Portugal é grande quando abre horizontes

22
Jan 19

Escrevo regularmente no Twitter. A conta é:  

@vangelofreebird

twitter.com/vangelofreebird

 

publicado por victorangelo às 20:29

21
Jan 19

Os nossos radicais estão em campanha. Uma das mensagens que pretendem passar tornou-se bem clara: que não são populistas! Nem extremistas! Ou seja, tentam vender gato por lebre.

A comunicação social tem mostrado que gosta da conversa e dá-lhes espaço. Com bonitas fotografias, para reforçar o recado. Apresenta, assim, como positivo o que mais não é do que infantilismo político. Perigoso, aliás, para além das imagens dos sorrisos.

Digo infantilismo por reconhecer que certas propostas apresentadas pelos nossos extremistas têm a graça da idade da inocência.

Quem não tem ido na conversa é o eleitor português. Dirigir uma nação, inserir-se no xadrez europeu e internacional, lutar por um projecto de sociedade, tudo isso pede mais do que ingenuidade, ideias estreitas e falta de realismo. E isso continua a ser claro para a maioria dos que votam no futuro de Portugal. O eleitor português tem mostrado maturidade. E assim deverá acontecer também este ano, quer em Maio quer em Outubro.

 

publicado por victorangelo às 16:58

Aqui deixo o endreço do meu blog em língua inglesa.

victorangeloviews.blogspot.com

publicado por victorangelo às 16:50

09
Jan 19

A maior parte dos que escrevem e partilham opiniões políticas em Portugal são dogmáticos. Têm opiniões de pedra e cal. Cada opinião é apresentada como a última expressão da sabedoria do autor sobre o assunto que o momento o leva a tratar. Não deixam espaço para o debate, nem querem deixar aperceber as outras dimensões que a questão possa levantar. É tudo a preto e branco. A verdade de um lado, o erro do outro. Escreve-se e fala-se de tal maneira que as frases parecem facadas e golpes de espada.

Mesmo quando os autores são apresentados como “académicos”. Não são académicos, são intransigentes e de ideias feitas, que é o contrário do que a universidade deveria ser. Uma boa parte dos nossos “cientistas sociais” é apenas um propagandista da fé, politicamente dogmáticos, em vez de inquisitivos.

Ora, a realidade da nossa vida colectiva é muito mais matizada. E nas questões políticas e sociais não existem respostas simples. Antes pelo contrário.

O dogmatismo é um tique ditatorial. Extremista. Esmagador das opiniões não concordantes. É antidemocrático. E também é uma prova de grande burrice mental. De quem o pratica e, infelizmente, de quem dele se alimenta.

publicado por victorangelo às 17:21

26
Dez 18

Alguém me perguntava por que razão nunca critico o que os meus amigos escrevem como opinião nos jornais. Respondi que se o fizesse, deixava de ter amigos.

publicado por victorangelo às 15:12

08
Abr 17

Temos um cronista conhecido que escreve todas as semanas no Público. Por mais diverso que seja o tema, o fulano acaba sempre por malhar forte e feio em Passos Coelho. É assim uma espécie de obsessão. Mas é uma mania de baixo valor. Primeiro, porque bater no antigo Primeiro-Ministro é coisa corrente, que muitos fazem há vários anos. Não vale a pena estar constantemente a chover no molhado. Depois, porque esse cronista até sabe umas coisas, mas a repetição permanente dos ataques acaba por lhe tirar altura. Dá a imagem de um indivíduo que tem umas contas por ajustar e que não consegue saldar a coisa. Um doente crónico do passismo, diriam alguns.

Em política e em matéria de opinião, a sabedoria é bater uma vez ou outra e depois passar-se ao lado. Há vida para além dos rancores antigos. Assim se distingue o pequenino do grande.

publicado por victorangelo às 22:15

14
Jan 17

Num sábado à noite não se escreve sobre coisas sérias. Nem se lançam polémicas. Mas a verdade é que muito do que se escreve e diz em Portugal, sobretudo nos canais da televisão, não parece ser tratado muito a sério. Passa-se pela rama, que o resto dá muito trabalho e maça muita gente. A superficialidade é que está a dar. E não apenas aos sábados à noite.

publicado por victorangelo às 21:21

10
Dez 16

A minha neta fecha a conversa, quando vê que eu pretendo não estar a perceber, com uma expressão bem típica: laisse tomber, ou seja, esquece! São os seus seis anos de vida que lhe dão esse tipo de sabedoria.

E eu aprendo.

Por exemplo, quando leio o que certos intelectuais escreveram no Público de hoje, limito-me a concluir que não vale a pena insistir, é mesmo para esquecer.

publicado por victorangelo às 20:48

23
Jul 16

É triste, e faz pensar nas voltas que a vida dá, ver um dos nossos intelectuais mais proeminentes escrever num diário de referência uma longa e confusa arenga sobre a Europa. Além de vários erros de raciocínio, que serão provavelmente o resultado das suas frustrações pessoais e da obsessão doentia em que vive, e de afirmações gratuitas e erróneas, a nossa estrela chama ao barulho outros estados exteriores à UE, fala nos seus erros e depois passa as culpas à Europa. 

