Portugal é grande quando abre horizontes

25
Set 15

Último dia em Riga. Ontem tinha um convite para visitar o museu do KGB, que está instalado no local onde a polícia política soviética prendia os dissidentes e os interrogava, com a violência que se imagina.

Decidi não ir. Estava com pouca vontade de passar uma hora e tal a ver coisas deprimentes e de ouvir histórias pessoais de quem por lá passou, noutros tempos, ou contadas pelos familiares que sobreviveram. Todos sabemos o que foi o KGB e não existem dúvidas sobre os métodos que utilizava.

A Letónia de que gosto é a que olha para a frente, de maneira disciplinada e elegante, a que procura criar uma economia moderna na Europa a que pertence. A Letónia dos parques, das flores, do bom gosto e da modernidade. E que consegue ultrapassar o passado e viver em harmonia com a sua minoria russa e com as memórias.

Depois, ao fim do dia, estive numa discussão formal sobre as relações com a Rússia actual. E, também aí, o que conta é o futuro, uma boa compreensão dos objectivos essenciais de cada parte, e não os fantasmas de outros tempos.

publicado por victorangelo às 18:38

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