Portugal é grande quando abre horizontes

28
Set 09

 

Este texto está a ser escrito a alta velocidade, numa bela manhã de um Outono com Sol, no TGV entre Bruxelas e Paris. O pequeno-almoço, que está incluído no bilhete do comboio, foi de boa qualidade. Mas não é a qualidade que nos faz pensar em Portugal. É a alta velocidade, a polémica, a nossa aptidão para discutir o já resolvido noutras terras.

 

Parece, ao ver os resultados das eleições de ontem, que os nossos projectos de TGV vão para a frente. Ainda bem. A economia, a interligação com o grande mercado que é a Espanha, todos precisam de novas oportunidades.

 

Ganhou a aposta na infra-estrutura.

 

Mas ao nível da superstrutura que é a política, como se reconhece quem ganhou? Para lá da resposta óbvia de quem vai ser convidado a formar governo, penso que conta muito ganhar deputados. Afinal, estamos ou não, numa democracia representativa?

 

Quando um partido perde um grande número de assentos, a verdade é que leva uma  sova  do eleitorado.  O partido que ganha deputados, ganha força. Essa é que é a verdade.

 

Derrotada sai a formação que tinha reais hipóteses de ser governo e que deixou escapar a ocasião. As hipóteses existiam. Havia muita gente à procura de alternativa. Como a não encontraram, resolveram ir passear. Talvez para ver onde vai ser construído o novo aeroporto de Lisboa e por onde vai passar o TGV da nossa esperança.

publicado por victorangelo às 08:09

25
Jul 09

 

O período de campanha vai ser bem mauzinho. Como quer o PS quer o PSD têm a possibilidade de ganhar as eleições, a luta vai ser renhida. Mas à volta de personalidades, de trivialidades e de coisas feias. Receio que a credibilidade dos políticos, que anda já pelas ruas da desgraça, ainda venha sofrer mais uns golpes baixos e para baixo.

 

E como estamos em plena crise económica, receio igualmente que as medidas que venham a ser propostas tenham apenas um carácter paliativo, conjuntural e eleitoralista. Ou seja, as grandes questões estruturais, os grandes desafios que o futuro de todos nós levanta, ficarão por equacionar uma vez mais. Continuaremos a saltitar de subsídio em subsídio, de aspirina em aspirina, sem ir ao fundo das questões.

 

Continuaremos também a confundir intervenção do Estado com políticas de Esquerda. A verdadeira Esquerda é a que se bate pela justiça social e pela igualdade de oportunidades, num quadro responsável de disciplina democrática e de empenho e trabalho a sério.

publicado por victorangelo às 21:00

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