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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A nova liderança trabalhista

Neste primeiro sábado de abril de um ano tão estranho, que relevância tem tudo o que não seja sobre o tema da pandemia? Quem consegue falar de algo mais? Mas é bom pôr os olhos noutros factos que entretanto vão acontecendo. Por exemplo, o Partido Trabalhista britânico elegeu hoje uma nova direcção. Menos radical que a precedente, mais pragmática e bem mais jovem. Keir Starmer, o novo líder, tem 57 anos. Vem da área da justiça, do lado da procuradoria, da acusação pública. Tem uma excelente presença, sai bem na fotografia. A vice-líder, Angela Rayner, tem apenas 40 anos. Não concluiu o ensino secundário mas teve um percurso sindical visível. Ambos foram eleitos por mérito próprio, em listas distintas. Vão ter que enfrentar Boris Johnson, o que não vai ser uma tarefa fácil, tendo em conta o apoio que o Primeiro Ministro tem no Parlamento. O trunfo mais importante que esta nova liderança tem é o de projectarem uma imagem de equilíbrio, de estabilidade, de gente que leva o seu papel político a sério.

O medo é a arma dos maus políticos

O medo sempre foi mau conselheiro. Leva-nos a fazer disparates, a acreditar em burrices, e maluquices, e a entrar em pânico. O dirigente político que usa o medo como alavanca, das duas, uma: ou é curtinho da cabeça ou demagogo. Nalguns casos, será ambas as coisas.

Numa crise grave, o papel do líder passa por manter a calma e conseguir o empenho de todos, cada um à sua maneira e como pode, na resolução do problema. Liderar é saber unir os esforços e criar esperança.

A tempestade e a bonança

Continuamos num período de grandes incertezas. Num tempo assim, é fundamental não sair do porto de abrigo, manter a calma e agir segundo as regras que tenham sido estabelecidas. A serenidade, a consideração pela comunidade a que pertencemos e o civismo são fundamentais. Isto, no que respeita a cada cidadão.

Aos políticos, cabe atenuar as incertezas. Intervir de modo profundo, saber explicar as razões dessas medidas e dar sentido ao caminho que está à frente dos cidadãos.

Todas as tempestades acabam por perder a força destruidora. O importante é conseguir, durante a passagem da espiral de crise, limitar os prejuízos. E, depois, pôr à disposição da economia os meios necessários para acelerar a recuperação.

A bandeira e o bandeirante

Um partido – ou um dirigente político – precisa de ter um slogan curto, que lhe dê identidade, que mostre um objectivo central, que seja fácil de entender e de repetir. Assim se ganham eleições. Donald Trump, com o seu “Make America Great Again”, é um exemplo vivo do que pretendo dizer. Boris Johnson, com “Get Brexit Done”, três palavras apenas, é outro exemplo. Como o havia sido o Presidente Obama, com “Yes, We Can!”. Angela Merkel usou uma frase semelhante à de Obama: "Wir schaffen das", ou seja, “Podemos tratar disto”, quando se referia à crise migratória de 2015. Xi Jinping lançou e repete a frase sobre a Nova Rota da Seda: “One Belt, One Road”. Vladimir Putin quer que o identifiquem com o renascimento de uma Rússia forte e respeitada internacionalmente.

Estes são apenas uns exemplos. Mas que nos deveriam fazer pensar, incluindo na “loiça política” cá de casa. Qual é a frase que define o PS? Ou o PSD, que agora está em congresso? E mais…

A política é, antes de tudo, uma bandeira. Tem que estar bem definida. E deve ter um porta-estandarte credível. Essa é a combinação vencedora.

 

Combater o radicalismo

A radicalização de posições faz mal à política. Um país, Portugal, por exemplo, tem sempre um tecido social diverso, por muito forte que seja a identidade nacional. Aliás, o próprio conceito de identidade nacional, em vários dos Estados da Europa Ocidental, é cada vez mais difícil de definir. Voltarei a essa reflexão um destes dias. Agora, concentro-me na diversidade de interesses e de opiniões que existe em cada sociedade. E que deve ser respeitada.

O papel dos actores políticos só pode ser o de tentar encontrar áreas de entendimento entre os diferentes segmentos da sociedade.  Nenhum país medra se passa o tempo em guerra civil consigo próprio. Apostar na divisão e no ataque sistemático contra os que pensam de outra maneira é má política, é coisa do passado. Liderar é saber construir consensos, erguer as bandeiras que contam para a maioria e ter a coragem de propor plataformas abrangentes. Liderar é unir e garantir o progresso colectivo.

