Portugal é grande quando abre horizontes

23
Mar 19

A liderança política tem que saber libertar grandes paixões, emocões e energia colectiva. Tudo pela positiva e por um futuro melhor.

publicado por victorangelo às 17:13

14
Mar 19

O estilo de liderança de Theresa May merece que lhe consagrem um par de investigações e teses de doutoramento. Pode dizer-se muita coisa má e também alguma coisa boa sobre esse estilo. Mas a verdade é que a Primeira-Ministra britânica tem uma tenacidade de ferro. E uma capacidade exemplar para fixar os olhos na bola, naquilo que verdadeiramente conta, sem se deixar distrair por tudo o que vai acontecendo à sua volta.

publicado por victorangelo às 20:48

13
Mar 19

Theresa May está mais fragilizada do que nunca. Vários membros do seu governo decidiram votar contra as instruções que ela lhes tinha dado. A tradição diz-nos que deveriam, esta noite ou amanhã, pedir a demissão, abandonar as suas funções ministeriais. Não sei se isso irá acontecer. O país atravessa momentos excepcionais, nada é como dantes. Mas a verdade é simples: a Primeira-Ministra tem que manter a sua autoridade, no que respeita aos membros do governo. Se o não fizer, dará um sinal de fraqueza que será considerado como final. Em questões de liderança política, a imagem de um líder fraco é fatal. Nas circunstâncias actuais, Theresa May não pode cair nesse erro.

publicado por victorangelo às 22:17

09
Mar 19

Por hábito e, tantas vezes, para salvar a pele, o político acaba sempre por criar uma grande confusão. Assim, na mesma lógica, quando se trata de um partido político, a confusão pode ainda ser bem maior. E confusão é confusão, não se trata da nobre prática da ambiguidade.

publicado por victorangelo às 10:08

Na política, como em muitas histórias de amor, a eternidade pode durar mais ou menos dois dias.

publicado por victorangelo às 10:00

06
Mar 19

Quando se trata de assuntos de Estado, sobretudo dos interesses estratégicos da comunidade nacional que somos, tem que se pensar com realismo, com equilíbrio e ter uma visão de longo prazo. O oportunismo e a superficialidade só coincidirão com os interesses fundamentais da nação por obra do acaso. Não são, por isso, a marca de uma boa liderança.

publicado por victorangelo às 14:47

26
Fev 19

O simbólico deve estar no centro da mensagem política. E a mensagem ganha força quando consegue combinar o simbolismo com a simplicidade das palavras que a verbalizam. O líder é o grande sacerdote da imagem, do verbo e da esperança.

publicado por victorangelo às 15:17

22
Fev 19

As pessoas que podemos considerar como pertencendo às elites gostam de repetir que vivemos numa época muito interessante e estimulante. Os que vivem de rendimentos dos sectores financeiros, ou estão ligados às actividades das grandes multinacionais, dizem-no ainda com mais entusiasmo. É aí que encontramos os grandes defensores da internacionalização das economias e da liberalização do comércio mundial. E da revolução digital, que traz ao seus mundos ganhos de eficiência, de flexibilidade e de tempo.

As elites são gente que sorri.

Na sua euforia, esquecem-se dos outros. De quem não tem as qualificações necessárias para acompanhar as transformações científicas e tecnológicas. Dos que ficam para trás. Dos que olham para o presente e antevêem o futuro com imensa preocupação e uma grande dose de pessimismo.

Os outros. As pessoas que perdem, ou sobrevivem, apenas. Gente que quando ouve globalização lhes soa a exclusão. Gente com dúvidas e muito medo.

Cabe aos líderes políticos responder a esses receios. Ou seja, encontrar o equilíbrio entre um mundo mais aberto, e em renovação acelerada, e a salvaguarda dos interesses e da dignidade de todos os cidadãos. Em particular os que a vida, por uma variedade de razões, foi deixando à beira do caminho do futuro.

O ponto de partida, para os políticos, deve ser simples. Dito em poucas palavras, isso significa ter claro, nas suas mentes, que a transformação tecnológica da economia, a inovação acelerada com base na Inteligência Artificial e a abertura ao mundo não podem ser feitas à custa da marginalização de camadas significativas das nossas populações europeias. O discurso político e os planos de acção, aos níveis nacional e europeu, têm que se concentrar nas questões de inclusão. Para além da educação e da formação contínua, e da informação inteligente, as políticas devem promover novas formas de estar em sociedade, de se ser socialmente respeitado. Tem que se ganhar um novo entendimento do que significa ser-se socialmente útil. Isto inclui o engenho de novas maneiras de assegurar um mínimo de rendimento mensal aos que possam ter mais dificuldade em inserirem-se no mundo novo.

Tudo isto, sem tirar a cada pessoa a responsabilidade individual, que é sua, perante o seu destino.

A ideia é clara. O futuro constrói-se à força de braços, indivíduo a indivíduo, família a família, mas não só. Precisa de um quadro político que tenha em conta as variáveis do mundo de agora. Aí, entram as lideranças políticas e os seus deveres.

 

 

publicado por victorangelo às 11:51

26
Jan 19

Sempre, mas sobretudo numa altura de grandes desafios, a voz de quem ocupa uma posição de autoridade deve ser clara. Cada resposta deve ser credível e fácil de entender. E expressa de um modo sereno.

publicado por victorangelo às 22:37

04
Jan 19

O Público de hoje inclui um texto arrasador de Teresa Morais. A deputada do PSD escreve sobre a liderança actual do seu partido. Revela, de uma maneira serena e corajosa, a incompetência de Rui Rio, enquanto cabeça nacional de um partido que representa uma boa parte da opinião democrática portuguesa. Diz que Rio não ouve, não aceita opiniões críticas e não é capaz de definir uma política clara, que possa servir como contraponto às escolhas do governo actual.

Sendo assim, não deverá sobreviver para além das eleições legislativas deste ano, que se anunciam como uma derrocada para o PSD que dirige.

O que Teresa Morais não disse, é que Rui Rio deveria sair antes das eleições de 2019. Não o disse porque essa opção não está em cima da mesa. Ninguém parece disposto a iniciar um movimento interno que leve à contestação do líder.

Teremos, deste modo, um PSD que continuará em crise, mesmo depois da saída de cena de Rui Rio. O novo ou a nova líder encontrar-se-á numa situação complexa, com um grupo de deputados escolhidos de entre os fiéis de Rio. O costume, aqui como nos outros partidos, quando se trata de deputados: tudo a mandado do líder que estava no poder antes das eleições. De qualquer modo, parêntesis à parte, podemos esperar um cenário pós-eleitoral de conflito entre esses deputados e a nova liderança. Ou seja, o PSD, ou leva uma grande volta, ou está condenado a uma longa travessia do deserto.

 

publicado por victorangelo às 18:07

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