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Crescemos quando abrimos horizontes

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Nauru e a Ilha Terceira

Creio não errar se pensar que nenhum dos meus leitores habituais esteve alguma vez na vida em Nauru. Diria mesmo que muitos nem localizar esse país no mapa do mundo o conseguirão fazer.

 

Lembrei-me de Nauru depois de ler um artigo palerma num diário de referência de Lisboa. Na verdade, o Público de hoje insinuava que os Chineses talvez estejam interessados na base das Lajes, agora que os Americanos estão decididos a reduzir a sua presença militar na Ilha Terceira.  A peça é tão simplória que nem entende duas coisas portanto claras: primeiro, os Estados Unidos não vão largar as Lajes; vão reduzi-la à expressão mínima, mas guardando o controlo; é que estas coisas, uma vez obtidas, não se deitam fora; segundo, os nossos aliados americanos nunca permitirão que Portugal dê facilidades militares de envergadura à China; seria um absurdo, tendo em conta que os Chineses aparecem, na nova visão estratégica americana, como o adversário principal.

 

Agora que há Chineses por toda a parte, isso sim, é verdade. Não se ocuparão dos negócios que o Público sugere, mas andam a fazer pela vida.

 

Veja-se o caso de Nauru. Um país independente situado no Pacífico, a várias horas de voo de Brisbane, na Austrália. População, menos de 10 000 habitantes. Área, quatro vezes menos do que a do concelho de Cascais. Principal fonte de rendimentos, para além da ajuda australiana: a renda paga por Canberra para manter na ilha um centro de detenção de imigrantes ilegais, que foram apanhados a tentar entrar na Austrália, e que são, de seguida enviados para a prisão estabelecida em Nauru, para processamento pelas autoridades de imigração australianas. 400 prisioneiros, actualmente. Diz a Amnistia Internacional, que visitou o centro recentemente, que as condições do centro não respeitam as regras básicas de uma prisão nem os direitos humanos dos internados.

 

Uma amiga minha acaba de visitar Nauru, em missão oficial. Procurou, no primeiro dia, sítio onde pudesse comer uma refeição que não fosse “indígena”. E acabou por encontrar o único sítio de “fast food” do país, propriedade de um imigrante vindo da China há meia dúzia de anos. Surpresa, que surpresa. Admirada, perguntou-lhe como fora ali parar, a um sítio que não lembra a ninguém. Respondeu que, tendo a China 1,3 mil milhões de habitantes a competir entre si, uma das vias possíveis para quem quer sair da cepa torta é a emigração. E assim acabou por viajar para Nauru, ao acaso das rotas disponíveis...

 

Talvez dentro de algum tempo um jornal de referência de Portugal nos venha narrar que um imigrante chinês abriu um “fast food “ às portas da base das Lajes…Os poucos militares americanos que continuarem nos Açores serão clientes assíduos…Estou certo.

 

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