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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Os pensadores e os escrevinhadores

Questionar é o ponto de partida do acto de pensar. Só é possível se houver liberdade e se o pensador tiver a coragem e a imaginação suficientes para dar bom uso a essa liberdade. Muito do que aparece escrito e é dito é apenas uma repetição do que outros criaram, sem se acrescentar um qualquer laivo de interrogação ou de dúvida. Nesses casos, aquilo a que eles chamam pensamento mais não é do que um eco.

Infelizmente, há quem ache que repetir e mencionar autores ilustres, sem qualquer pensamento crítico, é uma prova de cultura, de formação académica e de inteligência. Eu não vejo isso assim. Considero essas manifestações mera vaidade, exibicionismo, oportunismo e pobreza de espírito.

O verdadeiro pensador procura reequacionar o que já foi dito e colocar a questão no contexto actual. Depois, tenta entender o que essa questão pode significar na definição dos tempos futuros.

Na realidade, duvidar é a essência do progresso.

 

O renascimento do Diário de Notícias

O Diário de Notícias voltou às bancas hoje, no dia em que perfaz 156 anos de existência. A partir de agora, volta a estar presente nas nossas vidas, com o seu cheiro a tinta fresca e com uma qualidade que fazem desse diário uma referência.

É uma boa notícia. A sua publicação quotidiana exigirá um grande esforço por parte de todos os que nele labutam ou com ele colaboram. Sei que estão prontos para o desafio.

Entretanto, a edição comemorativa de hoje era vendida com acompanhamento: trazia como oferta, para que se pudesse celebrar o aniversário com estilo, uma pequena garrafa de espumante. Lá foi, à saúde de todos e ao bom sucesso do projecto DN.

Ser poupado no uso dos média

Conviria lembrar aos dirigentes do Estado – e aos políticos em geral – que a banalização e o uso muito requente das intervenções mediáticas acabam por minar a autoridade de quem o faz. Comunicar é importante, nos dias de hoje, é mesmo essencial saber fazê-lo bem, de forma clara e acessível. Mas vir à televisão ou aparecer nos jornais por dá cá aquela palha tem um impacto negativo sobre o simbolismo que deve estar associado ao exercício do poder.   

Um intelectual cansativo

O meu amigo é um português de gema que gosta de discorrer sobre relações internacionais e geopolítica. Ainda bem, que assim se ganha uma perspectiva mais ampla do contexto em que nos inserimos. O problema é a rigidez e o viés da análise. Cada incursão num tema leva-o sempre à formulação de críticas acerbas aos dirigentes europeus e às posições políticas ocidentais, independentemente da justeza ou não da decisão em causa. Por exemplo, quando estão em jogo Angela Merkel e Vladimir Putin, o seu raciocínio consiste em dar a volta aos factos e justificar ou procurar desculpar o líder russo. Na pior das hipóteses, Putin é descrito como sendo anti-ocidental e nunca se faz referência ao despotismo que o inspira ou à corrupção que é um dos pilares da sua política. O meu amigo acha que ser de esquerda é proceder assim, apoiar quem nos é hostil. Também acha que, ao apresentar as coisas dessa maneira, está a ser mais esperto do que os outros. Na realidade não faz análise, toma partido e faz política. E ao fazê-la, esquece-se dos nossos interesses. Pensa apenas na imagem que quer projectar, a de um estratega, quando na realidade pouco mais é do que uma espécie de irmão metralha, estudioso e activo, mas que confunde a esquerda com o deita-abaixo. Amigos assim, evito, pois são, além do mais, cansativos.

Um Carnaval de preocupações

Não é hábito falar de problemas no dia da Terça-feira Gorda. Mas a verdade é que existem grandes preocupações no ar. A epidemia de coronavírus Covid-19 continua a ser o grande título das notícias. E tem várias facetas, não sendo apenas uma questão de saúde pública. O impacto sobre a economia internacional e as inconveniências que provoca na vida de certas pessoas, obrigadas a um regime de quarentena, são dois dos aspectos mais marcantes, neste momento.

Uma vez mais, repito que é fundamental não criar situações de pânico colectivo. Aqui, a comunicação social tem um papel da maior importância. Explorar cada caso, até se dizer basta, é um erro e uma irresponsabilidade. Ou será apenas atraso mental? Os políticos também têm que mostrar serenidade. Isolar as pessoas em risco, sim, fechar fronteiras, seja de que maneira for, não me parece correcto. Prudência não é a mesma coisa que exagero.

