Optimismo, força de vontade e convicção são características fundamentais para quem anda na liderança política. Mas não devem ser confundidas com arrogância, menosprezo e chacota do opositor. Estas e o excesso de confiança levam à derrota.
Já aqui escrevi, há uma semana, sobre a liderança do PSD. Não vou repetir o que então afirmei.
Hoje, digo apenas que Luís Montenegro não esteve bem. Passou o tempo a atacar, com violência, o Presidente actual do seu partido, sem nada dizer sobre quais seriam as ideias programáticas chave por que se bateria, caso fosse ele o líder do PSD. Ora, é isso que está em causa. Ideias. Não se trata de substituir um líder fraco por outro sem ideias, para além do rancor e da ambição pessoal. E que, além disso, não tem uma imagem muito nítida – cada um verá nesta palavra o que melhor lhe parecer – junto da opinião pública portuguesa.
Assim, a sua declaração desta tarde, sem direito a perguntas, foi um tiro de pólvora seca. Veremos se alguém se assusta.