode vetar essa adesão.

 A outra parte da conversa será sobre a agressão russa contra a Ucrânia. Os russos querem adquirir drones fabricados pelos iranianos e ganhar o apoio político de ambos os países, sobretudo da Turquia, que é um membro da NATO cheio de ambiguidades. Daria muito jeito aos russos ver os turcos fechar os olhos à navegação russa através do Bósforo, nomeadamente aos navios com cereais roubados aos ucranianos.

 

Médio Oriente: Joe Biden perdeu a cartada

Como previra no meu texto desta semana no Diário de Notícias, o Presidente Joe Biden saiu a perder da sua deslocação ao Médio Oriente. Não conseguiu nenhum resultado em Israel. Não mexeu no dossier palestiniano, para além de uma visita de cortesia ao Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas e da confirmação de um financiamento de 500 milhões de dólares, que serão transferidos através da agência das Nações Unidas que se ocupa do apoio a esse povo, a UNRWA. E ficou nitidamente a perder, no seu encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman. Este teve mesmo a ousadia de lhe responder, quando o assassinato de Jamal Khashoggi foi abordado, que os EUA também cometem erros.

Também não conseguiu convencer os seus interlocutores sobre a produção diária de petróleo. Para já, não haverá nenhum incremento quanto ao número de barris produzidos.

Tudo isto era previsível. O meu prognóstico não tinha nada de excepcional. Estou seguro que os conselheiros de Biden lhe terão dito o mesmo: neste momento, a viagem estava destinada ao fracasso. Mas o presidente não os quis ouvir. Teve demasiada confiança nas suas capacidades de convencimento. Um erro. Hoje, esses países do Golfo têm outras escolhas, para além dos EUA. São muito mais independentes nas suas decisões estratégicas. E mostraram-no, sem ter de fazer um grande esforço.

As grandes ameaças internacionais a curto prazo

https://www.dn.pt/opiniao/uma-epoca-de-festas-sem-treguas-14415083.htm

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Escrevo sobre as ameaças mais imediatas: o Irão, a Rússia e o Ómicron. Deixo outras, que considero um pouco mais distantes, mas igualmente muito sérias, para uma outra ocasião. Aí estarãoTaiwan, os mercados financeiros e os impactos que vão ocorrendo das alterações climáticas. 
Cito de seguida umas linhas do escrito de hoje.

"Por outro lado, o novo governo iraniano tem estado a acelerar o seu programa de enriquecimento de urânio, em clara violação do Plano de Ação de 2015. Neste momento, já acumulou suficiente material físsil para poder produzir várias armas nucleares. Em simultâneo, acelerou a produção de mísseis balísticos e de meios aéreos capazes de transportar uma carga nuclear. Tudo isto é muito grave e levanta muitas bandeiras vermelhas nos sítios do costume."

A falar é que Biden e Putin se podem entender

Um primeiro comentário sobre a discussão por videoconferência que hoje teve lugar entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia deve ser positivo. Por várias razões: por ter tido lugar; pela duração, foi uma conversa 2 horas, o que revela interesse de parte a parte; e por ter permitido debater outros temas para além da questão central que é situação à volta da Ucrânia. Os outros temas discutidos incluíram as negociações nucleares com o Irão, a pirataria cibernética bem como o chamado diálogo sobre a estabilidade estratégica, uma designação obscura, mas que aborda matérias bem concretas, como por exemplo o controlo da corrida aos armamentos ou ainda redução das crises entre ambos.

Um xadrez bem complicado

O excesso de confiança e a arrogância podem levar os líderes a cometer erros de apreciação muito graves. Estamos, actualmente, muito perto desse patamar, no que diz respeito à Ucrânia, a Taiwan e ao programa nuclear iraniano. Ou seja, a cena internacional tem hoje um conjunto de crises potencialmente muito perigosas.

