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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Moçambique, visto do meu lado

https://www.dn.pt/opiniao/a-complexidade-mocambicana-13525758.html

O link acima leva-nos para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

O texto é uma reflexão, diferente do que tem sido publicado, sobre a situação de terror e caos na província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique. Tem despertado muita atenção em vários círculos. 

Passo a citar o último parágrafo dessa minha crónica. 

" O ponto fundamental, para além da limpeza de Palma, da ajuda humanitária e da assistência técnico-militar a Moçambique, é tentar compreender as raízes e a dinâmica desta ofensiva terrorista. Minimizar, ignorar as realidades da exclusão social ou insistir em explicações estereotipadas – incluindo as que se referem a pretensas ligações ao chamado Estado Islâmico – seria um erro. Estamos perante uma insurreição capaz de servir certos interesses e fácil de promover. São combatentes que sabem sobreviver com pouco, sem necessidade de uma logística elaborada. As armas provêm das deserções, das emboscadas anteriores, agora do ataque a Palma, e dos mercados ilegais de material militar existentes na África Oriental e Central. Não querem ocupar terreno, mas sim abater os representantes do poder e gerar a insegurança nas áreas com interesse económico, mas com fraca presença do Estado. Por isso, são indivíduos altamente perigosos. Precisam de ser levados a sério, mas sem simplismos."

Trabalho de arame

Hoje, durante um debate por meios digitais, expliquei que pouco comento sobre a política portuguesa porque não tenho rede onde possa cair, se me quiserem desequilibrar. Contrariamente aos outros participantes, estive 42 anos fora do país e, por isso, não tenho as ligações aos vários poderes que eles têm. Se me meter com quem manda ou é influente faço-o como um lobo solitário. E é perigoso ser-se um lobo sem alcateia. Sobretudo quando se tem uma visão diferente da proclamada pelos interesses instalados. Assim, as poucas vezes que escrevo sobre questões internas é feita com prudência. Ou seja, trata-se de debater questões e princípios, mas sem referências às pessoas importantes que por aí andam. Elas não aceitam facilmente a contradição e sabem mexer os cordelinhos da vingança.

Liderar é saber escolher entre opções difíceis

https://www.dn.pt/opiniao/horizontes-e-equilibrios-europeus-13499513.html

O meu texto de hoje - desta semana - no Diário de Notícias pode ser lido na página acima mecionada. 

Transcrevo de seguida o último parágrafo do meu texto.

"A redefinição do papel da NATO é necessária. O horizonte que temos pela frente é muito diferente do passado. Convém, no entanto, que nos interroguemos sobre qual deverá ser, na verdade, o nosso espaço prioritário de defesa. Também convirá debater qual é o ponto de equilíbrio entre uma Europa virada para um futuro euro-asiático e a história do nosso engajamento euro-atlântico. Vejo aqui duas variáveis que devem ser equacionadas. Uma tem a ver com o nosso relacionamento a prazo com a Rússia. Vladimir Putin não é eterno. A Rússia faz parte da nossa vizinhança estratégica, das nossas complementaridades económicas e das nossas referências culturais. A outra diz respeito à autonomia de defesa e segurança da UE. Deve ser objeto de reforço permanente, sem, todavia, pôr em causa os nossos compromissos históricos com a Aliança Atlântica. Tempos de incertezas exigem que saibamos claramente que equilíbrios manter, e que caminho escolher. Trata-se de combinar coragem com visão."

 

Onde está a direcção política da coisa?

Surgem cada vez mais queixas sobre a maneira pouco eficaz de execução da nossa campanha de vacinação contra a covid-19. A ineficiência traduz duas coisas. Uma, refere-se à maneira como funciona o Sistema Nacional de Saúde quando se trata de respostas organizadas – e não de tratamento de urgências. Por isso, muitos dos cidadãos com mais de 80 anos continuam por vacinar, sobretudo os que têm menos acesso a médicos de família ou a clínicos amigos. Como também continuam por vacinar muitos dos maiores de 50 com doenças crónicas, mas pouco ou nenhum seguimento médico.

Por outro lado, a definição dos grupos profissionais prioritários continua a não incluir os professores e o pessoal de apoio ao sistema de ensino. E as escolas permanecem encerradas.

Para além das questões organizacionais, há aqui uma questão política que precisa de ser encarada de frente. A covid não é apenas um problema de saúde pública. É uma emergência nacional. Tem várias dimensões. Por isso requer uma direcção política de topo.

