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Crescemos quando abrimos horizontes

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Ministros e polícias

A saga à volta do SEF está a revelar a incompetência e a falta de verticalidade de quem detém o poder. O próprio Presidente da República está a ser apanhado na rede dos que sacodem o capote ou fingem que nada viram. Mas a atenção está acima de tudo focalizada no Ministro da Administração Interna, na sua falta de visão, autoridade e sentido das responsabilidades.

Neste fim-de-semana, o ministro equivalente na Albânia pediu a demissão. Um dos polícias do país matara um cidadão, ao usar a força de um modo excessivo e injustificado. Pouco depois, o ministro assumia a sua responsabilidade política. Sem grandes conversas, sem ambiguidades. É verdade que a Albânia é um pequeno país e uma potência como Portugal não quer seguir o exemplo de um Estado minúsculo. Aliás, Portugal não quer seguir a prática que é normal nestas situações. O poder que está no poder considera-se acima dessas coisas.

Entretanto, o Director Nacional da PSP viu um microfone pela frente e falou da reestruturação do SEF. Conheço Magina da Silva há muitos anos e tenho a maior consideração pelas suas capacidades profissionais. Creio, no entanto, que não se deveria ter pronunciado sobre o assunto em público.

A reorganização dos sistemas nacionais de polícia é um tema muito delicado. A experiência de outros Estados europeus mostra-o claramente. É um assunto imensamente político. Exige consensos alargados. Cabe aos líderes políticos tratar de os encontrar. Na maioria dos casos não o fazem por não terem a coragem política que é necessária.

Aqui, em Portugal, não sei se é essa coragem o que falta ou se é apenas uma questão de não saber ver o é preciso fazer na área da segurança.

Conversas de ministros

Acho estranho que o ministro dos Negócios Estrangeiros se pronuncie publicamente sobre o trabalho do seu colega na Administração Interna. Sobretudo quando está em jogo um assunto tão sério como o da maneira de agir dos responsáveis do Serviço de Emigração e Fronteiras. Cada um deve falar sobre a sua área de competência, cabendo ao primeiro-ministro falar sobre os seus ministros. Também não compreendo que o primeiro-ministro autorize esse tipo de intromissões em pastas alheias e em assuntos que se tornaram extremamente delicados. Será que o ministro dos Negócios Estrangeiros faz medo ao seu chefe?

O ministro gosta do politicamente "vai com a onda"

O Ministro da Administração Interna deveria mostrar um pouco mais de iniciativa. E menos medo político.

Cabe-lhe explicar, de modo claro e sem qualquer timidez política, que a Polícia de Segurança Pública é uma instituição fundamental da ordem democrática portuguesa e que tem investido imenso, nos últimos 30 e mais anos, na formação dos seus oficiais e agentes. Poderá, num caso ou outro, haver deslizes e comportamentos inaceitáveis. Mas, no seu conjunto, é uma instituição que deve ser respeitada. Faz um trabalho comparável ao que de bom se faz na Europa. O seu papel é fundamental para o bom funcionamento da sociedade portuguesa.

E é esse papel que o seu pessoal procura desempenhar dia e noite.

Péssima qualidade

Não tenho grande admiração pelos políticos portugueses. Isso é sabido, segundo suspeito.

E também me interrogo muito seriamente sobre a qualidade científica do nosso ensino superior nas áreas da economia, da sociologia, de direito e dos estudos políticos. Quando vejo o que esses professores dizem em público e escrevem na comunicação social fico muito preocupado com a sorte dos seus alunos.

O pior é quando o político e o professor universitário coincidem e são uma e a mesma pessoa. Saem então barbaridades que nem o Deus do tal ministro de hoje nos salva.

Uma política incendiária

O drama dos fogos é, ao fim e ao cabo, o drama de populações rurais, de pequenos camponeses pobres. São eles que sofrem e perdem os seus parcos haveres. São as grandes vítimas. O fogo perpetua a miséria e o abandono.

 

Os senhores da política e do poder são agora gente urbana, que pouca ou nenhuma sensibilidade e afinidade têm, no que respeita a essas populações do campo minifundiário. Por isso não se lembraram dos incêndios quando era preciso tomar medidas de precaução. Preferem remediar, que prevenir não lhes vem à cabeça de meninos da cidade.

 

E remedeiam mal. Com o flagelo dos incêndios a ser uma constante de todos os Verões, não há corpos de bombeiros profissionalizados e treinados especificamente para este tipo de catástrofes. Continua a construir-se a luta contra os fogos na base dos voluntários, que são os grandes heróis, gente da classe pobre urbana a ajudar os pobres do campo. E não há meios suficientes, por muita que se diga o contrário.

 

Há também aqui um problema de gestão das florestas e dos matos, de ordenamento do território. Mas ninguém ouve falar da responsabilidade política dos ministros da agricultura e do ordenamento do território e do ambiente. Eles andam escondidos ou entretidos com outras coisas, enquanto a pequena economia rural arde. Só se pensa na administração interna. É, uma vez mais, a resposta a tomar a primazia em relação à prevenção. Ou seja, mais um exemplo de opções políticas ao avesso.

 

Isto é um inferno de governação e de políticos. 

Bombeiros voluntários

No pino do Verão, é altura de lembrar os milhares de bombeiros voluntários que existem pelo país fora e de lhes dirigir uma palavra de reconhecimento pela sua abnegação e coragem.

 

É igualmente altura de perguntar se as instâncias oficiais estão a fazer o que deveriam fazer, para salvaguardar os interesses dos bombeiros feridos em acção ou para proteger os familiares mais directos dos que, por infelicidade, acabam por cair no combate às chamas.

 

Um país que sabe honrar os seus bombeiros voluntários mostra saber reconhecer o mérito dos cidadãos que nos ensinam como combinar humildade com serviço público. 

Reorganizar as polícias

A manutencao da segurança e ordem internas é uma das funções essenciais do Estado. Quando os cidadãos têm o sentimento de que o desempenho dessa função está a falhar, há que tirar todas as consequências políticas e ter a coragem de tomar as medidas que se impõem.

Neste momento, em Portugal, falta a coragem política bem como percepção, o entendimento, da gravidade da situação de segurança, tal como é vista pelo cidadão comum.  A responsabilidade primeira recai sobre o chefe do governo. Duas medidas de resposta imediata seriam a substituição do Ministro da Administração Interna e a execução de patrulhas conjuntas entre a PSP e a GNR. A médio prazo, a resposta passa pela reorganização das forcas policiais, incluindo a progressiva fusão da PSP e da GNR.

 

 

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