Portugal é grande quando abre horizontes

05
Mai 18

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=10359

O link para o meu programa desta semana na Rádio de Macau, um trabalho semanal de equipa com Hélder Beja, um homem de letras, e a jornalista Catarina Domingues. Ambos vivem em Macau há vários anos.

publicado por victorangelo às 17:16

25
Mar 18

O caso Skripal e as relações da UE com a Rússia, a re-eleição de Vladimir Putine, a nova coligação chefiada por Angela Merkel, agora legitimada na Alemanha, a questão da imigração, a felicidade na Finlândia e nos países nórdicos: estes foram os temas que abordámos esta semana, no Magazine Europa da Rádio TDM de Macau.

O link para o programa é o seguinte:

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=10119

publicado por victorangelo às 18:38

26
Fev 18

Seria um risco enorme se a opinião pública europeia deixasse de entender a UE como um projecto de cooperação entre os Estados membros, indispensável para salvaguardar os valores que regem a nossa vida colectiva e para garantir a continuação da nossa prosperidade. Se a UE passasse a ser vista como um mero espaço de viagens sem passaporte ou, pior ainda, como uma burocracia sem alma, apenas capaz de satisfazer certos oportunismos políticos e ambições pessoais, entraríamos então num processo de destruição a prazo da unidade europeia. E perderíamos todos, excepto os nossos inimigos exteriores.

publicado por victorangelo às 16:24

04
Fev 18

Contínuo, todas as semanas, a fazer comentários sobre a Europa para os ouvintes da Rádio TDM de Macau.

Os da semana que agora findou podem ser ouvidos através do link que aqui deixo.

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=9816

publicado por victorangelo às 19:46

03
Mai 17

O jornal diário belga “La Libre”, que é uma instituição no círculo da imprensa francófona do país, acaba de realizar um inquérito sobre a tradicional questão que tem dividido a política, a Direita contra a Esquerda e vice-versa.

O resultado revela de certa maneira aquilo que a candidatura de Emmanuel Macron tem estado a mostrar, não apenas em França mas noutras sociedades europeias. Para uma parte do eleitorado, a classificação de Esquerda ou de Direita perdeu o sentido que tinha. Já pouco significaria. Assim, mais de 64% dos inquiridos acham que a clivagem entre os dois campos está ultrapassada. Os novos desafios não se enquadram nem à esquerda nem à Direita.

Será que a agenda política nestes países terá perdido uma boa parte da sua dimensão classista? Será que ser progressista ou conservador tem hoje um outro significado? Ter-se-á entrado num período da nossa história em que as posições se definem noutros termos?

A verdade é que se diria que os debates sobre os comportamentos sociais, incluindo as novas formas de organização das famílias, ou sobre a imigração, a globalização, a segurança, os direitos humanos, e outras grandes questões internacionais, levam a uma vida política mais complexa que a simples separação entre ser de Direita ou de Esquerda. Hoje, vemos partidos que nalgumas destas matérias seriam tidos como de direita enquanto noutras defendem posições que sempre foram associadas ao lado oposto.

 

 

publicado por victorangelo às 17:26

18
Abr 17

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-04-17-Depois-dos-estrondos

Este é o link para o meu novo texto na Visão sobre o papel da força na resolução das crises.

Vai certamente suscitar algumas reacções.

Boa leitura.

publicado por victorangelo às 12:25

08
Mar 17

O programa desta semana aborda as questões da presidência do Conselho Europeu, as dimensões de defesa da UE, o Livro Branco apresentado por Jean-Claude Juncker e o papel da Agência para os Direitos Fundamentais.

O Magazine Europa continua a ser bem recebido pelos ouvintes de Macau.

Desta vez, o link é o seguinte:

Magazine Europa (7 de Março de 2017)

publicado por victorangelo às 15:06

29
Nov 16

Alguém perguntava hoje, num diário de Lisboa, se podemos “pôr no mesmo saco os radicalizados à esquerda e à direita”. A pergunta vinha no seguimento de um texto sobre o populismo, com uma referência especial ao ensaio que Jorge Sampaio publicou recentemente sobre esse tema.

Independentemente da posição defendida no artigo, que não quero comentar, deixo aqui expresso que a minha resposta sobre esta questão do populismo não é escrita a preto e branco. Há aqui vários matizes, mas o que importa é a versão radical.

O combate contra o populismo radical tem como finalidade evitar que os seus expoentes se aproveitem dos mecanismos democráticos para conquistar o poder e impor, de seguida, uma visão unidimensional, redutora e opressiva da gestão política. Assim, se os extremistas de direita, como é o caso de Marine Le Pen, estiverem próximo de ganhar as eleições, o combate é contra eles. As diferentes facetas da luta política, incluindo as alianças partidárias, deverão, nesse caso, servir para atingir o objectivo que é o de impedir que esses extremistas cheguem ao poder.

E o contrário também é verdadeiro.

Dito isto, é sempre bom lembrar que um radical é sempre um radical e um grande perigo político. Um radical é contra a liberdade de pensamento, pois está convencido até ao tutano que detém a verdade absoluta e por isso, não aceita opiniões diferentes. Um radical não aceita a diversidade que existe nas sociedades modernas. Não quer entender que a democracia é um sistema que procura gerar equilíbrios entre diferentes interesses e sensibilidades. Também não entende que no século XXI cada país faz parte de um xadrez internacional de alianças políticas e de relações económicas. O extremista não tem uma visão global do presente. Vive numa realidade imaginária.

