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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Os verdadeiros e os falsos Pais Natais

A minha neta tem agora nove anos, a caminho dos dez. Este ano, percebeu pela primeira vez, essa história a que nós, os adultos, chamamos de Pai Natal. Reagiu bem, no entanto. E mostrou que era preciso não deixar o primo, o meu neto de sete anos de idade, perder os seus sonhos sobre a famosa personagem natalícia.

Disse-me que, quando se tem sete anos, era necessário acreditar nos mais velhos. Manter essa confiança, nessa idade, é essencial. E que, mais tarde, é importante continuar a viver certas historietas, mesmo sabendo que, na verdade, não passam de meros contos de fadas.

Acreditar por que se quer, mesmo sabendo que a realidade é outra, dá asas à imaginação. E não é mesma coisa que engolir as falsas realidades, e a água benta, que os políticos nos trazem para a televisão. Por exemplo, aquele senhor que nos veio agora falar do Sistema Nacional de Saúde. Não é nenhum Pai Natal e só acredita nele quem anda de olhos fechados e tem mais de sete anos de idade.

 

 

 

O Menino Jesus envelheceu

Por esse mundo fora, o Pai Natal roubou o protagonismo ao Menino Jesus. É Pai Natal para aqui, Pai Natal para acolá, do Oriente ao Ocidente, do Norte ao Sul. O centro comercial substituiu a cabana da vaquinha e do burrito, o centro comercial é o novo Presépio. São os tempos modernos, a era do marketing, do consumo e da ostentação, os novos símbolos da vida de agora.

O Menino Jesus transformou-se, com o tempo, num velho de barbas brancas, estranhamente vestido de vermelho, com um grande saco de mercadorias feitas na China às costas.

Haja festa, pois então. E um feliz Natal.

 

Cabeça de garoupa no Natal

Ontem, no pequeno supermercado Continente aqui do bairro, o Menino Jesus ganhou a forma de uma cabeça de garoupa.

Tinha ido, com a minha chefe cá de casa, comprar peixe ao supermercado. Trata-se, por razões que têm que ver com os hábitos adquiridos noutras infâncias, debaixo de outros céus, de uma expedição delicada. Chegados ao balcão, tínhamos à nossa frente um senhor da nossa idade, mais coisa menos coisa. Ouviu a sugestão que fiz, que ia na direcção de um linguado de bom porte, e a resposta da minha contraparte, que dizia que a garoupa lhe parecia uma melhor opção.

No seguimento, o senhor quis que lhe passássemos à frente. Tentei perceber porquê tanta amabilidade. Acabou por confessar que a sua intenção era a de comprar a cabeça dessa mesma garoupa. Que coincidência! Eu, como sempre, ia pedir ao peixeiro para cortar a cabeça da garoupa e botá-la, de seguida, no balde dos restos. Em casa, a minha chefe não deixa entrar cabeça de peixe, com aqueles olhos grandes fixos nela, acusadores, atemorizantes. Ofereci a cabeça ao senhor, para seu grande espanto, primeiro, regozijo, depois.

E lá fomos juntos para a caixa, ele com cabeça limpa, cortada ao meio, pronta para a sopa, nós com o corpo do bicho e a alegria de um Natal partilhado. Paguei a conta, que desta vez até me pareceu mais ligeira.

Depois, a garoupa no forno soube melhor e passou a ter uma historieta para contar.

O Natal do Primeiro Ministro

António Costa fez um discurso de Natal inteligente. No essencial, a mensagem foi positiva. Mas sublinhou, com muita clareza, que ainda há muito por fazer. Ou seja, procurou transmitir aos cidadãos a ideia que é necessário assegurar a continuidade da política actual. O que quer dizer, e não é preciso ser-se muito vivo para o entender, votar por António Costa nas eleições de 2019. Disse-o habilmente, sem fazer qualquer referência directa às legislativas que já tem, como muitos outros políticos, como principal preocupação.

Natal e Davos

Antes de fechar as portas por motivos de Natal, tentei hoje entender o que irá ser discutido no Fórum Económico de Davos, a partir de 17 de janeiro.

Como é sabido, Davos atrai, cada ano, uma boa parte da elite política, financeira, económica e académica mundial. Nesta próxima edição, vai ter como estrela o presidente da China, Xi Jinping. O que é significativo: a liderança chinesa quer posicionar-se na linha da frente no que respeita aos grandes debates económicos e sociais sobre o futuro.

