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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A política vista pela cabeleireira

A senhora que me corta o cabelo respondeu-me que a semana fora fraca, em termos de clientes. A sua freguesia é feita de mulheres que vêm arranjar o cabelo, as unhas e outros serviços de beleza. Eu sou dos raros clientes masculinos. O salão é um sucesso comercial: está sempre atarefado, são marcações atrás de marcações. Excepto esta semana, que esteve cheia de buracos, de tempos mortos. Disse-me que a razão tinha que ver com o chumbo do orçamento e as incertezas daí decorrentes. As clientes andam preocupadas, têm medo das consequências económicas da crise política, acham que os pequenos benefícios que o orçamento anunciava não se materializarão. Cortam, então, nas despesas. Não cortar o cabelo é uma maneira de cortar nas despesas.

Fiquei a pensar nesta conversa. Isto da política tem reacções inesperadas, por parte dos eleitores. E aqui, a ideia que a cabeleireira queria transmitir foi clara: o chumbo na Assembleia da República não terá sido apreciado por muitas das suas clientes.

Um novo ciclo político

O Partido Socialista resistiu às pressões vindas da extrema-esquerda. É isso que me parece ser de assinalar. E de pôr a crédito de António Costa. Quanto ao resto, ao futuro, as eleições antecipadas, que parecem agora inevitáveis, mostrarão qual é o rumo que os eleitores querem dar ao próximo ciclo de governação. Alguns dirão que esta não é a melhor altura para que ocorra uma campanha eleitoral. Em relação a isso, penso que o país mudou desde 2019. Os eleitores terão a oportunidade de actualizar o quadro político.

A crise é outra

Os últimos 18 meses de pandemia tiveram certamente um impacto na maneira como os cidadãos portugueses vêem agora a dinâmica política nacional. Por isso, sou dos que pensam que eleições gerais no quadro da nova realidade não seriam nenhuma desgraça, se porventura vierem a acontecer.

É verdade que trazem um período de incerteza e de agitação, mas a democracia funciona assim.

Dizem-me que terão um impacto negativo sobre certas forças à esquerda do PS. É provável. Mas isso significaria que esses partidos já não pesam o que pesavam há algum tempo.

Também me dizem que o PS poderá sair enfraquecido dessa contenda. As sondagens continuam, no entanto, a ser favoráveis aos socialistas.

E há quem receie uma subida do Chega. Irá certamente acontecer. Não será, todavia, uma onda avassaladora que ponha em causa a democracia ou a estabilidade governativa, segundo penso. Esse partido é um movimento sem substância, sem uma implantação nacional que vá além dos medíocres da terra, sem experiência nem argúcia política. É, além disso, dirigido por alguém que não sabe voar, que não passa das banalidades primárias. Pode haver quem se identifique com esse senhor. Mas será sempre uma franja da população.

Creio que é um exagero falar de uma crise nacional. A crise existe, mas é outra. Tem que ver com a qualidade dos nossos agentes políticos. Na política, não vingam os melhores.

Um orçamento desequilibrado

A Comissão Política do PS quer que António Costa continue a negociar com o BE, o PCP e outros a aprovação do Orçamento de Estado para 2022. E por isso pede ao Primeiro-ministro que aprove novas medidas sociais que, sem crescimento económico a sério, irão agravar o défice orçamental e que acabarão por se traduzir num aumento dos impostos. É bom que o orçamento tenha uma importante vertente social. Mas também é necessário que contenha um número suficiente de medidas que promovam o crescimento económico e a modernização da administração pública. É nestas duas áreas que está o problema. E é aí que se deveria focar uma parte da despesa pública.

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