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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Frouxamente

 

Para o observador externo, mas atento, os sinais de crise são evidentes. O comércio da Grande Lisboa está sem clientes, o poder de compra passeia-se pelos centros comerciais com os bolsos rotos, os restaurantes que não são de luxo, vazios, os monumentos sem turistas, e as praias cheias sim, mas com os sem-dinheiro cá da casa.

 

Os políticos também andam frouxos de ideias. Ouviram falar de algum projecto em relação ao futuro? De algum programa que proponha soluções concretas às fragilidades da economia e da sociedade portuguesas? Que abra horizontes? Que vá além das caras gastas e cansadas, que já não convencem ninguém?

 

Fracos políticos, sim, a não ser quando se trata de ataques pessoais e de cacetadas. Nestes casos, as energias dos homens das cavernas voltam à tona de água, com o ímpeto raivoso de quem, lá bem no fundo, conhece as suas limitações. É a continuação da política dos arrebatamentos.

 

Ainda hoje, aparecem dois desses arrebatamentos, na imprensa semanal. Dois lobos que agora pensam, tendo em conta o estado das coisas, que vale a pena ser feroz em relação ao resto da matilha a que sempre pertenceram e com quem sempre andaram à caça.

 

Temos medo

 

 

Copyright V. Ângelo

 

A política portuguesa faz-nos medo. Pior ainda, nesta altura pré-eleitoral. Saem todos os medíocres à rua.

 

Quem anda por muitas terras, e vê o que vê na frente portuguesa, fica de olhos esbugalhados, sem saber para que lado se virar. E com um sentimento de impotência, que a opinião do povo não conta, os senhores protegem-se, fingem que não vêem, que não ouvem, que não entendem. É tudo uma boa sacanice, sem nenhuma preocupação pelo bem comum, pelo futuro, por um Portugal que consiga singrar.

 

Que medo, que medo, para onde vamos?

As interpretações abusivas

 

A leitura feita por alguns jornalistas das palavras da senhora da oposição sem jeito é claramente abusiva e inspirada pela fidelidade de certos homens dos jornais aos cavalheiros do poder. A senhora não fala de nenhum Bloco Central. Aliás, na resposta à questão levantada pelo entrevistador, a rainha dos desajeitados diz umas coisas que, lidas e relidas, não se entendem. Mas isso não seria notícia. É habitual. O que certos jornalistas inventaram, de seguida, é que se tornou notícia.

 

E que se trame a honestidade intelectual em Portugal.

 

 

 

 

 

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