O que que me faz voltar à questão da agenda.

E a verdade é que não entendo bem onde se quer chegar com o programa proposto. Os temas são abstractos, pouco claros, cheios de palavras grandiosas, enfim, uma maneira de falar que ninguém entende. Ora, isto para quem se diz preocupado com a distância que continua a aumentar entre as elites e os cidadãos…

A conversa da agenda mostra bem esse fosso. E não irá certamente contribuir para o lançamento de pontes entre ambos os lados.

Pena, porque a questão das elites é uma das grandes interrogações que precisa de ser debatida com urgência. Como Donald Trump e outros do género nos lembram diariamente.

Enfim, vamos, para já, fechar para as festas. Um bom Natal a todos.

O nosso lixo

As festas do Natal já passaram. Como de costume, houve embrulhos e papel de prendas por todos os lados. Nestas paragens não há Natal sem grandes manifestações de consumo. Mas o que mais me agrada é poder andar nas ruas do meu bairro e não ver lixo amontoado, caixas vazias das prendas recebidas, embalagens de todo o tipo, espalhadas por tudo o que possa ser sítio próximo de contentores. As ruas estão limpas, não há nenhum sinal da orgia de compras que definiram os últimos dias. Não existem, aliás, contentores nas ruas.

No bairro onde vivo, o papel é recolhido todos os quinze dias. São duas sextas-feiras por mês. Enquanto não chega o dia, o papel e o cartão é guardado em casa, fica à espera. Chama-se a isto civismo. Educação cidadã.

Imagino que os apartamentos e as casas estarão cheios de papel à espera do camião, no dia certo.

Erros políticos no Natal

Volto às reflexões de Natal, para dizer que é um erro tentar aproveitar o dia ou o momento para fazer propaganda política. O erro torna-se ainda maior quando a propaganda é claramente exagerada, marcadamente enviesada e descaradamente eleitoralista. Ninguém vê com bons olhos esse tipo de “esperteza”. O Natal é um período especial, com profundas raízes emotivas e sensibilidades profundamente espirituais. Os discursos, declarações ou mensagens de Natal devem ser inspirados por valores nobres e mais ou menos universais. Devem reconhecer a coragem dos que a tiveram, a bondade dos que a manifestaram e a solidariedade activa com quem dela precisa.

Seria bom que os fulanos que aconselham certos políticos dos nossos tivessem isso em conta. Que estudassem o que outros dirigentes dizem, nos países da velha Europa. E que procurassem evitar que os seus patrões partidários cometessem as asneiras de que fomos uma vez mais testemunhas. Só que esses miúdos das cortes que giram à volta do poder sabem tanto e têm tanta experiência como um bichinho que acaba de sair da toca.

Dizer bem do Natal

O Natal transformou-se, na nossa parte do mundo, numa data muito especial. É uma festa abrangente, que ultrapassa as linhas de separação religiosas ou filosóficas. Trata-se da celebração da família e da renovação da esperança. Apesar de algum aproveitamento político, o Natal tem conseguido manter a distância que deve existir entre as coisas da política e a consolidação dos laços familiares e de amizade. Dirão que não conseguiu, no entanto, evitar o uso comercial da data. Na realidade, esta é uma altura do ano em que o consumo dispara. Mas a vida é assim: ter coisas, dar e receber prendas, tudo isso está associado à alegria e aos dias festivos, faz parte da condição humana. Seria injusto ser demasiado severo em relação ao consumismo natalício. Lembro-me de quando era criança, das prendas modestas que recebia e da euforia ao ver os pequenos nadas no sapatinho de Natal. E fico convencido que vale a pena ser de novo como uma criança feliz, pelo menos um dia por ano.

Semana de Natal

Esta foi uma segunda-feira a meio vapor. As instituições europeias estão em serviço mínimo, os deputados regressaram aos seus países de origem, assim como todos os que à sua volta trabalham, os agentes dos lobbies – pelo menos 15 000 aqui em Bruxelas – arrumaram os cartões de crédito que servem para pagar os chamados “almoços de trabalho”, enfim, até a guerra parece ter fechado, numas tréguas natalícias que ninguém declarou. Do lado dos mercados, as transacções ficaram-se pela casa dos 45% do que é habitual, num dia que não seja perto do Natal.

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