Num mundo complexo como o de hoje, todos os extremismos são condenáveis e inaceitáveis.

 

 

 

publicado por victorangelo às 21:37

12
Jun 16

 

Derrotar e travar o euroceticismo, abrir o futuro

Victor Ângelo

 

 

            Os argumentos a favor da permanência da Grã-Bretanha na UE têm estado excessivamente focalizados nas dimensões económicas. Agora foi a vez da OCDE vir à liça para dizer que o Brexit provocaria uma quebra de 5% do PIB britânico, ao longo dos próximos anos. Vinda donde vem, essa estimativa merece alguma atenção. Reforça, aliás, a posição de outras instituições, como o FMI, que já haviam sublinhado os custos elevados que uma eventual saída da UE poderia acarretar para as famílias no Reino Unido.

            Os prejuízos económicos poderão ser evidentes para os macroeconomistas e para as grandes empresas, bem como para uma parte dos eleitores, mas não devem ser o ponto fulcral da disputa num referendo com fortes matizes nacionalistas. Pesam, é verdade, mas de modo relativo. E acentuá-los em demasia abre espaço aos que dizem que a campanha pelo sim se baseia no exagero e na exploração dos temores. Sem esquecer que muitos cidadãos consideram estas questões da macroeconomia como cortinas de fumo, que escondem os interesses dos poderosos e das multinacionais. Por isso, há que tratá-las com muito cuidado.

            O que está em jogo é uma decisão fundamentalmente política. Ora, a política move-se noutra esfera, para além da sensatez e da contabilidade do deve e do haver. Aqui lembro que Jean Jaurès, o grande líder socialista francês do início do século XX, garantia em 1914, uns meses antes do início da conflagração europeia, que se podia apostar na paz, pois a guerra ficaria demasiado cara. É verdade que a Grande Guerra teve custos incalculáveis, para além das imensas tragédias humanas. Mas foi a escolha política de então, apesar das palavras tão avisadas de Jaurès. Com o Brexit poderá acontecer o mesmo.

            O domínio da política pura e dura jaz no simbolismo e nas opções visceralmente emotivas. É a esse nível que se deve travar o combate para evitar o terramoto anunciado para 23 de junho e as ondas de choque que poderão vir a seguir. Entre outras dimensões, há que dizer que o Brexit assenta em mitos irrealistas e inaceitáveis. É o mito da superioridade britânica em relação aos outros europeus. É a crença confusa na existência de uma maneira de ver e de ser universalista, que foi capaz de criar um império onde o sol nunca se punha e que hoje se sente constrangida pela tacanhez e o provincianismo do resto dos europeus. E é a ilusão que vê na Europa um espaço de submissão e não uma alavanca capaz de multiplicar o alcance de cada um dos estados membros. No fundo, uma parte dos britânicos está prisioneira de uma atitude de desconsideração em relação ao resto da Europa, sobretudo no que respeita aos países do centro e do sul do nosso continente.

            Mais ainda, o argumento político deve poder tratar da imigração sem papas na língua. Os europeus que hoje trabalham na Grã-Bretanha contribuem de modo inequívoco para a economia do país. Em números absolutos, estamos a falar de 1,6 milhões de trabalhadores. Representam, no entanto, apenas 6% da mão-de-obra total. Falar de uma invasão é um exagero. Mesmo no sector da hotelaria e restauração, onde encontramos uma maior proporção de cidadãos vindos de outros países da UE, a percentagem não ultrapassa os 14%. Por muito que os adeptos do Brexit gritem e agitem o papão, não se verifica uma emigração descontrolada de desempregados e mendicantes europeus a caminho do Reino Unido.

            Há ainda um outro ponto em relação ao qual temos de ser francos. Para ganhar o referendo também é preciso um maior empenho da liderança do Partido Trabalhista. Jeremy Corbyn tem a obrigação de ser mais claro no seu apoio à continuidade europeia. Já só lhe restam quinze dias para o fazer. Necessita de mostrar ousadia e visão, e isso não está a acontecer. Tem que saber falar sobre o futuro do seu país e também sobre os nossos interesses comuns, face a outros centros de poder, às ameaças externas e às rivalidades geoestratégicas. E deve combater as tendências xenófobas que os promotores do Brexit estão a alimentar.

            Há aqui uma exigência moral, igualmente. Não podemos deixar que a Europa se fragmente. Nem queremos que o ceticismo ganhe mais peso e espaço. Por outro lado, a UE precisa de continuar a ouvir as perspetivas britânicas à volta de uma mesma mesa, redonda e comum. Trata-se muitas vezes, é verdade, de uma voz diferente. Mas isso realça as nuances, traz uma outra filosofia política para a discussão, matiza as diversas posições, e tem o efeito de enriquecer a substância do projeto comum. Gerir e valorizar as diferenças, bem como dar esperança e segurança, são as provas de maturidade que os líderes europeus têm que saber resolver.

 

(Texto que esta semana publico na Visão on line)

 

publicado por victorangelo às 09:50

27
Jan 16

Faço hoje, num texto na Visão, o balanço da reunião de Davos deste ano e a ligação entre o que aí se disse e a eleição do futuro Secretário-Geral da ONU.

O texto tem o título: "De Davos a Nova Iorque".

Quem quiser ter a bondade de me ler, pode abrir a página on-line da Visão ou seguir este link:

http://bit.ly/1NaHzyA

publicado por victorangelo às 19:32

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