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Crescemos quando abrimos horizontes

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Ainda sobre os Jogos Olímpicos

A Grã-Bretanha ganhou o desafio olímpico. Não me refiro apenas ao elevado número de medalhas conseguido. Os jogos foram igualmente um sucesso em termos organizativos e artísticos. As cerimónias de abertura e de encerramento serviram para lembrar que o país tem sido, ao longo de décadas, um viveiro de génios do entretenimento. Ora, a indústria do divertimento é uma fonte de riqueza importante e grande criadora de emprego.

 

Mas a grande vitória foi no domínio da política. Interna e externa. Na frente doméstica, o governo conseguiu criar uma euforia nacionalista, o que é uma proeza, numa altura de crise. A mobilização de 70 mil voluntários, que trabalharam gratuitamente durante a preparação final e o desenrolar das competições, foi a ponta do iceberg patriótico, a expressão mais visível de um civismo e um orgulho nacional exemplares. Sem o dizer de modo explicito, transmitiu-se a mensagem de uma certa superioridade britânica, uma característica que faz parte, há séculos, da mitologia popular. No que diz respeito ao exterior, Londres conseguiu confirmar a sua posição de metrópole líder da globalização, a meio caminho entre Xangai e nova Iorque. Mais ainda, a Grã-Bretanha mostrou, de novo, que quer ser vista como sendo diferente do resto da Europa. Que é uma grande nação, com projecção e ambições mundiais. Para além de querer aparecer como o ponto incontornável de ancoragem, na parte do globo em que se situa. A verdade é que conseguiu esse objectivo.

 

Vista do lado de cá, a vitória da Grã-Bretanha traduz-se no enfraquecimento da Europa. Londres está sempre pronta para dar a entender que uma Europa minimalista é a que melhor serve os interesses britânicos. Que as outras nações europeias são incapazes de ter uma visão global das relações internacionais. Que o resto dos europeus, mesmo os alemães e os franceses, têm uma visão estreita do mundo de hoje e das oportunidades que a globalização oferece.

 

Os jogos foram, aliás, mais uma evidência que a Europa, como uma entidade política unida, não passa de uma mera ilusão. Para mim, as olimpíadas foram, uma vez mais, um grande hino aos nacionalismos de vários povos. Não apenas do britânico, claro. 

Pensar nos Jogos Olímpicos

Ontem não houve escrita, houve a cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos. Tal como a de abertura, esta foi mais uma demonstração da capacidade britânica de fazer coisas bem feitas e com interesse global. Foi um exemplo de como um povo e um governo se mobilizaram para conseguir um feito de projecção mundial. A imagem do país saiu reforçada e, como tantas vezes o tenho afirmado, a imagem de uma nação é parte integrante do seu património. Material e imaterial. 

 

Tudo isto e muitos dos atletas vieram lembrar-nos umas outras verdades: que para vencer é preciso muito trabalho, muita força de vontade,  persistência, espírito de equipa e recursos. As vitorias são como o futuro: não caem do céu. Nem se improvisam, atabalhoadamente. 

 

 

O poder e os Jogos

A abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Londres foi um espectáculo invulgar, com momentos geniais, particularmente em termos da encenação. Feito para deslumbrar o mundo e voltar a sublinhar que Londres tem aspirações universais - quer aparecer como uma cidade capital global -, foi um verdadeiro sucesso. Apenas a rainha destoou um pouco, pois parecia exausta e pouco animada perante uma festa de proporçõesúnicas e de importância vital para o seu país. É, de facto, a altura de ver Elizabeth II passar o facho...simbólico... que detém há 60 anos. De qualquer modo, um reino tão longo já merece uma medalha de ouro...

 

Perante o investimento feito pela Grã-Bretanha, fica-se com a impressão que organizar os jogos vai custar cada vez mais caro. Compreende-se. É a corrida pelo prestígio. É uma manifestação de poder e o poder não fica barato.

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