Não sei se ainda há por aí muita gente que lhe preste atenção. Mas até é capaz de haver e isso não ajuda nada, numa altura em que conviria aclarar as coisas e reconhecer valor onde esse existe. Estes são tempos que exigem atitudes positivas e críticas construtivas. Não são tempos para deixar as nossas raivas e ódios de estimação à solta, entregues a um projecto de demolição. 

É com conversas dessas que se vai destruindo a credibilidade das instituições e se prepara o período de convulsões que se poderá seguir.

 

 

 

publicado por victorangelo às 21:37

12
Jun 16

 

Derrotar e travar o euroceticismo, abrir o futuro

Victor Ângelo

 

 

            Os argumentos a favor da permanência da Grã-Bretanha na UE têm estado excessivamente focalizados nas dimensões económicas. Agora foi a vez da OCDE vir à liça para dizer que o Brexit provocaria uma quebra de 5% do PIB britânico, ao longo dos próximos anos. Vinda donde vem, essa estimativa merece alguma atenção. Reforça, aliás, a posição de outras instituições, como o FMI, que já haviam sublinhado os custos elevados que uma eventual saída da UE poderia acarretar para as famílias no Reino Unido.

            Os prejuízos económicos poderão ser evidentes para os macroeconomistas e para as grandes empresas, bem como para uma parte dos eleitores, mas não devem ser o ponto fulcral da disputa num referendo com fortes matizes nacionalistas. Pesam, é verdade, mas de modo relativo. E acentuá-los em demasia abre espaço aos que dizem que a campanha pelo sim se baseia no exagero e na exploração dos temores. Sem esquecer que muitos cidadãos consideram estas questões da macroeconomia como cortinas de fumo, que escondem os interesses dos poderosos e das multinacionais. Por isso, há que tratá-las com muito cuidado.

            O que está em jogo é uma decisão fundamentalmente política. Ora, a política move-se noutra esfera, para além da sensatez e da contabilidade do deve e do haver. Aqui lembro que Jean Jaurès, o grande líder socialista francês do início do século XX, garantia em 1914, uns meses antes do início da conflagração europeia, que se podia apostar na paz, pois a guerra ficaria demasiado cara. É verdade que a Grande Guerra teve custos incalculáveis, para além das imensas tragédias humanas. Mas foi a escolha política de então, apesar das palavras tão avisadas de Jaurès. Com o Brexit poderá acontecer o mesmo.

            O domínio da política pura e dura jaz no simbolismo e nas opções visceralmente emotivas. É a esse nível que se deve travar o combate para evitar o terramoto anunciado para 23 de junho e as ondas de choque que poderão vir a seguir. Entre outras dimensões, há que dizer que o Brexit assenta em mitos irrealistas e inaceitáveis. É o mito da superioridade britânica em relação aos outros europeus. É a crença confusa na existência de uma maneira de ver e de ser universalista, que foi capaz de criar um império onde o sol nunca se punha e que hoje se sente constrangida pela tacanhez e o provincianismo do resto dos europeus. E é a ilusão que vê na Europa um espaço de submissão e não uma alavanca capaz de multiplicar o alcance de cada um dos estados membros. No fundo, uma parte dos britânicos está prisioneira de uma atitude de desconsideração em relação ao resto da Europa, sobretudo no que respeita aos países do centro e do sul do nosso continente.

            Mais ainda, o argumento político deve poder tratar da imigração sem papas na língua. Os europeus que hoje trabalham na Grã-Bretanha contribuem de modo inequívoco para a economia do país. Em números absolutos, estamos a falar de 1,6 milhões de trabalhadores. Representam, no entanto, apenas 6% da mão-de-obra total. Falar de uma invasão é um exagero. Mesmo no sector da hotelaria e restauração, onde encontramos uma maior proporção de cidadãos vindos de outros países da UE, a percentagem não ultrapassa os 14%. Por muito que os adeptos do Brexit gritem e agitem o papão, não se verifica uma emigração descontrolada de desempregados e mendicantes europeus a caminho do Reino Unido.

            Há ainda um outro ponto em relação ao qual temos de ser francos. Para ganhar o referendo também é preciso um maior empenho da liderança do Partido Trabalhista. Jeremy Corbyn tem a obrigação de ser mais claro no seu apoio à continuidade europeia. Já só lhe restam quinze dias para o fazer. Necessita de mostrar ousadia e visão, e isso não está a acontecer. Tem que saber falar sobre o futuro do seu país e também sobre os nossos interesses comuns, face a outros centros de poder, às ameaças externas e às rivalidades geoestratégicas. E deve combater as tendências xenófobas que os promotores do Brexit estão a alimentar.

            Há aqui uma exigência moral, igualmente. Não podemos deixar que a Europa se fragmente. Nem queremos que o ceticismo ganhe mais peso e espaço. Por outro lado, a UE precisa de continuar a ouvir as perspetivas britânicas à volta de uma mesma mesa, redonda e comum. Trata-se muitas vezes, é verdade, de uma voz diferente. Mas isso realça as nuances, traz uma outra filosofia política para a discussão, matiza as diversas posições, e tem o efeito de enriquecer a substância do projeto comum. Gerir e valorizar as diferenças, bem como dar esperança e segurança, são as provas de maturidade que os líderes europeus têm que saber resolver.

 

(Texto que esta semana publico na Visão on line)

 

publicado por victorangelo às 09:50

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