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Crescemos quando abrimos horizontes

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Uma leitura do Nobel da Paz

A atribuição à União Europeia do Prémio Nobel da Paz 2012 pode ser discutida sob vários ângulos. Aprovada ou reprovada, objecto de escárnio ou de celebrações. Mas, para mim, depois de ler as razões da decisão, e de interpretar as entrelinhas, a mensagem é simples e clara: o Comité do Nobel está preocupado com as divisões, as fracturas, que hoje existem na UE e que ameaçam o seu futuro. Por isso, lembra aos líderes e povos europeus que a União é fundamental para a paz e a estabilidade na Europa, numa altura em que os riscos de implosão do projecto comum são reais e próximos. 

Mulheres

O papel das mulheres na luta pela democracia e pelos direitos humanos recebeu hoje um balão de oxigénio, com a atribuição do Nobel da Paz a duas africanas de renome --Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee-- e à iemenita Tawakkul Karman. Trata-se de um reconhecimento bem merecido.

 

Duas das mulheres distinguidas são activistas comunitárias, enquanto que Sirleaf vem da elite das organizações internacionais. É um bom equilíbrio.

Confúcio maltratado

Pobre Confúcio. Dois e mil quinhentos anos após a sua morte, tanto tempo depois de ter dito que "da força à injustiça há apenas um passo", fizeram-no viver, hoje, a vergonha de dar o nome a um prémio imaginado à pressa, numa cerimónia mal organizada, com os patrocinadores a esquecerem-se de informar o galardoado "da paz", e o símbolo da distinção a ser entregue a uma menina de uns dez anos de idade, que ninguém sabe bem donde apareceu nem por que razão figura nesta palhaçada.

 

Quantas vezes as tendências autoritárias nos fazem perder a proporção das coisas razoáveis?

 

Mais. Não foi Confúcio quem afirmou: " Não tentes fazer as coisas precipitadamente. Não procures pequenas vantagens. O desejo de ter as coisas feitas à pressa faz com que saiam mal feitas. Procurar as pequenas vantagens impede a realização de grandes feitos"?

 

Enquanto a Europa anda de olhos fechados

O Paquistão, e outros, como o Irão, Sudão, Rússia, Cazaquistão, Colômbia, Tunísia, Arábia Saudita, Sérvia, Iraque, Vietname, Afeganistão, Filipinas, Egipto, Ucrânia, Cuba, Marrocos e o Presidente Ramos Horta juntaram-se à China e não vão estar na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz deste ano. Atribuído a Liu Xiaobo, que também não vai poder estar presente, que as portas da sua cela de prisão continuam fechadas, nem estará ninguém da sua família, por decisão do governo chinês, o prémio tem suscitado a ira de Beijing. A cadeira do laureado ficará vazia, o que terá um valor simbólico enorme.

 

Entretanto, a China resolveu lançar um prémio alternativo, o Confúcio dos Direitos do Homem. Embora o anúncio do vencedor esteja marcado para amanhã, na véspera da cerimónia do Nobel, não se percebe bem qual é a posição dos líderes chineses em relação a este prémio. Será apenas uma iniciativa desgarrada do ministério da Cultura e de um grupo de nacionalistas com os nervos à flor da pele?

 

Não há dúvida que existe na China, e não apenas ao nível da classe dirigente, uma forte corrente de opinião contra a comunidade internacional, e em particular, contra o Ocidente. Pouco se fala disso, mas é um facto. Muitos chineses pensam que os estrangeiros não respeitam a China como deveria ser. Este sentimento tem feito crescer um nacionalismo doentio e tem servido bem os interesses dos militares. A expansão das forças armadas está a ser feita a olhos vistos e sem que haja qualquer voz que se interrogue sobre o assunto. Nem dentro, nem fora das fronteiras da China, com excepção do Japão.

 

Quando se trata do país mais populoso do mundo, que promove os seus interesses estratégicos através do mundo, sem dar tréguas, com muita energia e grande insistência, convém que a Europa não ande com os olhos fechados.

 

Quem vai poder explicar isso à Baronesa e aos outros senhores dos salões quentes e das falas mansas, que circulam por Bruxelas?

Uma visão de Paz

 

 

Ontem e hoje escreveu-se muito sobre a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama.

 

Curiosamente, os velhos chavões antiamericanos voltaram a aparecer, incluindo no comunicado do PCP sobre a matéria. Acrescentem-se os amargos de boca da malta de Direita, que ainda não digeriu os resultados das eleições americanas, mais uns pós de uns intelectuais espertos, que acham que é muito cedo, que ainda não há obra, e temos um quadro do que foram as reacções.

 

Por outro lado, as razões invocadas para a escolha são claras. Trata-se de reconhecer a coragem de uma visão nova das relações internacionais. Um filosofia mais progressista nas relações entre os povos. O facto que Obama trouxe esperança. Que deu corpo a um sentimento que um futuro melhor é possível. A insistência na diplomacia e no diálogo, como meios de resolução dos diferendos. A visão de um mundo sem armas nucleares.

 

As visões transformam o mundo. Uma visão de Paz, vinda do país mais armado do mundo, faz mudar a política internacional.

 

Foi isso que o Comité do Nobel quis premiar. Fez muito bem. Foi uma decisão corajosa.

 

De todos os prémios, o da Paz é o mais político. Desta vez também não faltou à regra.

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