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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Mais um ciclo de vida

Hoje, depois de todas as medidas anunciadas pelos vizinhos, vários vizinhos, incluindo a França ao fim do dia, a única ambição que me anima seria a de poder dar um passeio pelo parque amanhã pela manhã. Por aqui, as regras em vigor permitem que o faça, desde que sem contactos sociais à mistura. Os patos e os gansos estão de volta, a migração invernal terminou, e em breve vamos ter uma nova geração de palmípedes, que nos lembrará que a vida é um ciclo, por muitos altos e baixos que apareçam.  

Não o farei, no entanto. Acho que é fundamental ficar em casa. E lembrar a todos que assim se deve agir.

 

Maneiras de olhar a vida

Em todas as sociedades há quem empurre para baixo e quem puxe para cima.

O meu amigo Beto pertence ao primeiro grupo. Tem um prisma especial para ver o que se passa à sua volta. Um prisma que combina insucesso com inveja. É um apologista sistemático da igualdade pela mó de baixo, um crítico combativo, persistente e azedo, de quem vai além da cepa torta. Beto viveu a sua vida como quadro mais ou menos superior, sem mais, numa repartição do Estado. Sempre com razões de queixa. Sobretudo, dos políticos. Agora, recém reformado, encontra consolação na sua luta pela mediocridade generalizada.

Almocei ontem com ele.

E do outro lado da mesa estava a Isabel. Um caso completamente diferente. Isabel, mais jovem de quase vinte anos, trabalha numa empresa conhecida na nossa praça. Olha para o futuro pela lente das oportunidades. Para ela, o sucesso dos outros, quando honesto, é uma fonte de satisfação, de esperança e, mesmo, um motivo de inspiração. Isabel nunca baixa os braços, mantêm uma atitude positiva perante a vida. Acredita no futuro e luta por ele.

E ali estava eu, preso na teia estranha das amizades, a ouvir um e o outro, e a acreditar que com a sobremesa, ou já na altura do café, me seria dada a oportunidade de dizer que mais vale um bom café amargo que uma aguardente para esquecer.

 

O lado positivo do Brexit

Não vejo a saída do Reino Unido – o chamado Brexit – como uma tragédia, nem como um sinal de que a União Europeia está em crise. Considero que, no essencial, se trata de uma decisão britânica – dos 52% que votaram no referendo de 2016 contra a permanência do seu país na UE.

As razões que levaram esses cidadãos a decidir como decidiram serão várias. Já foram suficientemente discutidas. Muitas terão que ver com uma perspectiva saudosista da história do Reino Unido, da grandeza imperial de outrora. Ou seja, com uma ilusão que nada tem que ver com o mundo de hoje. Mas que continua a ser alimentada por certas elites aristocráticas ou com ligações a determinados colégios destinados a jovens das classes privilegiadas e, também, a instituições de ensino superior classistas. Na realidade, e é bom ter isso sempre presente, uma boa parte do voto Brexit baseia-se em fantasias vitorianas, exacerbadas por valores xenófobos e retrógrados. O Brexit é reaccionário.

Nessas circunstâncias, com uma elite política e intelectual dominante desse género, tão desancorada das realidades de agora, o corte com o resto do projecto europeu poderá ser visto como um momento de clarificação e uma oportunidade de progresso e de afirmação da ideia europeia. Dito doutra maneira, mais directa, a UE pode ganhar com a saída dos britânicos. Esse é o desafio que temos pela frente.

O desafio para 2016: ser construtivo

No meu primeiro escrito do ano novo, tenho que ser positivo. Faz parte da quadra festiva. E também das resoluções habituais nesta época.

É verdade que tenho lido, na mais variada imprensa, muito prognóstico negativo sobre 2016. Há um grande pessimismo no ar, a diferentes níveis. Nomeadamente sobre a Europa.

Um ponto de partida assim não é o melhor. E não tem em conta que há por aí muita gente a lutar para que as coisas não corram mal. A nossa voz deve, isso sim, juntar-se à voz dessas pessoas.

Aqui fica a promessa de uma escrita construtiva em 2016. Espero ser capaz de a manter.

E bom ano para todos os que me seguem.

 

Hoje a janela da crise ficou fechada

Peguei no carro e como estava um dia lindo fui dar uma volta por Waterloo, Lovaina-a-Nova e Gembloux, a pequena cidade do sul da Bélgica que se tornou célebre, no passado, pela qualidade da sua Faculdade de Agronomia. São localidades bem organizadas, com um forte poder de compra, rodeadas de campos agrícolas bem cultivados e altamente produtivos. Viajar por essas terras faz esquecer a crise. A expressão “crise” não faz parte do vocabulário corrente dos habitantes dessas zonas. Haverá, nalguns casos, desemprego ou travagem económica. Mas, para o comum dos cidadãos, essas questões não surgem nas conversas do dia-a-dia nem são uma preocupação absorvente.

 

Ao regressar a casa, pensei quão distante estamos aqui de Portugal. 

Manter as portas abertas à esperança

O meu voo de regresso a Bruxelas estava cheio. Assim tem acontecido, cada vez que me desloco entre Lisboa e a capital da Europa, ou vice-versa.

 

Ver os aviões que vão ou vêm de Portugal é sempre um motivo de satisfação. A impressão que fica é que o país continua a mexer, apesar da crise, do pessimismo e das vozes que advogam um regresso ao cantinho nacionalista do passado. 

Empreender

Ontem conheci o Jean-Michel, um jovem cheio de genica e de espírito empreendedor. Veio vender uma centena de caixas de champanhe aos moradores de um canto tranquilo de Bruxelas. Uma das famílias dessa rua organizou e convidou a vizinhança para uma prova dos vários champanhes que o Jean-Michel e a esposa produzem, numa pequena propriedade de menos de seis hectares, que herdaram há meia dúzia de anos, numa terriola situada na zona demarcada, a cerca de uma hora ao sul de Reims.

 

A iniciativa foi um sucesso. O casal pôde voltar para França com a carrinha vazia. 

 

Achei tudo isto um bom exemplo.

 

Entretanto, fiz umas contas por alto. Dos seis hectares estão agora a sair cerca de 40 000 garrafas por ano. Se o lucro líquido for de seis euros por garrafa, o que é uma estimativa modesta, abaixo do que é possível, Jean-Michel e a mulher conseguem ter um bom rendimento por ano. Dá para pensar. 

 

 

 

 

 

 

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