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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Compromissos para sair da crise

Transcrevo aqui o meu texto no Diário de Notícias de hoje:

 

A crise e os acordos necessários

Victor Ângelo

 

Na política, como na vida, o compromisso é, muitas vezes, a melhor solução. Reflete um equilíbrio relativo dos interesses em jogo, numa sociedade multifacetada. As maneiras de ver e as preocupações dos cidadãos são um mosaico policrómico. A abertura de espírito, a capacidade de diálogo e a tolerância são a resposta adequada. A política a preto e branco, sem matizes, só existe nas tomadas de posição dos extremistas, nas mentes redutoras e totalitárias. Deve ter um peso marginal numa democracia avançada.

 

Numa crise nacional profunda, que é a situação em que nos encontramos, só os acordos políticos de grande amplitude permitirão a saída do buraco. É evidente que cada partido deve ter como objetivo eleitoral a conquista de uma maioria absoluta. Assim deverá ser em relação às legislativas de 2015. No entanto, sejamos realistas: apenas o PS parece estar em condições de ter uma ambição dessas. Acho normal que António Costa diga que esse é o alvo que procurará atingir, se estiver à cabeça do seu partido.  

 

Mas não tenhamos ilusões. Mesmo que a maioria absoluta venha a acontecer, os desafios que um governo do PS terá que enfrentar serão de tal modo complexos que exigirão, necessariamente, uma frente política mais ampla.

 

Há quem pense que essa plataforma alargada se poderá construir à esquerda dos socialistas.  

 

Essa opção seria um erro. Os acordos políticos de fundo, capazes de nos puxar para a frente, terão que ser feitos à volta do papel futuro e da subsequente reforma do Estado, de decisões sobre os investimentos prioritários, da nossa agenda europeia, da segurança internacional de Portugal, no quadro da NATO, e do nosso relacionamento estratégico com Angola, o Brasil e outros. Tudo isto são matérias com linhas de fratura intransponíveis, que excluem qualquer movimento radical de um acordo de regime.

Desemprego

Esta semana escrevo na Visão sobre François Hollande, a campanha eleitoral francesa e o desemprego na Europa. Para mim, o desemprego deve ser a preocupação central de todos os líderes políticos. Infelizmente, não é assim. França

 

No dia em que apareceu o meu texto, voltou a falar-se da Grécia e de um novo resgate, de cerca de 170 mil milhões de euros. A situação grega e as perspectivas para os próximos anos são aterradoras. A Grécia não consegue dar a volta à sua economia, está num processo de pauperização acelerado. Por outro lado, a UE está agora muito pouco disposta a ajudar a Grécia. Chegou-se a um ponto em que se diz, alto e bom som, que a Grécia não tem remédio. 

 

No meio de tudo isto, não podemos deixar de pensar na situação portuguesa. Mais do que nunca, é fundamental investir na diversificação da nossa economia, na expansão dos sectores mais competitivos, criar riqueza e emprego. Aliás, o meu artigo de hoje defende essa mesma tese.

 

Está disponível no sítio:

 

http://aeiou.visao.pt/a-europa-a-procura-de-emprego=f645573

O desafio é enorme

Na viagem para Stavanger, perdi o telemóvel no voo para Frankfurt. Estava já no autocarro de ligação ao terminal quando um homem de meia-idade começou a perguntar aos passageiros se o telefone era de algum deles. Era, sim, senhor!

 

No terminal, comi uma sandes e a rapariga que me serviu tentou enganar-me com o troco. Em vez de 10 euros, devolveu-me uma nota de 5, mais as moedas. Disse-lhe que estava errado. Esperta, pegou numa das moedas e trocou-a por outra. Tive que chamar a atenção para a falta.

 

Em ambos os casos, os incidentes aconteceram com gente vinda do Médio Oriente. A diferença de comportamento entre os dois foi no entanto clara. Ficaram os médio-orientais empatados na minha consideração de hoje.

 

Depois, falei com os colegas alemães que se juntaram à minha viagem. Estavam muito preocupados com as notícias mais recentes sobre a economia portuguesa. Nesta parte da Europa dizem todos que somos bem comportados mas que estamos a perder a batalha. Os mercados e os investidores tradicionais estão a fugir do nosso país. Já ninguém acredita que Portugal consiga superar a crise sem um programa de ajuda diferente.

 

Que pensa o governo?

 

E que opinam os nossos intelectuais, quando não estão a discutir as questiúnculas que os ocupam ou a dar as cacetadas do costume nos bombos habituais da festa política portuguesa?

 

Novas fronteiras do jornalismo

No quadro dos Dias do Desenvolvimento, participei hoje na discussão sobre Media, Cidadania e Desenvolvimento. O IPAD, o organismo público que se ocupa da cooperação, é o grande patrocinador destas jornadas. Várias entidades, sobretudo ONGs, aproveitam a oportunidade para expor o que fazem. A antiga FIL é o local de acolhimento da iniciativa.

 

A discussão sobre os media teve como motor a ACEP, a Associação para a Cooperação entre os Povos, uma ONG com um passado credível.

 

Na minha interevenção mencionei que a fronteira entre o jornalismo profissional e o dos cidadãos está a precisar de ser repensada. Hoje existem, no mundo, segundo uma estimativa com um certo fundamento, 115 milhões de blogs. Um número impressionante. O país que proporcionalmente mais bloga é a Coreia do Sul. Se apenas 1% dos blogs do globo se ocupasse de questões políticas próximas das relações internacionais e do desenvolvimento, estaríamos a falar de mais de um milhão de blogs. Muitos desses bloggers estão mais perto e mais por dentro dos acontecimentos que os jornalistas. São, por isso, uma fonte inesgotável e indispensável de informação. Nem tudo o que dirão fará sentido, mas haverá muito que pode ser aproveitado.

 

Neste contexto, que papel deve assumir o jornalista profissional?

 

 

Uma Europa sem interesse

 

Acabo de sair de um jantar em Bruxelas, onde os jornalistas eram a maioria. Falaram da Europa, da falta de interesse dos cidadãos europeus pelas questões comunitárias, de quão difícil é convencer os editores dos jornais a darem espaço aos assuntos vindos de Bruxelas, da falta de protagonismo político dos principais responsáveis da Comissão. É tudo muito "função pública", não há picante nem histórias humanas.

 

Um dos jornalistas disse mesmo que as instituições europeias vivem fora das preocupações das pessoas. Os próprios belgas de Bruxelas não sabem bem para que serve a Comissão.

 

Existe uma falta visível de contacto com as pessoas. Não se pode confundir a população com os políticos. É isso que tem estado a acontecer. Trabalha-se com a preocupação de agradar ao Presidente ou Chefe de Governo do país A ou B. Não podemos continuar assim. 

 

A Europa existe para os povos.

 

PSD ou a descida dos lobos ao povoado

Os uivos dos lobos de sempre, os que já tiveram uma posição dominante, ou os da nova geração, que esta' desejosa de tomar o poder e liderar a alcateia, fazem-se de novo ouvir.

 

Sentem que a velha loba já' deu o que tinha a dar. Não vai ter genica para atacar o povoado.

 

O cerco vai continuar. Vão, uma vez mais, acabar por se devorarem entre si.

 

 

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