Desafinados demora mais tempo

https://www.dn.pt/opiniao/uma-primavera-europeia-com-mais-pujanca-13418822.html

Link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias.

Cito, de seguida, o último parágrafo do texto.

"O resto da UE pesa pouco na definição da linha futura. Assim, é essencial ter em Bruxelas uma liderança comunitária forte. Essa é uma das lições que se deve tirar da presente barafunda – precisamos de líderes sólidos nos principais países da União e de políticos de primeiro plano nas instituições europeias. A prática de mandar para Bruxelas personalidades de segunda linha não serve. Na crise atual e perante a dimensão dos desafios dos próximos anos, há que pensar numa remodelação profunda da presente Comissão e num reforço dos seus poderes. Algo difícil, mas que deve ser encarado sem demoras e com a necessária sensibilidade."

Eficiência, ética e equilíbrio

Sou dos que desejam que o governo seja eficiente, ético e equilibrado. Foi isso que respondi quando há pouco me perguntaram de que lado estou. Não aceito sectarismos partidários, mesmo reconhecendo que cada um se possa identificar com este ou aquele partido. Essa identificação não pode significar que se perde a objectividade. Sobretudo quando se teve a oportunidade de ver outros mundos, de estudar outras experiências, de adquirir um nível cultural acima da média.

O amigo a quem dizia isto não gostou da conversa. Compreendo a razão: fez uma brilhante carreira no seu ministério porque sempre se alinhou com um partido que esteve frequentemente no governo. É verdade que é uma pessoa com méritos próprios. Mas há muitos que, apesar do mérito que tinham e têm, não passaram da cepa torta. Estavam fora do jogo da política ou, então, identificados com o partido errado.

Não quis ouvir essa conversa e passou ao capítulo seguinte. Foi pena. Uma das características de quem tem mérito deve ser, no meu entender, a de reconhecer a realidade como ela é e não como nós gostaríamos de nos convencer e aos outros.

Temas, preocupações e alegrias

Se me meter em conversas em que se discutem temas que nos entristecem ou nos pintam uma sociedade à deriva, fico perdido. Estou a pensar nos temas da ineficiência, da manipulação da opinião pública, da corrupção, da ausência de punição para os criminosos com dinheiro e apoios políticos, dos compadrios, e agora – parece que está na moda – da formação de um governo de unidade nacional – não entendo bem o que isso quer dizer nem onde os seus proponentes querem chegar. Não sei o suficiente sobre o nosso quotidiano, depois de quarenta e dois anos de ausência, para me intrometer nesses debates. Mas reconheço a validade dessas questões. E a necessidade de as discutir de uma forma calibrada e sem manchas de clubite partidária.

Entretanto, ao fim do dia, tive duas boas notícias.

Uma, respeitante ao Conselho de Segurança da ONU, que aprovou uma declaração muito clara contra os militares golpistas em Myanmar. No essencial, é-lhes dito que isso de golpes é algo que não é aceitável no mundo de hoje. Foi uma declaração que me surpreendeu pela positiva. E digo isso no artigo que acabo de escrever para o Diário de Notícias de amanhã.

A outra foi o discurso de Joe Biden sobre política externa. Enunciou uma política clara, baseada na diplomacia com princípios e no respeito por todos os membros da comunidade internacional que se conduzam de modo democrático e que promovam os direitos humanos das suas populações. Ouvir o que ele disse fez-me perguntar a mim próprio se ele e Trump vivem no mesmo país. De um lado, temos uma atitude coerente e positiva. Do outro, era a política do imprevisto e do egoísmo nacionalista. A diferença entre um tipo de América e o outro é simplesmente colossal.

 

Um terramoto político no horizonte

A campanha de vacinação vai ser um cavalo de batalha política de primeira ordem. Certos governos e a própria Comissão Europeia serão acusados de não dar a prioridade necessária ao assunto e de incompetência. Estas bandeiras serão aproveitadas pelas oposições. E como são matérias muito sensíveis, questões de vida ou de morte, não deverá ser muito difícil mobilizar a opinião pública.

Veremos. Mas creio ser um assunto sobre o qual se terá muito para dizer. Para já, nota-se que a confusão já começou e que as campanhas de vacinação andam a passo de caracol, com uma ou duas excepções.

As semanas e os meses que temos pela frente podem ser um virar de página muito marcante. O panorama político poderá ser alterado muito substancialmente.  

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