Afeganistão: e agora?

https://www.dn.pt/opiniao/nao-podemos-varrer-o-afeganistao-para-debaixo-do-tapete-14196999.html

Este é o link para o meu texto desta semana, hoje publicado no Diário de Notícias. 

Trata-se de reflexão prospectiva sobre o futuro a curto prazo do regime talibã. Abordo a urgência humanitária, a situação económica e a questão do reconhecimento diplomático do novo regime. 

"O reconhecimento do novo regime, incluindo a sua representação na ONU, vai depender da posição que cada membro do G20 vier a adoptar. Acontecimentos recentes mostram uma tendência para o estabelecimento de contactos pontuais, enquanto ao nível político se continuará a falar de valores, de direitos humanos, da inclusão nacional ou do combate ao terrorismo. E a mostrar muita desconfiança para com a governação talibã. Com o passar do tempo, se não surgir uma crise migratória extrema ou um atentado terrorista que afecte o mundo ocidental, o novo regime afegão, reconhecido ou não, poderá ser apenas mais um a engrossar a lista dos estados repressivos, falhados e esquecidos."
Este parágrafo fecha o meu texto. 

A Europa perante a possibilidade de uma nova onda migratória

https://www.dn.pt/opiniao/migracoes-e-temores-europeus-14103681.html

O link acima abre o meu texto desta semana no Diário de Notícias. Publicada ontem, esta crónica olha para os possíveis movimentos migratórios que a nova situação afegã pode originar, tendo sempre presente a perspectiva europeia e a acção política.

Cito, de seguida, um extracto da minha crónica. É um parágrafo final, que resume uma parte importante da questão.

"Os diferentes estados europeus estão dispostos a acolher quem trabalhou diretamente com as suas forças militares. Mas não têm a intenção de ir mais além. Aos habituais Viktor Orbán e companhia, junta-se agora uma nova vedeta, o Chanceler austríaco Sebastian Kurz. E as redes sociais já estão cheias de teorias catastróficas sobre o impacto que adviria de um aumento da proporção de muçulmanos em terras europeias. Sem esquecer, dizem, os possíveis perigos de atentados terroristas. A realidade é que aqui, na UE, como noutras partes do mundo, as questões de identidade cultural estão cada vez mais no centro da agenda política."

O medo dos movimentos migratórios

A questão migratória está de novo no centro das discussões europeias. Num contexto internacional profundamente alterado, a única preocupação para muitos dos dirigentes europeus é a de evitar movimentos de massa de pessoas vindas do Afeganistão. Estão prontos para gastar o que for preciso para conter os refugiados e os migrantes afegãos nos países vizinhos, no Paquistão e mesmo no Irão.

O receio dos movimentos migratórios deveria fazer os europeus pensar duas vezes antes de enviar expedições militares para países longínquos, fora de um mandato internacional aprovado pelas Nações Unidas.

O Afeganistão numa perspectiva mais ampla

https://www.dn.pt/opiniao/cabul-e-depois-do-adeus-14045427.html

Acima fica o link para o meu texto desta semana, que publico no Diário de Notícias. 

O objectivo da escrita de hoje é o de defender uma tese mais ampla -- o descalabro americano e ocidental visto pela liderança chinesa. Mas também quis falar das pessoas, da má vizinhança em que se insere o Afeganistão e da resposta da União Europeia. 

"Vistos de Beijing, os acontecimentos no Afeganistão indicam que a opinião pública americana está menos disposta a comprometer-se em guerras que não são suas, em terras longínquas, difíceis de localizar no mapa e de entender culturalmente. Xi Jinping e os seus ficaram agora mais convencidos de que os americanos vergarão de novo perante factos consumados. Neste caso, perante a realidade que resultaria da ocupação pela força de Taiwan. Nessa visão, Washington reagiria com muito ruído, mas de facto hesitaria até finalmente abandonar a hipótese de uma resposta militar."

Este é um dos parágrafos do meu texto. 

 

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