Este blog não se cansará de repetir a mensagem da convergência. Como também não deixará de criticar os radicais que andam nas praças públicas e que se acham senhores da verdade. Infelizmente, temos uma boa colecção deles. E vemos, com preocupação, que fazem mais ruído e captam mais atenção do que lhes seria devido. Mas não há razões para hesitar nem para que nos deixemos atemorizar.

Um radical é um simples de espírito, uma pessoa de uma ideia só. Não creio que seja difícil demonstrar que essa simplificação do argumento não é resposta que se possa aceitar.

A mensagem de Ano Novo

A mensagem de Ano Novo do Presidente da República vale a pena ser ouvida. Breve, vai directamente às grandes preocupações que Marcelo Rebelo de Sousa vê perfilarem-se em 2020. A saúde, a segurança, a coesão e a inclusão sociais, a ênfase numa sociedade baseada no conhecimento e,ainda, a questão do investimento.

Por detrás das palavras, o Presidente diz-nos que o Sistema Nacional de Saúde está com muitas dificuldades e que a segurança das pessoas não é tão boa como certos arautos do poder nos querem fazer acreditar – e eu, que sei um pouco de segurança, continuo a pensar que o país tem um grau de insegurança que merece mais atenção. Também nos lembra que as desigualdades sociais e a pobreza são uma realidade nacional, que a economia precisa de mais competências e de mais, bem mais, investimentos, públicos e privados.

Estas prioridade não nos podem fazer esquecer outras. Mas já seria óptimo se, neste ano que agora começa, se começasse a dar-lhes mais atenção.

 

 

17 a 17 de Dezembro

Quando saí de casa, às três da tarde, a temperatura exterior era de 17 graus centígrados. Tive que olhar duas vezes para o termómetro, para poder acreditar. 17 graus, no dia 17 de Dezembro, em Bruxelas, só dava para ficar com os olhos esbugalhados. Uma temperatura absolutamente inacreditável, nesta altura do ano, nesta cidade.

Já ontem se tinha falado, na comunicação social, dos 15 graus registados em várias partes da cidade.

O clima anda maluco. Só não o vê quem não quer. Ou, então, é político e acha que que o melhor é deixar andar. Essa é, aliás, a maneira de pensar de muitos políticos. Deixar andar, fingir que não há problema, tratar do imediato e não fazer ondas.

 

NATO aos 70: desafios de um mundo novo

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/victor-angelo/uma-estranha-festa-de-aniversario--11588995.html

Acima vos deixo o link para o texto de opinião que publico no Diário de Notícias. Nessa escrita, levanto algumas questões menos ortodoxas, no seguimento da celebração dos 70 anos da NATO.

Faço-o num estilo diferente do que me é habitual. Que acham dessa maneira de escrever? A preocupação foi a de não chover no molhado, de fugir ao que muitos dos outros dizem e repetem.

O caos em muitas das escolas públicas

 

Os governos das últimas décadas deixaram a indisciplina instalar-se em muitas das escolas públicas. Muitos dos alunos fazem apenas o que lhes passa na real gana. Não se aplicam, não estudam, não sabem escrever e falar português, não respeitam nada nem ninguém. É o caos à solta. Serão, quando chegarem à vida adulta, incapazes de se adaptar às exigências do progresso e de uma vida social produtiva. Andarão por aí, a arrastar a sua indigência e o incivismo que aprenderam nas escolas.

 

O impacto de tudo isto no futuro de Portugal é imenso. A culpa terá que ser atribuída aos que assumiram responsabilidades políticas nos últimos vinte ou trinta anos e que não tiveram a coragem de agarrar o problema. A sua incompetência, falta de coragem, de patriotismo e o oportunismo político que os inspiraram irão custar muito caro ao nosso país.

 

Uma nota política

Continuamos a olhar para a política com uma lente clubista. Os do meu clube são bons, os outros são uma desgraça. Esta maneira de ver não leva o país, qualquer país, muito longe. Serve apenas para dividir os cidadãos, criar clivagens destruidoras e empurrar as grandes questões para as margens, lá onde aterram todos os problemas que nunca mais encontram solução. A política deixa então de ser uma procura permanente de equilíbrios entre os diversos interesses que compõem a sociedade. Transforma-se num campo de batalha, onde hoje ganham uns, amanhã outros, num carrossel que gira sobre si mesmo.

O verdadeiro líder político é aquele que consegue fazer alianças, sobretudo agora, nas nossas sociedades cada vez mais fragmentadas. Governar sem apoios amplos é deixar de lado uma parte significativa do eleitorado. É a imposição de posições meramente ideológicas num contexto que exige respostas amplas e tão consensuais quanto possível.

 

 

 

 

 

 

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