Entretanto, a vida continua e há que tratar de muitos outros assuntos. Em Portugal, um deles é certamente o da segurança e da ordem interna. O que se passou recentemente na Segunda Circular de Lisboa e a violência nas ruas e nos lugares de diversão nocturna mostram que estamos a resvalar rapidamente para situações de incumprimento cívico agravado, de desordem e de violência em bando. Nestas coisas, deixar andar é abrir as portas à desordem e à instabilidade social. Em matéria de segurança interna, a única política que conta é a que não deixa passar nem um mero vidro partido. É a tolerância zero.

Será que isto é difícil de entender pelos políticos?  

Os tolos e os espertos

Estão a dar gás ao fulano. E ele e os seus aproveitam-se dessa estupidez. Pouco a pouco, irão tentar ser a personificação de tudo o que é oposição da velha direita ao Partido Socialista, da raiva que sempre existe contra quem parece não querer largar o poleiro político. Procurarão ser vistos, por uma parte dos eleitores, como a única réplica corajosa e ousada a António Costa e aos seus. Tentarão marcar a agenda mediática. Não são tolos. Antes pelo contrário, estão a crescer e a marcar pontos.

Assim crescem os movimentos políticos desse género.

Livremente tolos

Somos, de facto, muito únicos. Nomeadamente, ao nível da comunicação social. Desde o início da semana, são múltiplos os artigos, comentários, textos de opinião, editoriais e notícias sobre o que se passa num partido minúsculo. Um partido que, nas eleições legislativas de Outubro, teve menos de 56 000 votos. Ou seja, uns pós acima de 1% dos votos expressos. Páginas e páginas a tratar da insignificância, que é um tema que habitualmente nos apaixona. 

Shakespeare diria “tanto alarido a propósito de nada”.

Os dias que passam por nós

 

Não sei se é por estar em convalescença, ou por causa do tempo cinzento e frio, mas estes dias considero que a política portuguesa se transformou numa grande maçada. Não há nada de novo, é a rotina habitual, com a falta de visão que nos caracteriza. Somos pequeninos nas ideias e nas ambições.

 

Fico mesmo a matutar como é possível aos comentadores políticos do costume arranjarem temas para escrevinhar. Depois, percebo que continuam a rabiscar frases, uns sobre os outros, e a discorrer sobre as idiotices dos últimos tempos. Provavelmente ninguém os lê, nem mesmo os reformados que matam as horas do dia em frente dos ecrãs dos seus computadores.

 

Há falta de ideias mas não há falta de quem comente. Parece-me, aliás, que cada vez há mais comentário, que, sendo produzido a título gratuito ou muito mal pago, é escrito em cima do joelho, a despachar, mas sobretudo à espera da sorte grande. Mas esta está reservada para uma meia dúzia, que pouco acrescentam à inovação do pensamento que por aí aparece. Têm, todavia, os contactos que o pretenso sucesso exige. Dão nas vistas, porque sabem como navegar nestas nossas águas pouco profundas.

 

No país, o que conta são as redes de amigos e de compadres, não o mérito. Acho bem, pois assim é fácil de perceber como se consegue vencer na vida.

 

E haja conversa.

 

 

 

Os burros e as saias

Quando uma parte da elite intelectual se entretém com reflexões sobre um homem de saias, podemos ter a certeza que algo está muito mal, neste nosso pequeno canto do mundo. Rimos e espraiamo-nos na parvoíce, como se procurássemos fazer chorar as pedras da calçada. Uma boa fatia da nossa classe intelectual é, pura e simplesmente, bacoca.

O vidente dos domingos

Voltando à questão da análise política, o fulano que aparece na televisão aos domingos ao serão tem pouco de analista. E ainda menos, em termos de seriedade. É mais uma simbiose, um ser híbrido, que mistura maneiras de pregador com hábitos de vidente. Quando olha para o espelho, para decidir o que irá desbobinar na exibição da semana, vê-se com a missão de educar os políticos, uma missão a que os políticos visados não prestam qualquer atenção. Combina isso com a leitura da sua bola de cristal, que deve ter sido adquirida numa loja de fantasias. Felizmente para ele, existem por aí uns escribas com carteira de jornalista que lhe dão alguma atenção. Devem ser os únicos.

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