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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Em pré-campanha

Estamos em pleno período pré-eleitoral. Mas as intervenções de quem está em evidência não saem para além de duas questões: as finanças públicas e os benefícios sociais. São ambas certamente importantes. Não devem, porém, fazer esquecer outras dimensões que me parecem fundamentais. Ou seja, para além das matérias orçamentais e das promessas de subsídios e coisas similares, há que ter em conta a economia, a educação, a segurança dos cidadãos e o reforço da disciplina cívica.

A economia levanta a questão dos investimentos e do clima de negócios. Sem novos investimentos não haverá emprego nem receitas públicas adicionais. Sem um clima institucional e legal favorável e estável não haverá crescimento dos investimentos. Sem esquecer que as promessas sociais têm que ser realistas para não espantar o investimento estrangeiro e nacional. Promessas aventureiras ou fantasiosas fecham as portas ao investimento.

A educação está, em boa parte, num caos. Neste momento, só serve para produzir os pobres e os revoltados de amanhã. Precisa de ser sacudida de alto a baixo. A autoridade dos professores, que tem várias dimensões e passa igualmente pelo respeito pela profissão, deve ser restabelecida.

A segurança interna é uma preocupação que tem vindo a ganhar peso. Os mais frágeis são os que mais sofrem com a insegurança e a falência do Estado de direito.

Quanto à disciplina cívica, basta lembrar que sem respeito pelo próximo, pelo vizinho, pelos outros cidadãos, pelas regras e pelos valores morais não há país que consiga sair da cepa torta. A nossa maneira de estar em sociedade requer uma reflexão e um novo compromisso social. Cabe aos líderes abrir o debate e mostrar o exemplo. O tempo dos “espertos e despachados”, do sem rei nem roque, já deu o que tinha a dar e não faz parte da cultura democrática. É um sinal de subdesenvolvimento.

 

 

 

O triunfo de Obama

 

Este Arco de Triunfo, que recentemente visitei no deserto do Ennedi, na fronteira entre o Chade e a Líbia, tem todo o cabimento no dia histórico da tomada de posse de Barack Obama.

 

A entrada em funções do novo presidente americano enche de azul os céus do Inverno.

 

 

 

 

Copyright V. Ângelo

 

O Ministro português é o pior da Europa

O insuspeito Financial Times, um dos melhores órgãos de comunicação social, ousou dizer, uns dias atrás, que o ministro das finanças de Portugal é o pior da zona euro.

 

Como o melhor é o senhor das finanças da Finlândia, e como estamos a chegar ao Natal, a solução seria a de enviar o nosso homem pouco-sorrisos fazer um estágio em Helsínquia e ao mesmo tempo ir pedir a bênção do Pai Natal. Talvez o PN -- não confundir com o PM -- lhe ponha um pouco de habilidade política no sapatinho.

 

 

Aprofundamentos

 

A crise económica será o tema da minha crónica desta semana na VISÃO.
 
Entramos em Dezembro com a nítida sensação de que estamos a assistir a um acelerar da crise. Os números do desemprego na zona euro voltaram a crescer em Novembro. Em consequência, o consumo voltou a abrandar, o volume de crédito malparado aumentou e as empresas confrontam-se com maiores dificuldades de tesouraria. Os níveis de confiança na economia desceram, em todos os estados, e o clima de recessão é cada vez mais partilhado por todos.
 
Ainda recentemente, num encontro em Genebra, fui informado de que a maioria das reservas de turismo de grande luxo, para o primeiro trimestre de 2009, estavam a ser seriamente afectadas. Cancelamentos e mais anulações eram a ordem do dia.  
 
Existe uma certa confusão quanto às medidas a adoptar. Na crónica falarei do Plano Barroso. Que aliás começa amanhã a ser discutido em Bruxelas, ao nível dos ministros das finanças. Os actores económicos precisam de acreditar nos pacotes que vão sendo propostos. Mas há uma grande descrença nos líderes políticos. E por isso os planos que vão surgindo acabam por não conseguir gerar as dinâmicas que seriam de esperar.  
 
Apenas o pacote anunciado por Barack Obama foi recebido com entusiasmo. É verdade que representa um montante elevado de recursos, cerca de 7% do PIB americano. Mas a principal razão para o entusiasmo que suscitou é outra: muita gente acredita em Obama com líder. Um ponto fundamental.
 
 
 

Favores e Manipulação no DN

 

 

 

O Diário de Noticias de hoje pensa que faz um grande favor ao senhor Conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro, ao dar-lhe a palavra e também ao escrever umas coisas bonitas sobre a sua carreira. Que simpatia de jornal, que retrato tão bem retocado!   Até de gestos "calmos" e "suaves" reza esta crónica...
 
Os amigos são para as ocasiões, e o senhor precisa actualmente de muitas manifestações de amizade, para que se acredite no que diz. Aliás, na entrevista, Dias Loureiro acaba por duvidar de si próprio ao perguntar: " Achou-me sincero?
 
Nem o Padrinho, a que tanto o liga, o achara´, desta vez. Mas, continuara´ a  usar a máscara de Estado que lhe é habitual...E a fechar os olhos, à espera que a tempestade passe, como é hábito em Portugal...As coisas são importantes uns tempos e depois desaparecem do ecrã e da atenção geral, numa amnésia colectiva, que nos é tão própria.
 
Diz a autora da peça, com admiração,  que o personagem chegou à riqueza " com passagem pelo governo."  Na realidade, o homem aproveitou-se, com os escrúpulos que lhe são conhecidos, dos tempos no governo e das relações que conseguiu estabelecer, aqui e no estrangeiro, para enriquecer. A "passagem" pelo poder executivo foi apenas parte de uma estratégia de aproveitamento pessoal. Que começara antes e que ganhou asas depois. São estas as razões, para muitos dos nossos dirigentes, que levam ao chamado "serviço público", que é afinal "um serviço pessoal".
 
Muita gente na política, no PSD de Cavaco sobretudo, e nos negócios, lhe devera´ favores. Não será o caso, imagina-se, meus amigos, imagina-se, na área do encobrimento das coscuvilhices, das fofocas, dos comportamentos fora de jogo, apesar de ter sido durante vários anos patrão-mor das secretas e outras polícias.
 

Só que o homem anda "preocupado", como diz a jornalista.

 

La´ tera´ as suas razões...

 

 




 

A Esquerda sem rumo

O Partido Socialista Francês tem uma nova líder. Eleita por uma escassa diferença de 100 votos, num universo de 130 000 votantes. Uma situação patética.

 

 

 

Mas o mais triste é saber que o partido sai desta eleição e do congresso que agora teve lugar em Reims completamente dividido e sem uma linha ideológica clara. É um exemplo caricato de uma Esquerda sem rumo, sem princípios, sem ideais. Desajustada face aos desafios do presente e sem uma visão do futuro. Um partido que gira apenas à volta de umas dúzias de lugares políticos, nas câmaras, na Assembleia Nacional, no Parlamento Europeu, e pouco mais.

 

Um Partido de uma mão cheia de chefões, todos cansados e perdidos no mar alto do Sarkosismo dominante.

 

 

 

 

Desigualdades e cepas tortas

Portugal continua a ser, no essencial, um país profundamente desigual em termos sociais.

 

Para uma grande maioria dos Portugueses, as oportunidades de sair da cepa torta são quase inexistentes. Vive-se um marasmo social.

E´ uma característica fundamental de uma sociedade atrasada, económica e culturalmente.

 

 

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